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Sabotagem ao abastecimento de água em Várzea Grande desafia segurança pública e prejudica população

Imagem da captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Júlio Campos durante a troca do cabeamento furtado. O furto comprometeu o funcionamento do sistema, afetando motores e bombas, exigindo a remoção dos equipamentos para manutenção. Foto: Assessoria

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Os atos criminosos de sabotagem ao sistema de abastecimento de água em Várzea Grande continuam prejudicando milhares de moradores e desafiando as autoridades. Apesar das medidas adotadas pelo poder público desde janeiro para reforçar a segurança das estruturas do Departamento de Água e Esgoto (DAE), criminosos seguem atacando o sistema, colocando em risco o fornecimento de um serviço essencial e causando prejuízos à população.

 

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, tem demonstrado profunda preocupação e uma postura ativa diante dos recentes atos de sabotagem que comprometem o sistema de abastecimento de água da cidade. Em declarações públicas, ela classificou essas ações como “terrorismo” contra a população e ressaltou a gravidade dos danos causados às estruturas essenciais para o fornecimento de água.  Além disso, Flávia Moretti tem utilizado suas redes sociais para denunciar os atos de vandalismo, compartilhar imagens das depredações e manter a população informada sobre as medidas adotadas. citeturn0search5 Sua gestão tem trabalhado em conjunto com o governo estadual para investigar e punir os responsáveis, reforçando o compromisso com a transparência e a segurança dos serviços públicos.

Para combater essas ações, a Prefeitura e o DAE intensificaram a segurança nas estações de captação e reservatórios. Foram instaladas câmeras de monitoramento 24h na ETA Júlio Campos e na ETA Barra do Pari, com previsão de ampliação para outras estruturas nas próximas semanas. Além disso, a Guarda Municipal reforçou as rondas ostensivas e passou a atuar diretamente na proteção do sistema hídrico, enquanto novos cadeados e dispositivos de segurança foram implementados nos reservatórios. Um canal de denúncias foi ativado para que a população possa colaborar no combate aos atos criminosos, pelo WhatsApp (65) 98464-8931.

 

Mesmo com essas medidas, novas tentativas de sabotagem foram registradas, e a Polícia Civil segue investigando os responsáveis. Imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas, e boletins de ocorrência foram abertos para cada incidente. Diante da gravidade da situação, a Prefeitura levou o caso ao governador Mauro Mendes, que determinou prioridade máxima às investigações e cobrou uma resposta rápida das autoridades de segurança.

 

Enquanto isso, o DAE segue trabalhando para minimizar os impactos das sabotagens. O abastecimento nos bairros afetados em janeiro já foi restabelecido, mas algumas regiões ainda enfrentam dificuldades pontuais devido à recuperação da pressão na rede. Para garantir maior eficiência no fornecimento de água, estão sendo feitas melhorias estruturais, como a interligação da ETA Cristo Rei com o Reservatório do Morro do Urubu e a ampliação da rede de distribuição.

 

O caso mais recente de sabotagem foi registrado no Booster do Parque São João, equipamento essencial para garantir a pressão da água em bairros como Dom Diego, Engordador, Jardim das Oliveiras, Ipanema, São João e Unipark. Após ter a fiação furtada em janeiro, o booster pegou fogo há poucos dias e agora passa por manutenção. Os reparos estruturais já foram concluídos, e o abastecimento será normalizado assim que a Energisa ativar o sistema.

 

Os ataques ao sistema de abastecimento de água em Várzea Grande são atos criminosos que vão além do vandalismo: tratam-se de atentados contra o direito básico da população ao acesso à água. O poder público tem reforçado as medidas de segurança e cobrado uma resposta firme das autoridades, mas a colaboração da sociedade também é essencial. Denunciar atividades suspeitas é uma forma de proteger o abastecimento da cidade e garantir que esses criminosos sejam identificados e punidos com o rigor da lei.

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