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    Professor Ronald Spindler vive em memória e voz no documentário sobre o Instituto Padre João Peter

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    Professor, pioneiro, intelectual, exímio contador de histórias e um dos grandes entusiastas da educação em Lucas do Rio Verde, Ronald Luiz Spindler faleceu aos 88 anos, mas permanece vivo por meio dos registros que deixou, sobretudo nos relatos emocionantes concedidos ao documentário Instituto Padre João Peter – Legado de Transformação e Compromisso.

    Natural de Taquara (RS), Ronald chegou ao município em 1988, e ajudou a construir — tijolo por tijolo, ideia por ideia — não só uma escola, mas uma nova mentalidade de pertencimento e formação cidadã.

    O sepultamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (24), no Cemitério Jardim da Paz, após cerimônia marcada por homenagens e emoção. Ronald lutava contra um câncer e faleceu em decorrência de complicações da doença. Ele era casado, pai de três filhos, avô de nove netos e bisavô. A presença de alunos, colegas, lideranças e amigos no velório e no sepultamento reforçou o quanto ele era querido.

    Ronald atuou na agricultura, trabalhou no laticínio, mas foi na sala de aula que encontrou sua verdadeira vocação. Com voz firme e olhos marejados, ele narrou ao documentário passagens comoventes sobre os primeiros tempos do Instituto Padre João Peter — onde foi professor, diretor e colaborador ativo — lembrando o esforço coletivo para erguer a escola com o apoio da comunidade.

    “Essa escola era a vida da gente. Não se tratava só de ensinar matérias, mas de transformar realidades”, disse Ronald em um dos trechos. Ele também falava sobre si com uma mistura de orgulho e simplicidade: “Sempre fui um contador de histórias. Se minha história puder ajudar alguém a lembrar de onde viemos, já valeu a pena.”

    O documentário — que terá lançamento oficial nos próximos meses — é uma produção viabilizada com recursos da Secretaria de Cultura de Lucas do Rio Verde, por meio do Edital nº 006/2023 Paulo Gustavo – Audiovisual.

    A proposta busca preservar a história do Instituto Padre João Peter e das pessoas que fizeram dele um marco para a cidade. O filme resgata, além de Ronald, falas de outros pilares da fundação da instituição, como Klaus Huber — cujo legado iniciou a ideia do projeto —, Beth Huber, Fátima Ferreira, e Alley Beló, que também nos deixou precocemente, ainda durante a pós-produção.

    “Ouvir o Ronald era como mergulhar na memória viva de Lucas do Rio Verde. Ele narrava com detalhes impressionantes, sempre com aquele brilho nos olhos de quem acreditava que a educação podia mudar tudo”, lembra a diretora do documentário, Camila Galvão.

    A equipe da produção acompanhou o sepultamento, levando consigo não apenas o pesar da despedida, mas o compromisso de honrar a memória de Ronald no material final do filme. “Ele permanece conosco, nos registros, nas imagens, e no eco das suas palavras”, reforça Camila.

    A trajetória de Ronald é símbolo da força dos migrantes que escolheram Lucas do Rio Verde para reconstruir a própria história. Ao fazer parte da fundação do Instituto, ele se tornou peça-chave na formação de gerações. Agora, sua memória se perpetua — não só na lembrança dos que o conheceram, mas também no legado audiovisual que ajudou a construir.

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