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    “Viemos debaixo de chuva”, relata comandante do CIOPAER sobre resgate em área indígena em Juína

    Foto: Reprodução

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    O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), por meio da equipe Águia 03, realizou uma operação de apoio humanitário em uma aldeia indígena localizada em área de difícil acesso na região de Juína, no estado de Mato Grosso. A missão teve como objetivo prestar assistência a pessoas isoladas em meio à mata, enquanto as condições climáticas impediam a retirada aérea imediata.

    De acordo com o comandante da equipe, a aeronave decolou da base de Sorriso e enfrentou condições meteorológicas adversas durante todo o trajeto.

    Nós viemos da base de Sorriso sob chuva intensa, cerca de 20 quilômetros até o setor noroeste, onde estava acontecendo a situação. O dia não estava favorável para esse tipo de operação”, explicou.

    Segundo o comandante, devido ao volume de chuva, ao teto baixo e à baixa visibilidade, não foi possível realizar o resgate naquele momento. Diante do cenário, a equipe optou por garantir o suporte básico às vítimas.

    “Nós ficamos no visual, eles estavam aparentemente orientados, e deixamos uma sacola com alimentos, água, repelente e outros itens, para que conseguissem se manter bem por mais um dia”, relatou.

    O acesso ao local foi descrito como extremamente difícil, em razão da mata fechada e da ausência de áreas seguras para pouso.

    “O helicóptero não pousa lá, não há qualquer condição de pouso. Conseguimos localizá-los após um reconhecimento aéreo, quando avistamos uma pequena clareira”, afirmou o comandante.

    Ainda conforme o CIOPAER, apesar de ser tecnicamente possível descer um operador por rapel para realizar a extração, a operação exigia um ponto seguro próximo para o embarque das vítimas na aeronave, o que não foi encontrado durante a missão.

    “Não é seguro realizar um deslocamento longo com pessoas suspensas. Por isso, optamos por aguardar a melhora da meteorologia e estudar a melhor forma de retirada”, destacou.

    A previsão indicava redução das chuvas no dia seguinte, o que permitiria uma nova tentativa de resgate com mais segurança para todos os envolvidos. O comandante ressaltou que a equipe é treinada para esse tipo de missão, mas reforçou que a meteorologia é um dos principais fatores limitantes em operações aéreas.

    “Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos chegar ao local e garantir alimentação e assistência naquele momento”, concluiu.

    . Os operadores acessaram a vítima através da técnica de rapel e, posteriormente, a retiraram do local utilizando a técnica McGuire. A vítima, de 28 anos, já estava há três dias isolada em área de mata e sem alimentação.

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