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    Saúde mental de jornalistas exige mais estudos, aponta Conselho de Comunicação

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    É preciso ampliar pesquisas sobre a saúde mental de profissionais da comunicação. Essa é uma das conclusões de relatório apresentado nesta segunda-feira (6), em reunião do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.

    O conselheiro Carlos Magno destacou a dificuldade de obter dados atualizados sobre o tema. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2024 houve 472 mil afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior. O afastamento médio foi de 196 dias.

    O relatório aponta ainda as longas jornadas e a apuração frequente de situações trágicas como problemas enfrentados pelos profissionais.

    Magno citou pesquisa feita nos Estados Unidos, em 2024, com 1.140 jornalistas. Os dados mostram que 84% dos jornalistas e 88% dos ex-jornalistas relataram problemas de saúde mental. Segundo a pesquisa, 64% afirmaram que isso tem grande impacto no ambiente de trabalho.

    O conselheiro também mencionou o estudo “Jornalismo no Brasil em 2025”, produzido pela newsletter Farol Jornalismo em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Foram ouvidos 275 profissionais de seis redações brasileiras.

    Os profissionais relataram ambiente de trabalho tóxico, com os seguintes problemas:

    • falta de empatia;
    • pouca transparência;
    • comunicação violenta;
    • desrespeito às folgas;
    • sobrecarga de trabalho.

    “A pesquisa é limitada, mas indica tendências e reforça a necessidade de ampliar o debate”, disse Carlos Magno. Ele afirmou que a situação piorou após a pandemia de coronavírus.

    Segundo o conselheiro, medidas individuais incluem prática de exercícios físicos, alimentação adequada e sono regular. Entre as ações coletivas, estão o combate a jornadas exaustivas e o incentivo ao trabalho em equipe.

    Novas pesquisas
    Carlos Magno sugeriu que o conselho peça ao DataSenado uma pesquisa nacional sobre o tema.

    A conselheira Samira Castro informou que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com o Ministério do Trabalho, lançará uma pesquisa sobre a saúde mental da categoria. Segundo ela, quase metade dos jornalistas relatou depressão e insônia.

    “A pesquisa vai orientar políticas sindicais e ampliar a atenção da sociedade ao tema, para melhorar as condições de trabalho”, afirmou.

    A reunião foi dirigida pela vice-presidente do conselho, Angela Cignachi.

    Da Agência Senado
    Edição – GM

    Fonte: Câmara dos Deputados

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