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    Em parceria com a ACES, Prefeitura disponibiliza palestras sobre a Reforma Tributária

    Texto: Decom | Com Sympla e Roit Assessoria Fotos: Sympla

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    Equipe da consultoria ROIT falará sobre os principais desafios da mudança

    Junto à Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES), a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), está promovendo uma rodada de palestras sobre Reforma Tributária nesta quinta e sexta-feira (7 e 8 de maio).

    Consultores da ROIT, empresa detentora de um ecossistema de soluções para reforma tributária, que presta consultoria à Prefeitura, discorrerão sobre o tema em duas oportunidades. Nesta tarde, a partir das 14h, no Auditório da ACES, Matheus Bayer falará sobre os principais desafios da reforma para o setor privado.

    A palestra é aberta ao público, em especial para empresários, gestores e profissionais do setor que queiram se manter atualizados diante das mudanças do cenário econômico. Para melhor organização do evento, é necessário que os interessados façam a inscrição por este link: ROIT na Arena do Conhecimento da ACES em Sorriso – Sympla .

    Amanhã (sexta-feira, 9 de maio), às 9h, o especialista Gelson Severo falará sobre os impactos reais na arrecadação, na gestão fiscal e no futuro das receitas municipais. Na oportunidade, Gelson apresentará as mudanças propostas pela Reforma Tributária e seus efeitos práticos. A palestra é diretamente voltada para gestores públicos, empresários, contadores e demais profissionais da área fiscal. Da mesma forma que a palestra de hoje à tarde, a de amanhã é igualmente gratuita, mas a inscrição é necessária para a organização do evento. Clique aqui: ROIT na Arena do Conhecimento da ACES em Sorriso – Sympla

    Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

    “A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destaca Gelson.

    Tecnologia aplicada à gestão fiscal

    A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

    Entre as iniciativas, destacam-se:

    Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

    Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

    Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

    Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

    ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

    Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

    Nesse contexto:

    O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

    A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

    Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

    Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

    “Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

    Sustentabilidade fiscal como política pública

    A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

    Qualidade dos dados fiscais

    Uso intensivo de tecnologia

    Conformidade e regularização dos contribuintes

    “Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destaca o secretário.

    Transição da Reforma Tributária: o que muda

    2026: fase de adaptação operacional

    2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

    2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

    2033: IBS plenamente implementado

    2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

    Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

    Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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