A médica Elisandra, que atua na Estratégia de Saúde da Família (PSF 1), reforçou em orientações à população os cuidados necessários para prevenção e identificação da influenza, um dos principais vírus responsáveis por síndromes gripais.
Segundo a profissional, a síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento súbito de febre, geralmente acompanhada de tosse ou dor de garganta. “Além desses sinais, o paciente pode apresentar dores no corpo, dor de cabeça e outros sintomas associados”, explicou.
Ela destacou que, entre os diversos vírus respiratórios circulantes, o influenza merece atenção especial por sua capacidade de evoluir para quadros mais graves. “Em alguns casos, pode causar síndrome respiratória severa e até levar ao óbito, principalmente em pessoas mais vulneráveis”, alertou.
Outro ponto enfatizado pela médica é que, diferentemente de outros vírus, a influenza possui tratamento específico, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.
Transmissão exige atenção redobrada
De acordo com Elisandra, a principal forma de contágio ocorre por meio de gotículas e aerossóis liberados ao falar, tossir ou espirrar. O vírus também pode ser transmitido pelo contato com superfícies contaminadas e posterior toque em olhos, nariz ou boca.
Ela reforçou ainda medidas simples, mas eficazes, de prevenção, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, uso de máscara por pessoas sintomáticas e evitar contato próximo com infectados.
“A transmissão pode começar até um dia antes dos sintomas aparecerem e se estender por alguns dias após o início do quadro”, explicou. Em geral, o período de contágio varia entre três e cinco dias depois do início dos sintomas.
Sintomas e atenção aos grupos vulneráveis
A médica informou que os sintomas costumam durar entre três e oito dias, podendo a tosse persistir por até duas semanas ou mais em alguns casos. Em crianças, a febre geralmente não ultrapassa cinco dias, sendo necessário reavaliação médica caso o sintoma persista.
Ela também alertou para a atenção redobrada com idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, como diabetes, doenças cardíacas e hepáticas, que fazem parte dos grupos de risco.
Vacinação é a principal forma de proteção
Encerrando as orientações, Elisandra reforçou a importância da vacinação contra a influenza, disponível nas unidades de saúde para os grupos prioritários.
“A vacina é a principal forma de prevenção contra formas graves da doença. É fundamental que a população procure a unidade de saúde com a carteira de vacinação em mãos”, destacou.
A profissional ainda ressaltou que as equipes de saúde estão à disposição para esclarecer dúvidas e atender a população.































