O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, criticou duramente a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e estabelece jornada de 40 horas semanais com dois dias de descanso.
Segundo ele, a medida tem caráter político e não resolve os principais problemas do trabalhador brasileiro.
“Somos contrários a ela, porque isso é uma ação eleitoreira”, afirmou José Wenceslau de Souza Júnior.
A proposta foi aprovada na última quarta-feira (27) pela Câmara dos Deputados por ampla maioria, 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários e segue agora para análise no Senado Federal. O texto estabelece a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, e prevê um período de transição para adequação das empresas.
Durante entrevista à imprensa, Wenceslau defendeu que, em vez de discutir a redução da jornada, o governo deveria priorizar a diminuição dos encargos sobre a folha de pagamento.
Ele citou tributos como INSS e FGTS como entraves ao aumento da renda do trabalhador.
“Hoje o brasileiro ganha muito pouco. O que esse governo deveria fazer é tirar os encargos sociais da folha e colocar mais dinheiro no bolso do trabalhador. Não adianta você ficar em casa mais um dia, com a geladeira vazia”, declarou.
A PEC aprovada é um substitutivo apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que unifica propostas anteriores sobre redução da jornada de trabalho. O texto original previa até 36 horas semanais e três dias de descanso, mas acabou sendo ajustado para o modelo de 40 horas com dois dias de folga.
Com a aprovação na Câmara, a matéria agora depende de análise do Senado, que ainda não definiu data para votação.

































