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“Fortalecer a genética é fortalecer a economia de Mato Grosso”, diz Dr. João sobre relatório da CST da pecuária zebuína

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu o relatório final da Câmara Setorial Temática (CST) de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, criada por iniciativa de seu mandato. O documento consolida uma série de debates técnicos e políticos voltados ao aprimoramento da pecuária no Estado, com foco em genética, produtividade e políticas públicas para o setor.

A entrega simbólica marca o encerramento dos trabalhos da primeira CST da história da ALMT dedicada exclusivamente à pecuária e ao melhoramento genético. O relatório reúne propostas que envolvem desde eficiência produtiva e desempenho do rebanho até regularização ambiental, segurança jurídica e incentivo à adoção de tecnologias no campo.

Durante o encontro, Dr. João destacou a importância da iniciativa para transformar conhecimento técnico em ações práticas para o setor produtivo.

“Quando criamos essa câmara temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou o parlamentar.

O relatório aponta que Mato Grosso reúne condições favoráveis para liderar o avanço do melhoramento genético de bovinos zebuínos, por concentrar o maior rebanho do país e contar com produtores tecnificados e instituições de pesquisa. No entanto, o documento também destaca um descompasso entre o potencial existente e os resultados obtidos na prática, especialmente entre pequenos e médios produtores.

Segundo a CST, o principal desafio não está na falta de genética, mas na ausência de políticas públicas capazes de democratizar o acesso às tecnologias. Entre os entraves citados estão a carência de assistência técnica contínua, dificuldades ambientais e fundiárias, baixa integração entre os setores e limitações para adoção de manejo adequado a animais de alto desempenho.

O documento também propõe a criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com ações voltadas ao acesso a biotecnologias, fortalecimento da assistência técnica, integração entre genética, nutrição e gestão, além de alinhamento com crédito rural e políticas ambientais. Outra proposta é a realização da ExpoGenética Mato Grosso, voltada a posicionar o estado como referência nacional no setor.

Ao longo dos trabalhos, a CST realizou oito reuniões com participação de representantes de entidades do agro, universidades, órgãos públicos e instituições de pesquisa. Os debates abordaram temas como inseminação artificial, nutrição, manejo, crédito rural, regularização fundiária, impacto tributário e sustentabilidade da cadeia produtiva.

Para Dr. João, o relatório representa um passo estratégico para o futuro da pecuária mato-grossense.

“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou.

A CST foi instalada em março de 2025 e reuniu representantes de entidades como Famato, Acrimat, ABCZ, UFMT, Senar-MT, Empaer, Sema, Seaf, Intermat, Imac, entre outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária.

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