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ARREPENDIDO

Filha morta pelo pai tinha forte apego ao genitor e adorava passar os fins de semana ao seu lado; suspeito tentou suicídio após se entregar

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A tentativa de suicídio de Claudinei da Silva, de 42 anos, após se apresentar espontaneamente à polícia horas depois de matar a própria filha, Olga Beatriz Santos Silva, de 12 anos, é um dos detalhes que mais chamam a atenção na investigação do crime que chocou Várzea Grande na noite de domingo (7).

Segundo informações apuradas pela reportagem, após fugir da residência onde a adolescente foi brutalmente agredida, Claudinei decidiu se entregar às autoridades. Já na delegacia, ele teria tentado tirar a própria vida, mas foi contido pelos policiais civis. Desde então, o suspeito permaneceu sob monitoramento constante da equipe de plantão durante toda a noite.

A atitude é interpretada por pessoas próximas à família como um possível sinal de arrependimento após o assassinato da filha, embora as circunstâncias e a motivação do crime ainda sejam investigadas pela Polícia Civil.

A adolescente estava sob os cuidados do pai no momento do crime. Os pais eram separados havia algum tempo e compartilhavam a guarda da menina. Familiares relatam que Olga Beatriz mantinha uma relação muito próxima com o genitor, gostava de passar os finais de semana em sua companhia e tinha grande carinho por ele.

Conforme relatos de familiares, Claudinei participou de uma confraternização familiar durante a tarde de domingo. Ao retornar para casa, supostamente sob efeito de álcool, teria visto a filha conversando com um colega e interpretado a situação de forma desconfiada.

A partir disso, segundo as informações preliminares levantadas pela investigação, ele iniciou uma série de agressões contra a adolescente. A vítima teria sido espancada e estrangulada dentro da residência. Após o crime, o suspeito fugiu do local.

Horas depois, Olga Beatriz foi encontrada desacordada pela mãe e outros familiares, que acionaram o socorro. A menina chegou a ser encaminhada para uma unidade de saúde em Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme as informações apuradas, a adolescente já estava sem vida quando deu entrada na unidade médica.

A Polícia Civil também apura outras circunstâncias relacionadas ao caso. Claudinei já possuía medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex-companheira e utilizava tornozeleira eletrônica. Apesar do histórico, ele estava em liberdade e mantinha a guarda compartilhada da filha.

Outro ponto investigado é a possível ocorrência de abuso. Durante a perícia realizada na residência, roupas com manchas de sangue foram encontradas e recolhidas para análise. Os laudos periciais deverão esclarecer se houve outros crimes além do homicídio.

O caso gerou forte comoção em Várzea Grande, principalmente pelo vínculo afetivo existente entre pai e filha. Familiares descrevem Olga Beatriz como uma menina alegre e afirmam que ela costumava aguardar com entusiasmo os momentos que passava ao lado do pai, o que torna a tragédia ainda mais impactante.

Preso, Claudinei permanece à disposição da Justiça enquanto a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aprofunda as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime.

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