Primeiro bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Ouro Preto (MG) preserva igrejas centenárias, casarões coloniais, museus e antigas minas de ouro que ajudam a contar parte da história do Brasil.
Fundada no fim do século XVII, Ouro Preto cresceu com a descoberta de ouro em Minas Gerais e se tornou um dos principais centros econômicos da colônia portuguesa. Também foi palco da Inconfidência Mineira e capital de Minas Gerais até 1897. Com o fim do ciclo da mineração, a cidade preservou seu conjunto urbano e hoje é um dos principais destinos de turismo histórico e cultural do país.
Ouro Preto recebeu o título de Patrimônio Mundial por preservar um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período colonial nas Américas. Igrejas, pontes, chafarizes, edifícios públicos e casarões históricos permanecem integrados ao traçado original da cidade, além de reunir obras de artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde.
O Ministério do Turismo reuniu dicas sobre o que fazer na cidade, para diferentes perfis de viajantes:
- Praça Tiradentes: principal cartão-postal da cidade e ponto de partida para conhecer o Centro Histórico.
- Igreja de São Francisco de Assis: considerada uma das principais obras de Aleijadinho, com pinturas de Mestre Ataíde.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar: famosa pelo interior ricamente decorado e pelas obras de arte sacra.
- Museu da Inconfidência: conta a história da Inconfidência Mineira e da formação de Minas Gerais.
- Museu Aleijadinho: reúne peças e documentos sobre a vida e a obra do artista.
- Museu de Arte Sacra: abriga imagens, esculturas e objetos religiosos dos séculos XVIII e XIX.
- Casa dos Contos: antigo casarão que apresenta exposições sobre a história da mineração e da administração colonial.
- Casa de Tomás Antônio Gonzaga: imóvel ligado à história de um dos principais nomes da Inconfidência Mineira.
- Minas de ouro: abertas à visitação, mostram como funcionava a extração do ouro durante o período colonial.
Quem tiver mais tempo também pode conhecer os distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu, conhecidos pelas paisagens naturais, gastronomia típica e produção artesanal.
Quando visitar
Ouro Preto pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:
- Carnaval: um dos mais tradicionais de Minas Gerais, reúne blocos de rua, festas universitárias e programação cultural.
- Semana Santa: celebração marcada por procissões, concertos e os tradicionais tapetes ornamentais confeccionados nas ruas do Centro Histórico.
- Semana da Inconfidência: realizada em abril, relembra um dos principais movimentos da história brasileira com cerimônias cívicas e atividades culturais.
- Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana: um dos mais tradicionais do país, reúne apresentações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais.
- Semana do Aleijadinho: homenageia o maior nome do barroco brasileiro com exposições, palestras e visitas guiadas.
Além desses eventos, o calendário turístico da cidade inclui festivais gastronômicos, encontros culturais, apresentações musicais e celebrações religiosas ao longo do ano.
Como chegar
O acesso principal é pela capital mineira, distante cerca de 100 quilômetros. Para quem chega de avião, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). De lá, o trajeto até Ouro Preto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado turístico, em cerca de duas horas.
Quem viaja de carro pode acessar a cidade pelas rodovias BR-040 e BR-356, enquanto linhas regulares de ônibus fazem diariamente o trajeto entre Belo Horizonte e Ouro Preto.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo





























