Em Mato Grosso, FESSP-MT, Carmen Machado, foi confirmada como segunda suplente do ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Mato Grosso e São Paulo estão apostando em dirigentes sindicais nas chapas dos ex-ministros do presidente Lula ao Senado, Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, e Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, evidenciando o fortalecimento da representação política do movimento sindical em diferentes regiões do país.
Em Mato Grosso, a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), Carmen Machado, foi confirmada como segunda suplente do ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Já em São Paulo, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, foi anunciado como segundo suplente da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva.
Ambas as indicações mostram como a participação de lideranças ligadas aos trabalhadores ocupa um dos principais espaços de formulação de políticas públicas do país, onde a atuação ultrapassa as negociações salariais e alcança debates sobre previdência, direitos trabalhistas, políticas sociais e jornada de trabalho, entre outros temas.
Ao anunciar que aceitou o convite para integrar a chapa de Marina Silva, Antonio Neto afirmou que a decisão foi construída em diálogo com lideranças políticas e partidárias e tem como foco fortalecer a defesa da democracia, da soberania nacional e da unidade entre as forças que integram a aliança eleitoral.
“Aceito porque compreendo que, neste momento decisivo da história brasileira, existe uma tarefa maior diante de todos nós: defender a democracia, preservar a soberania nacional e garantir a reeleição do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A unidade não pode ser uma palavra repetida nos discursos. Precisa ser praticada, envolver reconhecimento, equilíbrio, generosidade e respeito à história, à identidade e à força política de cada partido que constrói esta frente”, declarou.
O dirigente também destacou que sua participação amplia a representação dos trabalhadores na disputa eleitoral e reforça pautas relacionadas à valorização do emprego, da renda, da indústria nacional e da proteção dos direitos trabalhistas.
“Sou fruto da luta sindical, da organização dos trabalhadores, da convicção de que o desenvolvimento do Brasil precisa ter o trabalho e a justiça social como fundamento. Agradeço profundamente a cada militante, a cada dirigente, a cada candidato e candidata do PDT, a cada vereador e vereadora do nosso partido em todas as regiões”, afirmou.
Nos últimos meses, a CSB intensificou a defesa da redução da jornada de trabalho, do fim da escala 6×1, do fortalecimento da negociação coletiva e da valorização da indústria nacional, pautas que vêm sendo debatidas no Congresso Nacional e em audiências públicas no Senado.
Em Mato Grosso, Carmen Silvia Campos Machado passa a integrar a chapa liderada por Carlos Fávaro após uma trajetória dedicada à representação dos servidores públicos estaduais. À frente da FESSP-MT, a dirigente participou de mobilizações voltadas à valorização do funcionalismo, à defesa dos direitos previdenciários, da negociação permanente com o Estado e ao fortalecimento das carreiras públicas.
A atuação da federação também tem se concentrado em pautas ligadas às condições de trabalho, à valorização profissional e à defesa dos serviços públicos prestados à população.
Ao comentar sua participação na chapa ao Senado, Carmen afirmou que a candidatura representa uma oportunidade de ampliar a defesa dos trabalhadores dentro do Congresso Nacional.
“Estamos em busca de garantir ainda mais direitos e oportunidades aos servidores e trabalhadores de Mato Grosso. Hoje, entendemos que isso será possível estando no Senado e levando todas essas demandas para os senadores de todo o Brasil”, comentou. Em seguida, acrescentou: “Nós vamos andar lado a lado com cada servidor público e trabalhador mato-grossense, levando as demandas deles para o Congresso e fazendo com que, cada vez mais, eles possam ser ouvidos e tenham suas demandas atendidas.”
Estudos da Organização Internacional do Trabalho apontam que o diálogo social entre trabalhadores, empregadores e governos é um dos pilares para a construção de mercados de trabalho mais equilibrados, produtivos e capazes de reduzir desigualdades. Esse modelo também é reconhecido pela Constituição Federal de 1988, que assegura a liberdade sindical e a representação coletiva dos trabalhadores.
A literatura econômica também aponta que as organizações sindicais exercem papel relevante na redução das desigualdades e na melhoria das relações de trabalho.
Pesquisas produzidas por instituições como o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e pela OIT mostram que a negociação coletiva contribui para ampliar salários, fortalecer mecanismos de proteção ao trabalhador, estimular ambientes laborais mais seguros e reduzir conflitos nas relações entre empregados e empregadores.
Historicamente, o sindicalismo brasileiro esteve presente em momentos decisivos da consolidação dos direitos trabalhistas, desde a regulamentação da jornada de trabalho até avanços relacionados às férias remuneradas, à licença-maternidade, à segurança no trabalho, à negociação coletiva e à valorização salarial.
Embora o cenário das relações de trabalho tenha se transformado nas últimas décadas, especialistas apontam que a representação coletiva permanece como um instrumento importante para acompanhar as mudanças no mercado, como a expansão do trabalho por aplicativos, das novas tecnologias e das diferentes formas de contratação.
Por Assessoria



























