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Max Russi lidera votação para a Assembleia de Mato Grosso e nova bancada terá seis cadeiras do Podemos

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Com 99,99% das seções totalizadas, presidente da ALMT termina no topo por apenas 811 votos; 24 deputados foram definidos para a legislatura de 2027 a 2030

A eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso terminou com uma disputa apertada pelo topo da votação e uma mudança importante no equilíbrio partidário da Casa. Com praticamente todas as urnas totalizadas, Max Russi (Podemos) terminou como o candidato mais votado para deputado estadual, com 86.919 votos, apenas 811 à frente de Lúdio Cabral (PT), que alcançou 86.108 votos na atualização apresentada pelo painel eleitoral.

Os dois foram eleitos e estarão entre os 24 deputados estaduais que ocuparão a Assembleia Legislativa na legislatura de 2027 a 2030. A diferença entre eles diz respeito exclusivamente à votação nominal, já que a eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional.

O resultado mais expressivo, porém, aparece na composição partidária. O Podemos conquistou seis das 24 cadeiras e passa a formar a maior bancada da Assembleia. PL e Republicanos elegeram quatro deputados cada, enquanto o MDB ficou com três cadeiras.

A nova composição ainda terá representantes da Federação Brasil da Esperança, da União Progressista, da federação PSDB-Cidadania e do PSD, formando uma Assembleia com oito forças partidárias ou federativas representadas.

Max Russi encerra a apuração no primeiro lugar depois de uma disputa que mudou de mãos ao longo da totalização. Lúdio Cabral chegou a liderar a votação em boa parte da apuração, mas foi ultrapassado na reta final por uma diferença que permaneceu extremamente estreita.

O atual presidente da Assembleia recebeu 86.919 votos, enquanto Lúdio chegou a 86.108. A distância de 811 votos entre os dois é pequena diante do universo de mais de 1,9 milhão de votos válidos contabilizados para o cargo.

O resultado coloca Max novamente no centro da política estadual. Presidente da ALMT, ele seguirá para um novo mandato e terá à frente uma Assembleia na qual seu partido terá a maior bancada.

Lúdio Cabral, por sua vez, retorna à Assembleia como o segundo candidato mais votado. Médico e deputado estadual, o petista garantiu uma das cadeiras da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

O terceiro lugar ficou com Gilberto Cattani (PL), que alcançou 69.668 votos. A vereadora Samantha do Abílio, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e também do PL, aparece na quarta colocação, com 57.899 votos.

Na sequência vêm Ulysses Moraes (Podemos), com 56.205 votos; Dilmar Dal Bosco (União), com 56.277; Beto Dois a Um (Podemos), com 56.146; Dr. João (MDB), com 55.953; e Leo Bortolin (MDB), com 51.023 votos.

O desempenho do Podemos é um dos principais resultados políticos da eleição para a Assembleia. Além de Max Russi, a legenda elegeu Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.

Ao todo, são seis cadeiras para o partido.

A legenda também conseguiu uma vitória importante na disputa pela sexta vaga. Adelcino Lopo terminou com 21.144 votos, enquanto Meraldo Sá ficou com 20.230, uma diferença de 914 votos na disputa interna que definiu a última cadeira do Podemos.

O PL ficou com quatro cadeiras. Além de Gilberto Cattani e Samantha do Abílio, foram eleitos Faissal, com 41.032 votos, e Alcino Barcelos, com 22.624.

O Republicanos também terá quatro representantes na próxima legislatura. Diego Guimarães recebeu 40.399 votos, Valmir Moretto teve 37.625, Dr. Eugênio alcançou 36.636 e Nininho somou 33.383.

O MDB garantiu três cadeiras: Dr. João, com 55.951 votos; Leo Bortolin, com 50.998; e Thiago Silva, com 40.832.

A Federação Brasil da Esperança terá dois representantes. Além de Lúdio Cabral, foi eleito Valdir Barranco, com 32.077 votos.

A União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, também conquistou duas vagas. Foram eleitos Dilmar Dal Bosco, com 56.277 votos, e Engenheiro Sebastião Machado Rezende, com 32.095.

A federação formada por PSDB e Cidadania elegeu dois parlamentares: Carlos Avallone, com 31.017 votos, e Chico Guarnieri, com 18.842.

O PSD terá uma cadeira, ocupada por Wilson Santos, que recebeu 19.907 votos.

O resultado também produziu situações que ajudam a explicar como funciona a eleição proporcional. Candidatos com votação nominal superior à de alguns eleitos ficaram fora da Assembleia porque seus partidos não conquistaram cadeiras suficientes.

Um dos exemplos é Eduardo Botelho, do MDB. Ele recebeu 37.354 votos, votação superior à de Chico Guarnieri, que foi eleito pela federação PSDB-Cidadania com 18.842 votos. Botelho, porém, ficou fora porque o MDB conquistou três cadeiras e havia candidatos do partido com votação superior à dele.

No Republicanos, Paulo Araújo recebeu 30.338 votos e Ari Lafin, 29.407, mas os dois não conseguiram uma vaga. Jéssica Riva, do MDB, também ficou fora mesmo com 25.930 votos.

A lógica é diferente da eleição majoritária. Para deputado estadual, os votos são contabilizados para candidatos e legendas, e as cadeiras são distribuídas primeiro entre partidos e federações. Depois, os candidatos mais votados dentro de cada força ocupam as vagas conquistadas.

O quociente eleitoral registrado na apuração ficou em 80.208 votos.

A nova Assembleia terá, portanto, uma configuração bastante diferente na distribuição das forças.

O Podemos terá seis deputados e será a maior bancada. PL e Republicanos terão quatro parlamentares cada. MDB terá três. Federação Brasil da Esperança, União Progressista e PSDB-Cidadania terão duas cadeiras cada. O PSD ficará com uma.

A composição das 24 cadeiras para a legislatura de 2027 a 2030 fica assim:

Podemos: Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.

PL: Gilberto Cattani, Samantha do Abílio, Faissal e Alcino Barcelos.

Republicanos: Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

MDB: Dr. João, Leo Bortolin e Thiago Silva.

Federação Brasil da Esperança: Lúdio Cabral e Valdir Barranco.

União Progressista: Dilmar Dal Bosco e Engenheiro Sebastião Machado Rezende.

Federação PSDB-Cidadania: Carlos Avallone e Chico Guarnieri.

PSD: Wilson Santos.

Além da disputa pelo topo, a eleição chama atenção pela renovação e pela reorganização das forças dentro do Legislativo estadual. O resultado combina parlamentares que permanecem na Casa, nomes que retornam ao Parlamento e novos integrantes, enquanto a distribuição partidária cria um cenário diferente para a próxima legislatura.

A Assembleia que começa em 2027 terá ainda como dado político central a força do Podemos. O partido do atual presidente Max Russi não apenas colocou seu principal nome no topo da votação individual, como também conseguiu reunir seis cadeiras, a maior bancada da Casa.

O PL e o Republicanos aparecem logo atrás, com quatro deputados cada, enquanto o MDB mantém três representantes.

Foram contabilizados 2.048.878 votos para deputado estadual, dos quais 1.925.004 foram considerados válidos. Desse total, 1.821.492 foram votos nominais e 103.512 votos de legenda. Os votos brancos somaram 78.417 e os nulos, 43.861. A abstenção ficou em 22,21%.

Com a apuração praticamente concluída, Mato Grosso chega ao desenho definitivo de sua nova Assembleia Legislativa. Max Russi termina como o candidato mais votado, mas a fotografia da eleição vai além do primeiro lugar: o resultado redesenha a correlação partidária da Casa e coloca o Podemos como maior força da Assembleia a partir de 2027.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral e dados da apuração das Eleições 2026. Os números de votação individual correspondem à atualização apresentada no painel eleitoral com 99,99% das seções totalizadas.

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