O incêndio que já dura nove dias e assola a região do Parque Estadual Encontro das Águas, em Poconé, região de Porto Jofre no Pantanal de Mato Grosso, local habitado pela maior quantidade de onças pintadas do mundo, já devastou 51 mil dos 108 mil hectares que existem na região(na foto, uma onça resgatada do meio do fogo. com as patas queimadas).
Segundo as informações do Governo do Estado, a localidade conhecida pela alta concentração de onças pintadas teve 51 mil hectares, do total de 108 mil hectares, queimados pelo fogo iniciado há cerca de oito dias. Esse total representa mais de 71 mil campos de futebol.
A esperança na diminuição das labaredas, está no composto químico retardam, desenvolvido por cientistas do Estado do Espírito Santo e, em teste, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
“Mato Grosso está enfrentando uma situação de calamidade, especialmente no Pantanal, e os bombeiros estão em uma operação de guerra contra o fogo. Precisamos nos valer das melhores técnicas existentes no país e no mundo”, disse a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, que defende o uso de retardantes para controlar os incêndios florestais.
A secretária ainda completou que “nesse momento, temos um impacto gigante sendo imposto ao Pantanal, com perda de biodiversidade, enfraquecimento do solo e sofrimento da fauna. As novas técnicas podem auxiliar nesse combate e minimizar os impactos atuais”.
Assim como em todas as áreas afetadas anteriormente, o Parque Estadual Encontro das Águas também passará por perícia para identificar as causas e onde foi iniciado o incêndio.
Operação Pantanal II
A operação para combater incêndios em áreas florestais de Mato Grosso foi iniciada no dia 7 de agosto em uma ação conjunta. O último boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros aponta que as equipes continuam atuando no combate aos incêndios em outros pontos do Pantanal, como a estrada Transpantaneira Setor Norte e Sul (Porto Jofre) e áreas próximas a reserva Sesc Porto Cercado.
Também atuam nesses pontos, militares da marinha, bombeiros militares de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, ICMBIO, IBAMA, funcionários do Sesc Pantanal e Universidade Federal de Mato Grosso. O monitoramento das áreas é feito via satélite pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman-MT).
Otavio Ventureli(da redação com assessorias)





























