A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa promove debate, na quinta-feira (24), sobre o cenário da osteoporose no Brasil, seus impactos para a população – principalmente idosa – e os gargalos de acesso ao diagnóstico e tratamento.
A doença A osteoporose se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas. O deputado Denis Bezerra (PSB-CE), que solicitou a realização do debate, lembra que essa “condição silenciosa” é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos, afetando especialmente as mulheres na pós-menopausa e idosos, e tem elevada taxa de morbimortalidade.
Estudos apontam que no país são registradas, anualmente, 121 mil fraturas de quadril, com um potencial aumento para 160 mil até 2050 e que mais de 50% dos que sobreviveram a uma fratura de quadril são incapazes de ter uma vida independente.
Além disso, estima-se que custos anuais relacionados a osteoporose no Brasil cheguem a 309 milhões de dólares, sendo principalmente relacionados à perda de produtividade (61%) e aos custos de hospitalização (19%).
Política pública Diante dessa situação, Bezerra propõe a criação de um debate acerca de uma “política pública que se volte para a disseminação do conhecimento sobre a doença, sua prevenção, disponibilidade de testes diagnóstico e acompanhamento dos pacientes”.
Convidados
Foram convidados para o debate, dentre outros:
– Alberto Ogata, da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV);
– Ben Hur Albergaria, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia;
– Andrea Bento, representante da Osteoporose Brasil; e
– Mauro Junqueira , presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
Hora e local A audiência pública está marcada para as 9 horas em plenário a ser definido.
Da Redação – AC































