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Tenente BM MT Izadora Ledur é acusada de mais um caso de tortura em treinamentos da Corporação

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     Um novo Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, para investigar uma nova denúncia de tortura que teria sido cometida pela tenente Izadora Ledur, acusada da morte do aluno Rodrigo Claro.
 
      Desta vez o denunciante é o ex-aluno Maurício Santos, que diz que a tenente o torturou durante cinco meses, no 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros, em 2015.
 
     Maurício disse que se não tivesse desistido do curso teria morrido nas mãos de Ledur. “A mesma coisa que aconteceu com o Rodrigo Claro aconteceu comigo, a única diferença é que as sessões de afogamento do Rodrigo ela realizou enquanto ele fazia a travessia da Lagoa Trevisan e comigo ela fez parado, no meio da lagoa. No dia desta instrução, eu me vi obrigado a desistir do curso, porque se eu não fizesse isso, hoje eu posso dizer mais firme do que nunca, que eu não teria saído vivo”, afirmou.
 
     O curso que Maurício participou começou em julho de 2015. Ele contou que até dezembro de 2015 o foco era nas disciplinas teóricas, mas com algumas atividades físicas. Já em janeiro de 2016 foram iniciadas as atividades práticas, com aulas de salvamento aquático, salvamento em altura e terrestre, entre outras disciplinas. No entanto, no início as aulas não eram ministradas por Ledur.
 
     “No começo eram com outros oficiais. Eu tinha dificuldade com água, então me preparava antes, em horários de folga, fazia treinamentos e consegui melhorar um pouco. Eu tinha dificuldade sim, às vezes não conseguia chegar ao final, porém em nenhum destes momentos eu passei o que eu vim a passar depois nas mãos dela”, explicou Mauricio. 
 
     Foi no início do mês de fevereiro que a tenente Ledur começou a ser responsável pela disciplina aquática, e as aulas eram ministradas na lagoa Trevisan em Cuiabá.
 
     As informações são  da vítima e algumas testemunhas já foram intimadas a prestar esclarecimentos sobre o caso.
 
     A assessoria de imprensa da corporação, informou que não poderia fornecer maiores informações sobre o caso, para não atrapalhar as investigações em curso.

 
 

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