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Com preços em queda, colheita do milho inicia pontualmente em MT

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A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso começou de forma pontual e espera-se que seja uma safra recorde, com estimativas de cerca de 47 milhões de toneladas. No entanto, os agricultores estão preocupados com a queda nos preços da saca de 60 quilos do cereal, o que impacta sua rentabilidade.

Os preços do milho continuam em baixa devido às estimativas de safras volumosas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, impulsionadas pelas condições climáticas favoráveis ao longo do ano.

Os produtores mato-grossenses já colheram 0,16% dos 7,42 milhões de hectares semeados nesta temporada. Todas as regiões produtivas iniciaram os trabalhos, mas as negociações do milho seguem enfraquecidas no mercado brasileiro, tanto para o mercado interno quanto para a exportação, uma vez que os agentes estão priorizando os embarques de soja.

O custo de produção do milho de alta tecnologia na safra 2023/2024 teve uma queda de 0,70% em relação a março de 2023 em Mato Grosso, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Essa redução foi impulsionada pela diminuição dos custos com fertilizantes (1,79%) e operações mecanizadas (1,70%).

Segundo o Imea, a colheita do milho da safra 22/23 iniciou em Mato Grosso e até o dia 19/05 chegou a 0,16%

Estima-se que o Custo Operacional Total (COT) fique em torno de R$ 5.114,26 por hectare, e os produtores precisam vender a safra a um preço médio de R$ 48,42 por saca para cobrir essas despesas. No entanto, os preços até abril de 2023 ficaram em R$ 47,28 por saca, abaixo do ponto de equilíbrio. Para garantir uma rentabilidade satisfatória, seria necessário que o rendimento da safra atingisse pelo menos 108,18 sacas por hectare.

Em relação aos preços, houve uma retração de 4,75% no preço do milho disponível em Mato Grosso em comparação com a semana anterior, encerrando em R$ 45,44 por saca. Por outro lado, a paridade de exportação para julho de 2023 teve uma alta de 2,22%, alcançando R$ 48,14 por saca, devido à valorização do prêmio porto Santos.

Além dos desafios relacionados aos preços, os produtores enfrentam gargalos na infraestrutura de armazenamento e transporte. A falta de armazéns adequados para guardar a safra colhida e a ausência de uma ferrovia em Mato Grosso, juntamente com o alto custo do frete, dificultam o escoamento da produção. A construção da Ferrogrão é aguardada com expectativa, pois ajudaria a reduzir os custos de transporte e facilitar o escoamento da safra.

Diante desse cenário, os produtores estão buscando estratégias para minimizar os impactos da queda nos preços do milho e garantir um retorno satisfatório para sua produção. Espera-se que a intensificação da colheita ocorra nas próximas semanas, e os agricultores estão atentos às condições climáticas para o avanço dos trabalhos.

 

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