O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, recentemente viu-se aliviado com o arquivamento de todos os dez inquéritos policiais decorrentes da delação premiada do empresário Alan Malouf.
As acusações, que remontam a 2016 e incluíam corrupção passiva, formação de quadrilha, caixa 2 e falsidade ideológica, foram minuciosamente analisadas pela Polícia Federal e Justiça Eleitoral. A profundidade dessa investigação revela não apenas um desfecho jurídico, mas também as repercussões das alegações de Malouf na vida de Pedro Taques e de outros envolvidos.
O arquivamento dos inquéritos policiais que tinham Pedro Taques como alvo após a delação de Alan Malouf encerrou de vez essa longa fase turbulenta, e revelou a complexidade dos danos irreparáveis causados não apenas ao ex-governador, mas a um grupo de pessoas citadas nas denúncias. Taques alega que as denúncias foram “falsas, caluniosas e mentirosas”, enfatizando a necessidade de reparação não apenas para ele, mas para todas as vítimas dessa narrativa distorcida. Agora, com a conclusão das investigações, Taques almeja não apenas sua própria reparação, mas também destaca os danos coletivos causados por acusações infundadas.
O rol de pessoas impactadas pelas alegações vai além de Pedro Taques e inclui nomes como Paulo Brustolin, Paulo Taques, Júlio Modesto, Eraí Maggi, Erivelton da Silva Guasques e Juliano Bortoloto. Taques levanta uma questão crucial: quem será responsável por reparar esse prejuízo? Antecipa, ainda, a possibilidade de uma “enxurrada de ações” contra Alan Malouf por crimes contra a honra, sinalizando um esforço coletivo em busca de justiça.
A não comprovação das informações prestadas por Malouf coloca o empresário em posição delicada, passível de denúncia por delação caluniosa, um ponto ressaltado por Pedro Taques. Esse desdobramento não é apenas um aspecto técnico da investigação, mas um caminho que pode levar à responsabilização legal daqueles que propagaram informações infundadas.
Um dos inquéritos arquivados diz respeito à acusação de que Pedro Taques teria sido beneficiado por uma doação de R$ 3 milhões da Cervejaria Petrópolis, sem a devida declaração na campanha eleitoral. A denúncia foi minuciosamente julgada e arquivada pela 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá. Mesmo com recurso especial do Ministério Público Eleitoral (MPE), o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o recurso por unanimidade, com parecer favorável do Procurador Geral Eleitoral, Paulo Gonet, futuro Procurador Geral da República. Este desfecho reforça a busca pela verdade e a validação da integridade de Pedro Taques.
Pedro Taques, agora, tem pouco tempo para celebrar a vitória, pois almeja um capítulo de reparação e verdade após a tempestade da delação. Seu protagonismo não é apenas na esfera jurídica, mas na busca por uma reconstrução de sua imagem e daqueles injustamente envolvidos. O arquivamento dos inquéritos, mais do que um ponto final em um capítulo conturbado, é um ponto de partida para uma busca coletiva por justiça liderada por Taques.




























