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ALGODÃO/PERSPEC 2020: Alto volume excedente exige mais um ano de exportação elevada

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Cepea, 16/01/2020 – O volume de algodão a ser colhido no Brasil na safra 2019/20 será quatro vezes superior à quantidade estimada para a demanda doméstica – em 2018, a produção estava três vezes acima do consumo e, até 2017, correspondia por pouco mais que o dobro. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, isso significa que o Brasil tem condições – e necessidade – de atender à demanda mundial durante todo o ano de 2020.

 

Esse cenário é resultado da manutenção da área plantada com a pluma no País. Ainda que os preços internos do algodão no segundo semestre de 2019 tenham ficado quase 20% menores que os registrados no mesmo período de 2018, a atratividade da cultura frente a concorrentes, os investimentos em ativos fixos (como máquinas, equipamentos e beneficiadoras) e os contratos antecipados para 2020 e 2021 incentivam produtores.

 

Em relatório divulgado em janeiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou área de 1,66 milhão de hectares na safra 2019/20, aumento de 2,7% na comparação com a temporada anterior. A produtividade média estimada inicialmente é de 1.658 kg/ha (-1,6%), o que deve elevar em 1,1% a produção nacional, chegando em 2,76 milhões de toneladas.

 

Mato Grosso deve aumentar em 2,3% a área, para 1,12 milhão de hectares, mas a produtividade pode cair 1,1% (1.643 kg/ha), resultando em produção de 1,84 milhão de toneladas, 1,1% acima da anterior. Para a Bahia, a Conab projeta área de 350 mil hectares, aumento de 5,4% frente à safra 2018/19. No mesmo comparativo, ainda que a produtividade média recue 3,4%, para 1.738 kg/ha, o volume produzido deve se elevar em 1,8%, totalizando 608,4 mil toneladas. Estes dois estados, juntos, correspondem por 89% da produção nacional.

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A equipe de custos agrícolas do Cepea aponta que, em Mato Grosso, o Retorno por Real Investido sobre o Custo Total (RRCT) do sistema soja + milho 2ª safra passou de -15% em novembro/18 para +3% em novembro/19, devido aos constantes aumentos nos valores desses grãos. Neste mesmo período, o RRCT do algodão safra saiu de +7% para -6% e o sistema soja + algodão 2ª safra de 12% passou para 4% em novembro/19. Em 2018, as rentabilidades do algodão safra e do sistema da pluma com soja estavam mais elevadas, em 17% e 23%, respectivamente. Para a temporada 2019/20, as estimativas apontam certa estabilidade nos níveis de custos de produção por unidade de área.

 

Em 2019, o Brasil exportou 1,61 milhão de toneladas, segundo dados da Secex. Expectativas são de que esse volume seja alcançado também de agosto/19 a julho/20 (período em que o produto da safra 2018/19 está disponível). Para os 12 meses seguintes (de agosto/20 a julho/21), a expectativa é de que os embarques somem mais de dois milhões de toneladas.

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Um fator a se atentar é o recente acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Isso porque, desde 2018, as exportações brasileiras de algodão foram favorecidas com a guerra comercial entre os dois países. Certamente, o expressivo comprometimento de pluma via contratos antecipados para os mercados interno e externo podem amenizar impactos de curto prazo, mas, no médio e longo prazos, poderá haver ajustes nas compras, especialmente por parte da China, maior comprador da pluma brasileira nos últimos dois anos.

 

Dados de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam produção mundial de 26,23 milhões de toneladas (+2% frente a temporada anterior) na safra 2019/20. O consumo global deve permanecer estável se comparado à temporada anterior, em 26,18 milhões de toneladas. A comercialização pode totalizar 9,5 milhões de toneladas, com avanços de 3,9% nas importações e de 6,1% nos embarques frente aos da temporada anterior. Já o estoque mundial foi estimado em 17,3 milhões de toneladas para a temporada 2019/20, alta de apenas 0,1% sobre a safra 2018/19.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA

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Ministério divulga resultados de mais 11 lotes de cervejas Backer contaminadas

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou a presença do contaminante dietilenoglicol em mais 11 lotes de cervejas Backer. Agora são dez produtos da Cervejaria Backer contendo as substâncias tóxicas. São eles: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Corleone e Backer Trigo. Até o momento, as análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária constataram 32 lotes contaminados.

Diante do risco iminente à saúde pública, o Mapa definiu em reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a interdição das marcas de cerveja Backer com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. E acertou com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) do Ministério da Justiça e Segurança Pública a realização dos procedimentos de intimação da empresa para recall dos produtos em que já foi constatada a contaminação, bem como dos produtos que ainda não tiveram a idoneidade e segurança para o consumo comprovadas para o consumidor. A medida é preventiva e vale para todo o Brasil.

O Ministério segue atuando nas apurações administrativas para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram e tomando as medidas necessárias para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas. Ressaltamos que a empresa permanecerá fechada até que existam condições seguras de operação. Reafirmamos que os produtos somente serão liberados para comercialização mediante análise e aprovação do Mapa.

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Brasil e Alemanha firmam acordo de cooperação técnica no setor agrícola

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Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram neste sábado (18) memorando de entendimento para Diálogo Agropolítico Alemão-Brasileiro. O acordo foi firmado entre as ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Julia Klöckner (Alimentação e Agricultura da Alemanha), em Berlim.

O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações (seminários, feiras, cursos), visitas técnicas e publicação de material conjunto em diversos setores da agricultura, como bioeconomia, gestão sustentável (solo e água), cadeias agroalimentares sustentáveis, financiamento rural, política agrícola e conectividade. Um grupo, formado por representantes dos dois países e de setores do agro brasileiro e alemão, irão traçar um plano de trabalho e coordenar a execução. O acordo tem duração de três anos, podendo ser prorrogado. 

A assinatura ocorreu após reunião de ministros da Agricultura que participam do Fórum Global da Alimentação e da Agricultura (GFFA), com a participação de mais de 200 ministros e secretários de todo o mundo. No encontro, Tereza Cristina reforçou que apenas 2,3% do território são usados para produção agrícola e 10,5% para pecuária, ou seja, mais de 85% do bioma estão preservados. Ela destacou que o Brasil irá difundir o modelo de sistema de plantio direto, que passou a ser bastante usado no país nas últimas décadas, por propiciar a produção com menor impacto no solo e maior rentabilidade ao produtor. 

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Com o fim dos compromissos na Alemanha, a ministra segue para a Índia onde terá uma agenda com seus colegas locais antes de integrar-se à comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Antes, Tereza Cristina faz uma parada na Itália, para um encontro bilateral no Ministério da Agricultura local.

Em Berlim, nessa sexta-feira (17), Tereza Cristina teve reuniões bilaterais com Argentina, Holanda, Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o diretor-geral da FAO, Dongyu Qu.

Informações à imprensa
[email protected]

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