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Alisson elogia Flamengo, mas alerta sobre semifinal: “Grêmio merece mais respeito”

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A história recente do Grêmio na Libertadores aponta três disputas de semifinais seguidas e um título. É o suficiente para o meia-atacante Alisson pedir mais respeito ao time gaúcho na decisão da vaga à final da competição sul-americana de 2019, diante do Flamengo, na próxima quarta-feira.

Geromel e Maicon não participam de parte de treino Luan deve ser desfalque contra o Flamengo
Na tarde desta segunda-feira, após o treino tricolor no CT do Fluminense, o jogador foi perguntado sobre a onda de elogios e avaliações feitas sobre o Rubro-Negro, atual líder do Brasileirão com vantagem de 10 pontos. Ele rebateu em defesa dos comandados de Renato Gaúcho.

– Não somos bobos, sabemos a qualidade que eles (Flamengo) têm. Mas o Grêmio merece um pouco mais de respeito das pessoas de fora. Muita gente fala que o Flamengo já está na final, no Mundial também. Como alguns também falam que o Grêmio vai passar. Mas aqui mantemos os pés no chão, para chegar lá em campo e demonstrar novamente, não para as pessoas, mas para nós, que temos capacidade – destacou o meia gremista em entrevista coletiva.

A qualidade do ataque carioca, especialmente com Gabigol e Bruno Henrique, também foi explorada. Alisson evitou as individualidades e destacou o conjunto do Flamengo. Mas lembrou a classificação gremista fora de casa sobre o Palmeiras, nas quartas de final.

– Eles vêm jogando muito bem, a prova disso é que são líderes do Brasileiro. Nossa equipe tem muita qualidade também. Não à toa que estamos em uma semi novamente. Levamos dificuldade para São Paulo (contra o Palmeiras) e conseguimos. Vai ser uma grande partida, tomara que a gente possa estar na final novamente – afirmou.

O Grêmio volta a treinar na tarde de terça, novamente no CT do Fluminense, com portões fechados. O provável time para enfrentar o Flamengo, às 21h30 de quarta, pela semifinal da Libertadores, tem: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon, Matheus Henrique, Thaciano (Michel), Alisson e Everton; Diego Tardelli.

 

Por Eduardo Moura — Rio de Janeiro

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Momento Esportes

O que esperar do esporte de alto rendimento após a pandemia?

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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) obrigou a humanidade a parar. A parar, repensar e mudar vários aspectos da vida. Diante de um vírus que se espalha com muita facilidade, um novo normal começa a se estabeler a partir de alguns princípios: restrições de movimentação, menor interação social e cuidados extremos de higiene. No mundo do esporte de alto rendimento não é diferente. Grandes eventos, como os Jogos Olímpicos, a Copa América, a Eurocopa e campeonatos nacionais de futebol, tiveram de ser adiados ou cancelados enquanto se pensa em formas de realizá-los com segurança.

E é para tentar imaginar as mudanças que a prática esportiva de alto rendimento sofrerá em um futuro próximo que a Agência Brasil conversou com dois pesquisadores que tem o universo do esporte como seu objeto de estudo, o sociólogo e professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) Ronaldo Helal e o professor da Escola de Ciências Sociais/FGV-CPDOC Bernardo Buarque de Hollanda.

Jogos sem a presença de torcedores

Um dos elementos que mais chama a atenção no novo normal do esporte de alto rendimento é a ausência de torcedores em praças esportivas. Segundo Ronaldo, diante de um vírus novo e com contágio muito rápido, não dá para ser diferente. No Campeonato Alemão, por exemplo, esta mudança fica bem evidente: “Com jogos com portões fechados e os jogadores sem se abraçarem na comemoração dos gols. E também fazendo testes regulares. Esta é a mudança que é possível no momento”.

Bundesliga - RB Leipzig v SC Freiburg Bundesliga - RB Leipzig v SC Freiburg

Campeonato Alemão fez várias adaptações para recomeçar no período de pandemia – Reuters/Direitos Reservados

Bernardo também aponta o Alemão como o campeonato a ser observado, pois é a primeira das principais competições nacionais do Velho Continente a reiniciar após a pandemia, mas afirma que a realização das partidas sem a presença de torcidas não vai servir para todos os clubes, mas apenas para aqueles que estão na “vitrine do futebol mundial […], tendo exibição e alcance planetário”. No entendimento do pesquisador, estes conseguem, minimamente, “contornar o atual momento” com as receitas provenientes de transmissões televisivas.

Ronaldo diz que a primeira mudança causada pela ausência de torcedores nos estádios é percebida na performance dos atletas: “Você perde muito. Um espetáculo de massa, sem a massa. Mesmo transmitido pela televisão. É o mesmo que um teatro vazio. A tendência dos atores é não ter uma performance tão motivada por adrenalina como tem com a presença do público. Isso pode acontecer também no caso do futebol, sem o incentivo da torcida. Mas é o que se pode fazer no momento. Não sabemos quanto tempo vai durar. Acho que o público não vai se sentir nem satisfeito, nem insatisfeito, mas acho que vai entender que isso é o que é possível fazer no momento”. 

Bundesliga - FC Cologne v 1. FSV Mainz 05 Bundesliga - FC Cologne v 1. FSV Mainz 05

Uso de máscaras e arquibancadas vazias estão no novo normal do Campeonato Alemão – Reuters/Direitos Reservados

Porém, em suas observações Bernardo identifica grupos que não receberam bem esta nova forma de consumir o futebol: “É interessante que, no caso da Europa, algumas torcidas organizadas estão promovendo campanhas contra a volta dos campeonatos. Partem da ideia de que, se não vai ter torcida, é melhor não ter futebol”.

Em meio a tantas incertezas, e pensando na realidade brasileira, o pesquisador da FGV afirma que “é muito pouco provável que aconteça algum campeonato com a presença do público no Brasil em 2020”.

Disputa e torcida à distância

Para o esporte brasileiro, que ainda está pensando em formas de retorno aos treinos, imaginar formas alternativas de torcer ainda parece algo distante. Mas na Dinamarca esta já é uma realidade. O campeonato nacional do país europeu optou por “levar” a torcida ao estádio através de telões instalados nas arquibancadas nos quais os jogadores veem imagens dos torcedores transmitidas por aplicativos de teleconferência (veja no vídeo abaixo).

Para Bernardo, em um contexto de agravamento da pandemia, as novas tecnologias não devem se restringir ao ato de torcer, mas também podem ser usadas para permitir que atletas que estejam em locais diferentes possam competir entre si: “Estamos em um ponto de inflexão em que paradigmas são repensados […]. Até que ponto podem ser criadas formas de cobrir performances esportivas nas quais as pessoas não estejam presentes? Isto pode ser especulado. Os atletas não estarão no mesmo locus presencialmente, mas você pode criar formas de competição filmada. Soa absurdo e especulativo hoje, mas de fato ainda estamos em um momento nebuloso no qual não conseguimos discernir o que acontecerá adiante”.

Jogos para celebrar a humanidade

Um dos paradigmas que pode vir a ser questionado caso a pandemia perdure por um período de tempo muito longo é o da realização de grandes eventos esportivos no atual formato. “O formato tradicional de um encontro a cada quatro anos, que reúne todos [os atletas] no mesmo local, com vila olímpica, pode ter de ser refeito […]. Entendo que, assim como todas as áreas estão se adaptando, pode ser que muitas coisas no âmbito do esporte que sejam consideradas imprescindíveis, das quais não se abre mão, sejam reinventadas”, diz o pesquisador da FGV.

Presidente do COI, alemão Thomas Bach, fala sobre Jogos de Tóquio 2020 Presidente do COI, alemão Thomas Bach, fala sobre Jogos de Tóquio 2020

Presidente do COI espera Jogos que celebrem a humanidade em 2021 – REUTERS / Denis Balibouse / Direitos Reservados

Mas algo que os dois pesquisadores afirmam torcer para não mudar, quando se fala em grandes eventos esportivos, é que eles continuem a ser entendidos como momentos de celebração da humanidade. “Entendo também [assim como o presidente do Comitê Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach] a ideia dos Jogos como uma celebração da humanidade após a pandemia. Tomara que sejam vistos desta maneira mesmo. Porque há uma metáfora nos Jogos Olímpicos de uma união entre nações. O esporte proporciona um pouco isso. De as regras serem as mesmas para todos, que o melhor vence pelos seus méritos. Se superarmos esta pandemia, se já tivermos uma vacina, e espero que sim, espero que seja uma grande celebração da humanidade [os Jogos de Tóquio], da vida após a pandemia, de união entre as nações e povos”, conclui Ronaldo.

Edição: Verônica Dalcanal

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Pandemia: Pan-Pacífico de natação é adiado de 2022 para 2026

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Os organizadores do Pan-Pacífico de natação anunciaram o adiamento das competições, que seriam disputadas no Canadá, inicialmente marcadas para o início do segundo semestre de 2022 para 2026. Os quatro países responsáveis pelo gerenciamento do evento, Austrália Candá, Estados Unidos e Japão, decidiram por unanimidade o adiamento.

A decisão foi tomada devido a alterações sofridas no calendário internacional, por causa da pandemia do novo coronavírus. Com as mudanças, dois eventos de grande porte estão confirmados para ocorrer próximo a este período do ano: os Jogos da Commonwealth, previstos para 27 de julho a 7 de agosto de 2022, em Birmingham, na Inglaterra; e o Campeonato Mundial de 2021, que ocorreria em maio, em Fukuoka, no Japão, mas também foi adiado.

De acordo com a nota divulgada no site da Swimming Canada, a federação de natação canadense, um terceiro campeonato traria grandes desafios.

“Estamos ansiosos para sediar este evento, mas, em geral, todos podem se beneficiar da decisão de adiar o Campeonato Pan Pacífico por quatro anos. Continuará sendo um evento de referência no futuro. Agora, estamos ansiosos para sediar um grande evento em 2026, acolhendo nossos colegas Austrália, Japão e Equipe EUA, bem como outros convidados de todo o mundo para uma celebração do nosso esporte da melhor forma possível”, disse a presidente da Swimming Canada.

Os quatro países responsáveis pelo gerenciamento do evento, Austrália Candá, EUA e Japão, decidiram por unanimidade a alteração da data. Por outro lado, o local das disputas permanecerá em solo canadense.

Outra competição afetada foi o Pan-Pacífico Júnior, que ocorrerá em 24 e 27 de agosto de 2022. A princípio aconteceria em 2020.

Edição: Denise Griesinger

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