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Anunciado há 100 dias: estilo de Luxemburgo aponta sinais de sucesso no Palmeiras e agrada até quem foi contra a contratação

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Há exatos 100 dias, em 15 de dezembro, o Palmeiras anunciava Vanderlei Luxemburgo(foto) como seu técnico em 2020. A contratação teve, e ainda tem contestações por parte de torcedores, mas, até a pausa do futebol brasileiro por conta da pandemia do coronavírus, o comandante coleciona elogios dos jogadores e dá sinais de sucesso na missão de impor ofensividade.

O Verdão dispensou Mano Menezes, em dezembro, e focou em Jorge Sampaoli com a promessa de querer um time mais ofensivo. Não deu certo a negociação com o argentino e o foco passou a ser Luxemburgo, bicampeão brasileiro e tetracampeão paulista nas quatro passagens anteriores pelo clube com equipes marcadas por balançar as redes frequentemente.

Até agora, os números estão do lado do treinador nesse quesito. Em 14 jogos (contando a Florida Cup, disputada na pré-temporada), nos Estados Unidos, são oito vitórias, cinco empates e uma derrota (69% de aproveitamento), com 22 gols marcados (quase 1,6 por partida) e seis sofridos (0,4 por jogo, sendo o clube da Série A com a melhor defesa da temporada).

Em campo, a equipe superou a pontuação do arquirrival Corinthians e ficou com o troféu da Florida Cup, tem 100% de aproveitamento na Libertadores (venceu o Tigre, na Argentina, e o paraguaio Guaraní, no Allianz Parque) e ocupa a segunda melhor campanha do Campeonato Paulista, com os mesmo 19 pontos do Santo André, mas com menos vitórias (seis contra cinco).

Ainda faltam ajustes táticos, e o próprio Luxemburgo já disse que ainda não teve tanto tempo quanto gostaria para esses trabalhos. Até a parada dos jogos, era necessário arrumar o 4-2-4, com Dudu alternando com Willian e até o centroavante Luiz Adriano na função de armador. Mas as tentativas têm o apoio dos jogadores, que, publicamente, aprovam o estilo do treinador, também pela postura ofensiva da equipe quanto no convívio diário.

– O Vanderlei tem sido um cara muito bacana, não só como treinador, mas ensinando muita coisa. Ganhou muita coisa, trabalhou em muitas equipes e tem passado isso, principalmente em confiança para jogar. Está nos preparando para ganhar, conquistar muitas coisas, e nos cobra no dia a dia, exige o nosso máximo, e é muito legal tirar o máximo que pode em um trabalho. E fala o que tem de falar, na cara, até com palavrões – elogiou Weverton, em entrevista ao SporTV na semana passada.

– O Luxemburgo tem mudado a forma de jogar. Entra para ganhar, jogar para frente. É supervencedor, conhece o clube. Olhamos para ele e vemos que se sente bem, feliz, sabe dominar o ambiente. Tem tudo para ser um grande ano porque temos um comandante no ambiente dele e que quer muito conquistar e nos levar a coisas grandes neste ano – prosseguiu o goleiro.

O último trabalho de Luxemburgo com o elenco, contudo, foi há dez dias, no 0 a 0 diante da Inter de Limeira, no interior. No dia 16, quando foi confirmada a paralisação do Campeonato Paulista, o Palmeiras liberou o elenco por tempo indeterminado – a Libertadores já tinha sido interrompida e a CBF informou que adiaria seus torneios de âmbito nacional. Desde então, a comissão técnica passou uma cartilha para que os jogadores mantenham o condicionamento.

A programação é parecida com a que ocorre em turnos com treinos físicos. Mas o recado principal foi de que a segurança é prioridade. Trabalhar em academias, por exemplo, não foi apontado como orientação. As atividades devem ser realizadas em lugares abertos e com o mínimo número de pessoas. Quanto menos contato, melhor. Para os jogadores e seus familiares.

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Equipe de natação paralímpica brasileira segue retida em Quito

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A equipe de natação paralímpica de Indaiatuba (SP), que está tentando retornar do Equador para o Brasil, desde o dia 14 de março, deve regressar na próxima terça-feira (31). A embaixada brasileira, em Quito, anunciou, nesse sábado (28), que um vôo de repatriação com 160 pessoas residentes no Brasil, vai sair de Quito em direção a Guarulhos, em São Paulo. E nesse grupo estão incluídos os nove atletas e o treinador, todos retidos no país sul-americano, devido ás medidas de segurança em meio a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Estamos ansiosos para voltar, como todo dia passava uma data(de retorno) e não nunca deu certo, acho que agora é a mais concreta.” – disse Raquel Viel, nadadora da classe S12 (para deficientes visuais).

O treinador Antônio Luiz Duarte faz questão de tranquilizar os familiares e diz que estão recebendo o apoio da Prefeitura de Indaiatuba e do Comitê Olímpico Brasileiro, além de amigos e do Consul de Cuenca.

“Estamos bem dentro do possível. E que todos os brasileiros que estão na mesma situação que nós, possam regressar ao país para cumprir a quarentena em suas casas, com o conforto do lar. Ao sabermos da data sentimos um alívio e nos prepararemos para o regresso, obedecendo as normas preestabelecidas pela equipe médica.”

Os nadadores foram para o Equador realizar treinamentos na altitude, visando o Open de Natação Paralímpica, que serve como seletiva para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. O planejamento inicial era ficar em Cuenca entre 3 e 21 de março, porém, no dia 13, o grupo recebeu a decisão sobre o cancelamento da competição, que ocorreria entre 26 e 28 deste mês. 

Em função da mudança de calendário, a equipe tentou voltar ao Brasil no dia 14, mas o aeroporto de Cuenca havia sido fechado em função da pandemia do novo coronavírus. No dia 21 seguiram para a capital equatoriana, onde acreditavam que teriam mais opções de vôo. Embarcaram em um ônibus, percorreram aproximadamente 450KM em uma estrada sinuosa e com chuva. O grupo de 5 homens e 4 mulheres, além do treinador, estão acomodados em um hotel, divididos em quartos duplos e triplos.

“No começo foi um pouco mais complicado, a gente chegou em um hotel, no centro de Quito, um lugar que tem muito barulho e muito perigoso. Tentamos mudar de hotel, mas aqui está tudo fechado. Este hotel só está aberto porque tem a nossa equipe e mais um brasileiro, aí ficou difícil de trocar. No início tivemos que improvisar um lugar para fazer comida, o hotel não tem restaurante. O meu técnico (Antônio Luiz Duarte) sai todos os dias cedinho para comprar comida e ele cozinha para gente, todos nós ajudamos. Aqui tem toque de recolher a partir de 14 horas.”

Com a exceção do treinador, que precisa sair do hotel para atividades essenciais, ninguém vai para rua. Na condição de atletas, explica como estão organizando a rotina para manter a preparação para competições.

“Neste momento, a preocupação é com a saúde mental. Estão fazendo yoga pela manhã e circuito a tarde, obedecendo a disposição do dia. Oscilações de humor, preocupação e saudade são os determinantes na escolha deles em fazer atividade ou não. Após cumprirmos a quarentena e termos as datas definidas, a comissão quebrará a cabeça para ver como planejar o treinamento.”

Raquel Viel engrossa coro com o treinador, ela também entende que o fator psiclógico é o mais sensível.

“Acho que é a parte mais difícil mesmo, a parte psicológica, a ansiedade. Todo mundo querendo estar em casa, perto da família. Nós somos uma equipe muito unida, desde os treinamentos , desde sempre. Todos são muito amigos e estamos passando por isso juntos.”

Edição: Aécio Amado

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René Simões testa positivo para o novo coronavírus

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O ex-técnico René Simões divulgou por meio da sua conta no Instagram, que testou positivo para o novo coronavírus(covid-19). Ele apareceu em um vídeo fazendo embaixadinhas e conta que dia 16 de março sentiu os sintomas e realizou o exame. Porém, apenas nesse sábado (28) teve a confirmação que contraiu o vírus.

“Dia 16 de março senti os sintomas do covid-19. Fui ao hospital e me testaram. Por precaução, mesmo não sabendo o resultado, fiquei em isolamento no meu quarto. Não saí dele e tinha tudo separado para mim dentro de casa. Tudo era higienizado e ninguém entrava no quarto.
Somente hoje recebi o resultado que foi positivo,” disse.

René Simões teve destaque na seleção da Jamaica entre 1994 e 1998, e conquistou uma vaga para a Copa do Mundo da França(98), a única participação do país na competição. Comandou também a Seleção Brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia (2004) e encerrou a participação com a medalha de prata. Ele teve passagens por clubes brasileiros, entre outros, como: Bahia, Botafogo, Ceará, Coritiba, Figueirense, Flamengo, Fluminense e Santa Cruz. Com 67 anos, pertencente ao grupo de risco, aproveitou para alertar as pessoas sobre os cuidados que devem ter.

“Como o vírus demora a se manifestar, mesmo tendo mais de quatorze dias, seguirei na prevenção e só sairei no dia 30 do isolamento. Somente no primeiro dia tive algum sintoma e depois fiz tudo normalmente. Pensando em como daria a notícia, resolvi pegar a minha amada bola de futebol e fazer a comunicação juntos. Agradecendo a Deus por mais essa vitória. Fiquem bem e os em risco devem ser precavidos.”

Edição: Aécio Amado

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