Momento Saúde

Aplicativos devem garantir assistência a entregadores de alimentos

Publicado


.

As plataformas digitais iFood e Rappi devem garantir assistência financeira a trabalhadores contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19) ou que integram o grupo de alto risco para que possam se manter em distanciamento social com recursos necessários para sua sobrevivência.

Com abrangência nacional, as decisões, em caráter liminar, decorrem de duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) no último sábado (4) e também obrigam as empresas a fornecer materiais de higienização aos entregadores de mercadorias e refeições.

Entre as determinações, o juiz do Trabalho Elizio Luiz Perez estabelece que as plataformas digitais terão que repassar o equivalente à média dos valores diários pagos nos 15 dias anteriores à decisão, garantindo, pelo menos, o pagamento de um salário mínimo mensal. A medida abrange trabalhadores que integram grupo de alto risco (como os maiores de 60 anos, os portadores de doenças crônicas, imunocomprometidos e as gestantes) ou aos afastados por suspeita ou efetiva contaminação pelo vírus.

As liminares também garantem o fornecimento gratuito de álcool-gel (70%, ou mais) e água potável aos profissionais. Além disso, as empresas deverão oferecer espaços para a higienização de veículos, bags que transportam as mercadorias, capacetes e jaquetas, bem como credenciar serviços de higienização

As decisões prevêm, ainda, a inclusão de pelo menos três vídeos informativos nos aplicativos das empresas destinados aos trabalhadores, aos fornecedores de produtos e aos consumidores, contendo os protocolos de segurança sanitária. Em caso de descumprimento, está prevista aplicação de multa diária às empresas, no valor de R$ 50 mil.

As ações tiveram como base a Nota Técnica nº 1 da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes Trabalhistas (Conafret), do MPT, que traz medidas destinadas à proteção da saúde e da segurança de trabalhadores de aplicativos contra a Covid-19.

Além das empresas já processadas, o MPT em São Paulo também enviou recomendações às demais empresas de aplicativos de entrega de alimentos e de transporte de passageiros. Caso as medidas recomendadas não sejam cumpridas pelos empregadores, outras ações podem ser ajuizadas.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Momento Saúde

RJ não tem acordo sobre administração de hospitais de campanha

Publicado


.

Terminou sem acordo a primeira reunião, hoje (01), entre o governo do estado do Rio de Janeiro e representantes do consórcio de hospitais particulares para assumirem a gestão das seis unidades de campanha que ainda estão em construção. Enquanto o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) aceita a decisão de transferir a gestão das unidades de saúde para um consórcio privado, se comprometendo a apenas concluir as obras, os representantes do consórcio solicitaram mais detalhes sobre as unidades de saúde e do contrato estabelecido com o governo.

“O próximo passo é a questão legal, documental. As áreas jurídicas do Iabas e do consórcio privado precisam conversar e haverá visitas técnicas a partir de amanhã. Precisamos de uma resposta rápida para a população. Não é uma negociação fácil, mas estamos trabalhando para conseguir o mais brevemente possível. Queremos o aval dos órgãos de controle para fazer essa ação e estamos chamando o Ministério Público do Estado do Rio para participar”, disse o secretário de Saúde, Fernando Ferry.

Além dele, participaram da reunião o secretário de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; o procurador-geral do Estado, Marcelo Lopes; Marcus Camargo Quintella, vice-presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio; e Guilherme Jaccoud, diretor do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio.

Hospitais de campanha

O Iabas se compromete a entregar até o final desta semana quatro das seis unidades: São Gonçalo, Nova Iguaçu, Caxias e Nova Friburgo.

Com uma verba de mais de R$ 830 milhões, todos os hospitais de campanha do estado deveriam ter sido entregues no final de abril. Entretanto, apenas a unidade do Maracanã está funcionando e sem a capacidade máxima.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento Saúde

Médicos alertam para risco de acidentes domésticos durante isolamento

Publicado


.

Com o isolamento social por causa da pandemia de covid-19, médicos alertam para o cuidado com acidentes domésticos. Segundo a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), nesse período, é natural que as pessoas procurem atividades dentro de casa para ocupar o tempo, como fazer pequenas reformas e arrumações, além de praticar atividades físicas e aderir a brincadeiras da internet para se distrair.

O diretor da regional São Paulo da ABTPé, Danilo Ryuko Cândido Nishikawa, destacou que quedas de altura (de escada, cadeiras e cama) e acidentes por instrumentos perfuro-cortantes – vidro, faca, serra, prego – acabam se tornando mais frequentes. “É preciso ficar atento, pois as quedas de altura podem causar lesões simples, como leves entorses do tornozelo, ou fraturas graves da tíbia, fíbula, calcâneo e metatarsos, que necessitem de tratamento cirúrgico.”

“A maior frequência do manuseio de instrumentos de cozinha ou de construção pode causar lesões nos tendões, nervos e vasos sanguíneos da mão, levando a consequências graves”, acrescentou Nishikawa, que é especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

Também especialista em cirurgia do pé e tornozelo, o presidente da ABTPé, José Antônio Veiga Sanhudo, alertou para a necessidade de cuidado com brincadeiras disseminadas pela internet. “É preciso tomar muito cuidado ao tentar imitar os desafios e brincadeiras lançados na internet, pois o que era para ser diversão pode acabar em lesões que, dependendo da situação, podem deixar sequelas.”

Sanhudo ressaltou que as crianças e os idosos exigem mais atenção e cuidados dentro de casa, pois situações corriqueiras podem se transformar em acidentes. Com o confinamento, as crianças ficam mais agitadas e passam a explorar novos lugares na casa, o que pode colocá-las em risco. “A casa se torna o playground, o parque e a quadra de esportes. Com isso, podem ocorrer desde lesões menores, como imprensar o dedo nas portas e pequenas contusões, até fraturas do fêmur, tornozelo, cotovelo, mão e punho. Ficar de olho é a principal medida para protegê-las”, afirmou o especialista.

Segundo os médicos, os idosos apresentam fraqueza muscular, piora do equilíbrio e fragilidade óssea pelo avanço da idade e são mais suscetíveis a quedas dentro de casa. Acidentes domésticos podem causar, por exemplo, fraturas do fêmur, punho e ombro nos idosos devido a essas condições. “É importante evitar tapetes e objetos pelo chão da casa, isolar pisos escorregadios, manter os ambientes iluminados e não subir em bancos, cadeiras ou escadas”, alertou Nishikawa. “E, em caso de acidente, não hesite em procurar o pronto-socorro ortopédico.”

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento MT

Momento Nacional

Momento Esportes

Momento Entretenimento

Mais Lidas da Semana