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Após denúncias, diretora da Fundação Casa de Jacareí deixa cargo

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Foto: Victoria Bechara/iG Último Segundo
Corredores dos quartos na Fundação Casa da Vila Maria, na zona norte de São Paulo

A diretora da Fundação Casa de Jacareí, Roberta Henrique, pediu descomissionamento do cargo na última quinta-feira (24). A unidade que era dirigida por Roberta foi alvo de várias denúncias por violações de direitos dos adolescentes. 

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Denúncias às quais o iG teve acesso apontam que internos da unidade de Jacareí do sistema socioeducativo estadual eram vítimas de agressões físicas e verbais. Um abaixo-assinado feito pelos internos da unidade afirma que Roberta Henrique presenciou um adolescente sendo violentado por um agente.

O afastamento de Roberta Henrique foi publicado no Diário Oficial já na sexta-feira (25). Nesta terça-feira (29) o iG recebeu um posicionamento da entidade, que afirma que o descomissionamento é resultado de um pedido da própria diretora.

“Há alguns meses, no final de agosto deste ano, a funcionária, por motivos pessoais, já solicitara o descomissionamento”, diz nota enviada pela Presidência da Fundação Casa ao iG . “Tratou-se apenas de uma decisão administrativa”.

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Roberta Henrique estava a frente da Fundação Casa de Jacareí desde abril de 2015. Ela voltará a atuar como assistente social na instituição e será substituída por Éder Almeida da Silva.

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SAMU de Bragança Paulista terá sangue para salvar pacientes com transfusões

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Ambulância do SAMU terá bolsas para transfusão de sangue arrow-options
André Gustavo / Stumpf / Creative Commons

Ambulância do SAMU terá bolsas para transfusão de sangue

A partir de março será implantado em Bragança Paulista  um projeto pioneiro que consiste em transportar bolsas de sangue 24 horas por dia nas viaturas do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência . O intuito é atender aos 475 mil habitantes das 11 cidades da região, onde são realizados cerca de 4.500 atendimentos emergenciais mensais. 

A implementação das bolsas de sangue nas viaturas deve mostrar eficiência, principalmente, às vítimas de casos como choque hemorrágico, politraumas, hemorrogias, puérperas, entre outras situações que envolvem sangramento abundante.

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Segundo o diretor técnico  SAMU , Lucas Certain, a conservação e o armazenamento não apropriados das bolsas de sangue pode ser fatal aos pacientes e, por isso, para a efetividade da transfusão de caráter emergencial, é essencial que haja um monitoramento contínuo da temperatura dos compartimentos, mantendo-os sempre entre 1°C a 10°C, como prevêem as normas da Anvisa e do Ministério da Saúde.

Para isso, o serviço, pioneiro na América do Sul, contará com o Polar Sat – equipamento de monitoramento térmico e geolocalização em tempo real. “A Austrália foi pioneira neste serviço, e além dela outros 11 países dispõem de componentes sanguíneos em suas ambulâncias e helicópteros, onde estudos civis e militares demonstraram redução de mortalidade. A diferença é que os data loggers deles são retrospectivos; ou seja, se der algum problema de temperatura, eles só vão descobrir depois que transfundiu para o paciente”, explica.

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Segundo ele, o serviço que será implantado em Bragança será mais seguro e eficaz, já que com o dispositivo Polar Sat é possível monitorar a quantidade de hemácias de forma contínua, 24 horas por dia.

O projeto conta com a parceria do Hospital Universitário São Francisco e espera diminuir as principais causas de morte por sangramentos no Brasil. Hoje, a principal causa de óbitos no país é o trauma, que acomete pessoas de 1 a 44 anos, seguidos de pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco e obstrução de via aérea.

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Jair faz como Eduardo e insinua que repórter da Folha trocou informação por sexo

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Jorge William / Agência O Globo

Presidente Jair Bolsonaro faz ataques à jornalista da Folha


O presidente Jair Bolsonaro insultou nesta terça-feira a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S. Paulo. “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, disse o presidente, em entrevista na saída do Palácio da Alvorada.

A declaração faz referência ao depoimento de Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, que durante CPMI das Fake News por falso testemunho em depoimento prestado ao colegiado. Nascimento disse que a jornalista “queria sair” com ele em troca de informações para uma reportagem.

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Em dezembro de 2018, uma reportagem da Folha de S. Paulo revelou uma rede de empresas, entre elas a Yacows, que usava nome e CPFs de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de mensagens de campanha. 

“Olha a jornalista da Folha de S.Paulo. Tem mais um vídeo dela aí. Não vou falar aqui porque tem senhoras aqui do lado. Ela falando: ‘Eu sou (…) do PT’, certo? O depoimento do Hans River, foi final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele”, diz o presidente.

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“Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais]. Lá em 2018 ele [Hans] já dizia que ele chegava e ia perguntando: ‘O Bolsonaro pagou pra você divulgar pelo Whatsapp informações?’ E outra, se você fez fake news contra o PT, menos com menos dá mais na matemática, se eu for mentir contra o PT, eu tô falando bem, porque o PT só fez besteira”, disse. 

“Tem um povo aqui em referência a um grupo de simpatizantes, alguém recebeu no zap uma matéria qualquer que suspeitou pra prejudicar o PT e me beneficiar? Ninguém recebeu nada. Não tem materialidade, zero, zero zero. Você não precisa mentir pra falar sobre o PT, os caras arrebentaram com Petrobras, fundo de pensões, BNDES…”

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