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Arrizo 5e exibe consciência da Caoa Chery no mundo dos carros elétricos

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Chery Arrizo 5e começa a ser vendido para o público em geral no Brasil a partir de janeiro de 2020, por R$ 159.990

O Arrizo 5e é o primeiro sedã 100% elétrico vendido no Brasil. O carro fez sua estreia esta semana e já está a venda para locadoras e frotistas. A partir de janeiro, o público em geral poderá adquirir o sedã fabricado na China e que é irmão do carro fabricado pela Caoa Chery em Jacareí com motor flex.

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Este detalhe mostra que a montadora brasileira-chinesa enxerga o carro elétrico não apenas como uma oportunidade de negócio, mas como uma forma de agregar valor econômico também para os futuros compradores. Mas, antes de falar sobre essa interessante visão, que coloca o carro elétrico como provedor de energia e de renda para seus proprietários, vamos ao carro em si.

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Chery Arrizo 5e: o sedã já vem com o cabo de energia com a tomada de três pinos

O Arrizo 5e manteve todas as características do Arizzo flex, inclusive no porta-malas de 430 litros. O carro tem todas as funcionalidades, um design contemporâneo e alto nível de equipamentos de segurança (cinco estrelas no China NCAP), de conectividade (espelhamento de celular, duas entradas USB, tela tátil), de conforto (ar-condicionado automático digital, câmera de ré), de usabilidade (assistente de partida em subida, piloto automático, porte médio) e de itens de série (volante multifuncional, rodas de liga leve, computador de bordo). As baterias não roubam espaço na cabine.

Já tive a oportunidade de dirigir o Arrizo 5e. No modo Eco, o carro tem um desempenho mais adequado para a cidade e é capaz de rodar 322 km com uma carga de bateria. No modo Sport (acionado por um botão no painel), o carro entrega mais potência instantânea e as retomadas de velocidade são mais empolgantes.

Em todos os casos, o bom torque de 276 Nm está 100% disponível o tempo todo. O motor elétrico tem 122 cv de potência (ou 90kWh). É importante que a gente comece a se acostumar com essas siglas do mundo elétrico. O consumo por kWh (kilowatts/hora) é importantíssimo num carro elétrico. E este é um dos pontos altos do Caoa Chery Arrizo 5e.

Dotado de 98 células de baterias de íon de lítio, distribuídas por 98 módulos, o Arrizo 5e surpreende por oferecer 53,4 kWh de capacidade. Para se ter uma ideia, são 13,5 kWh a mais do que a capacidade oferecida pelo Nissan Leaf, que é o carro elétrico mais vendido do mundo.

Arrizo 5e como provedor de energia

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Interior do Chery Arrizo 5e vem com ampla tela da central multimídia entre os destaques do interior

O Arrizo 5e inaugura a participação da Caoa Chery no mundo dos carros elétricos. E essa participação pretende ser robusta, não apenas oportunista. Um importante trabalho de atendimento de peças está sendo feito pela área de pós-venda para que o comprador do Arrizo 5e (e dos próximos elétricos da marca) tenha a mesma qualidade no atendimento dos clientes dos carros a combustão.

A Chery é uma das empresas mais atuantes do mercado de carros elétricos. Portanto, a ideia é unir a tecnologia da Chery como fabricante de elétricos no enorme mercado chinês com a expertise da Caoa no atendimento pós-venda ao cliente brasileiro. No futuro, é possível que o carro possa ser fabricado no Brasil, como o Arrizo 5 flex.

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Botão giratório do câmbio tem apenas quatro posições: Ré, Neutro, Drive e Parking

Para a Caoa Chery, o carro elétrico pode ser um provedor de energia. Não apenas durante os oito anos de garantia da bateria, mas também após esse período. Na visão da montadora, as baterias dos carros poderão ser aproveitadas para gerar energia na própria fabricação de componentes para os carros elétricos. Por isso, seus executivos trabalham para que o poder público e as próprias empresas interessadas em fornecer criem condições para esse mercado.

Ao final da vida útil da bateria no carro, o comprador não terá um “mico” na mão, mas sim um objeto de valor que poderá ser alugado ou re-vendido. A mudança de conceito está em todo o processo. Começa na compra, pois quem adquire um carro 100% elétrico está fazendo sua parte na construção de um mundo com menos emissão de gás carbônico, cujos efeitos catastróficos para toda a humanidade estão sendo cada vez mais sentidos.

Depois, na utilização, pois ao volante de um EV o motorista troca a busca por desempenho pela busca por economia de energia. E finalmente por uma visão mais racional na questão do uso do automóvel, em termos econômicos. Segundo a Caoa Chery, um carro 100% elétrico como o Arrizo 5e tem um custo por km rodado de apenas 9 centavos (R$ 0,09/km), enquanto o custo por km rodado de um carro flex é de 29 centavos (R$ 0,29/km). E a autonomia de um veículo abastecido com etanol é apenas 13% maior.

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Chery Arrizo 5e pode rodar até 322 quilômetros sem precisar de recarga, de acordo com dados da fabricante


Infelizmente, o custo de produção de um veículo elétrico (e outras razões já comentadas aqui na República do Automóvel) torna a aquisição de um EV bastante seletiva. O Caoa Chery Arrizo 5e custa R$ 159.900. Segundo a montadora, os preços se tornarão competitivos em relação aos veículos com motor a combustão interna quando o custo de produção das baterias baixar da casa de US$ 100 por kWh.

Hoje está em US$ 176, mas para 2025 a estimativa é de US$ 96 e para 2030 é de U$ 70. Nesse ponto, o Brasil tem uma vantagem em relação à Europa e ao Japão, pois a maioria das casas (por questão de segurança) possui uma garagem com tomada elétrica. É nesse cenário que a Caoa Chery enxerga a possibilidade de produzir carros elétricos no Brasil.

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Se pensarmos bem, o carro com motor a combustão interna precisa ser parado para ser recarregado de energia. O carro elétrico é recarregado no momento em que o proprietário não está utilizando-o. Finalmente, no caso específico do Arrizo 5e, o sedã já vem com o cabo de energia com a tomada de três pinos. Os principaisdados técnicos do Arrizo 5e são os seguintes:

● Motor: elétrico de 90 kW (122 cv)

● Torque: 276 Nm

● Bateria: 98 células em 24 módulos

● Capacidade: 53,5 kWh

● Tempo de recarga: 8 horas

● Consumo por 100 km: 15,2 kWh

● Autonomia: 6,6 km/kWh

● Alcance: 322 km

● Emissão de CO2: 0 g/km

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Quem tem coragem de mexer com o Volkswagen Gol?

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VW Gol 2020 ainda se mantém entre os modelos mais vendidos do Brasil, mesmo com poucas novidades

O Volkswagen Gol é um daqueles fenômenos do mercado de automóveis. Na mesma geração desde 2008 e enfrentando concorrentes (externos e até internos) mais atuais na mesma faixa de preço, o modelo segue como o mais vendido da marca alemã no Brasil e ainda figura como um dos hatches compactos mais populares do mercado.

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De acordo com dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), o Volkswagen Gol fechou 2019 com 81.285 unidades emplacadas. Melhor resultado para o modelo desde 2016 e que colocou o compacto atrás apenas de Chevrolet Onix (241.214), Ford Ka (104.331), Hyundai HB20 (101.590) e do subcompacto Renault Kwid (85.117).

O mesmo bom resultado se repetiu no 1º semestre deste ano. Apesar dos efeito da pandemia do novo coronavírus, o Gol fechou os primeiros seis meses de 2020 com 24.827 unidades e manteve a 5ª colocação no ranking geral de emplacamentos.

Isso mesmo com uma oferta mais enxuta de versões, que é composta pela configuração de entrada 1.0 (R$ 51.210) e pela versão de topo 1.6, que na verdade podem ser consideradas duas: com o câmbio manual de cinco marchas e o motor 1.6 8V de 104 cv (R$ 62.600), ou o automático, de seis marchas (R$ 62.600), que é combinado ao mesmo motor 1.6 16V de até 117 cv usado no Polo.

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Um dos méritos da Volkswagen para o modelo — e que ajuda a explicar esse desempenho no mercado — é o fato de o Gol ter envelhecido bem. Nesse período de 12 anos de presença no mercado, a atual geração passou por três renovações de visual (2012, 2016 e 2019).

Também houve mudanças na mecânica (com o motor 1.0 de três cilindros da família EA211) e no interior da cabine, com a adoção de um novo painel além da incorporação de equipamentos que passaram a ser exigidos pelo mercado nessa faixa de preço, como as centrais multimídia e o câmbio automático e, mais recentemente (ainda que por força da legislação) apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes do banco traseiro, além do Isofix.

VW Gol vai ter substituto?

SUV do Gol
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SUV do Gol chegou a ter um teaser mostrado,mas os planos foram adiados e agora não há prazo estabelecido para ser lançado

Outro ponto que deve ser considerado é a força do nome Gol, com recém-completados 40 anos no mercado. Lançado em 2003, o Fox surgiu com a proposta de ser um substituto mais atual para o modelo veterano. Mesmo tendo “matado” inicialmente as versões mais caras do Gol, acabou não atingindo o mesmo sucesso e atualmente deve se encaminhar para o fim, vendendo quase três vezes menos.

Já o Polo de sexta geração, que chegou ao mercado brasileiro em 2017, foi planejado inicialmente para ser o substituto do Gol. Mas mais caro e sofisticado, acabou sendo posicionado acima, como um modelo premium.

Isso demonstra o desafio que representa para a Volkswagen brasileira o desafio de substituir o modelo que, mesmo sendo um dos mais antigos da sua linha atual, ainda é querido pelo público.

Em abril, numa entrevista para o site Automotive Business, o presidente da Volkswagen para a América Latina, Pablo Di Si, citou que o projeto do novo Gol, que estava previsto inicialmente para 2022, deve atrasar, por conta dos impactos financeiros provocados pela pandemia do novo coronavírus.

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Para manter o posicionamento como um modelo de entrada,, a  marca alemã deve abandonar a plataforma atual — que é exclusiva, um misto da PQ-24, do Polo de 4ª geração e do Fox, com a PQ-25 — e adotar uma nova plataforma no novo Volkswagen Gol . Rumores apontam para uma variação mais simples da modular MQB A0, empregada atualmente em Polo, Virtus, T-Cross e Nivus, e que está sendo desenvolvida na Índia, com o nome de MQB A0 IN.

Fonte: IG CARROS

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Nissan Frontier Attack estreia novas opções de cores

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Nissan Frontier Atrack na nova Cor Azul Cayman, uma das duas inéditas que passam a ser oferecidas pela marca japonesa

Mais vendida da picape média Nissan Frontier, a configuração Attack ganhou as opções de cores Azul Cayman e Cinza Grafite, que se somam na paleta que já trazia as tonalidades Branco Aspen, Preto Premium e Vermelho Alert.

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Com preço de tabela de R$ 173.490, a Nissan Frontier Attack é a versão mais acessível da picape importada da Argentina equipada com a versão de 190 cv do motor 2.3 biturbo diesel. O propulsor é combinado com um câmbio automático de sete marchas e o sistema de tração 4×4.

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Já a lista de equipamentos da Nissan Frontier Attack inclui sistema multimídia com tela de 8″ e compatibilidade com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e o painel de instrumentos com tela multifuncional colorida de 5″.



Fonte: IG CARROS

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