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Ambiental in-correto

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            Desde a primeira conferência mundial para discutir o meio ambiente, em Estocolmo, na Suécia, em 1972, sucessivamente a questão busca encontrar caminhos e rumos. A recente conferência COP 26 em Glasgow, na Escócia, trouxe mais uma vez, mais perguntas do que respostas. O meio ambiente continua sendo a maior equação humanista do mundo. A pandemia ajudou a confundir o tema. Trouxe medo e reflexão para uma sociedade mundial que não tinha o planeta do primeiro pano.

            A COP 26 foi marcada mais pelas posições políticas e ideológicas do que pela efetiva vontade de resolver os problemas ambientais. Mas colocou discussões muito eficientes e efetivas no ar. Uma delas e vejo-a como absolutamente relevante. Meio ambiente no sentido de proteger o planeta não é mais assunto para amadores. Outra questão também relevante que se concordou lá nas conversas diplomáticas: as discussões ambientais mundiais não terão seguimento efetivo se não tiverem o de acordo do Brasil.

            Vamos por partes. A questão do amadorismo. Nas últimas décadas, em especial depois da conferência Rio 92, o tema entrou na pauta brasileira. E já entrou como pauta política. De repente, tornou-se pauta privativa de ideologia à esquerda. Aí entrou para o campo de partidos ideológicos, para os campi das universidades públicas ideologizadas, para a educação, para os sindicatos do serviço público. Mas teve um agravamento muito pior: entrou politizado ideologicam4ente nos ministérios públicos federal e estaduais.

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            De lá para cá as discussões são acaloradas, mas são rasas. No caso de Mato Grosso, que deveria estar no primeiro plano das discussões científicas, está no campo ideológico.  As corporações públicas que deveriam estudar não estudam. As universidades tem produzido documentos rasos e de conteúdo discutível. Os ministério públicos do estado e a unidade federal, encaram o estado de Mato Grosso como um problemas e não enxergam nenhum mérito no estágio alcançado pelos sistemas produtivos. Não reconhecem a tecnologia como ferramenta de uso protetivo do meio ambiente. Encaram junto com os adversários a velha equação do capital demonizado.

            Encerro este artigo trazendo de novo a visão geral da COP 26. Meio ambiente é economia e sustentabilidade fundamentada na gestão humana e econômica. Não é assunto para ser discutido neste mundo totalmente disruptivo como assunto de diretório acadêmico, de sindicatos ou de salas de aula ideologizadas. Muito menos corporações públicas que ainda se baseiam em teses de 30 ou 40 anos atrás, em detrimento de conhecimentos mais modernos e mais efetivos. Sem falar nas ONGS oportunistas que vivem do terrorismo ambiental em busca de centavos do primeiro mundo.

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            A ciência contemporânea desafia as universidades, setores da educação, sindicalismo público, setores ambientais dos governos a compreenderem que o mundo mudou. Com terrorismo o único ganho é espantar investimentos correntes no mundo moderno, e empobrecer um país que vem de vôo em vôo de galinha. Meio ambiente é tema de adultos contemporâneos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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Esperanças

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            Nesse ambiente de terror do pós-pandemia e agora do ômicron, imaginei que poderia falar nesse artigo sobre esperança. Poucos sentimentos são tão fortes e abrangentes como a esperança. Nas passagens difíceis ela é quem garante a coragem de seguir em frente.

            A pandemia e os seus desdobramentos acabará em breve. E daí? Viveremos nesse baixo astral eternamente? Gostaria de resgatar algumas percepções a respeito de Mato Grosso, que venho acumulando ao longo do tempo e tive a oportunidade de me aprofundar nelas. Assinalo a baixo algumas delas.

            PROFECIA DE DOM BOSCO – sacerdote católico italiano, previu no  fim do século 19 o surgimento de uma nova civilização no Centro-Oeste brasileiro, a que classificou de “a terra onde jorrará o leite e o mel. Terra de uma riqueza inconcebível”. A construção de Brasília se inspirou muito nessa percepção. Assisti isso lá.

            DALAI LAMA – O atual Dalai Lama deixou o Tibete em 1959, a pátria do nascimento do budismo. Fugia da pressão chinesa que ocupara militarmente o país. Junto com centenas de monges transferiu-se para a Ìndia. Na partida disse: “com a  saída do Dalai Lama do Tibete, o coração espiritual do mundo transfere-se para o coração da América do Sul”.  Casualmente é no Centro-Oeste brasileiro.

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            CHICO XAVIER – No livro “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”,  psicografado em 1939 pelo pregador espírita Chico Xavier, ele prega a mesma percepção.

            PRESIDENTE ERNESTO GEISEL – Ao comunicar ao governador José Garcia Neto em 26 de abril de 1977, que Mato Grosso seria dividido ainda naquele ano, o presidente da República, General Ernesto Geisel disse essa frase. Transcrevo a frase exatamente como me disse o governador Garcia Neto. “Doutor José Garcia: eu decidi dividir o Mato Grosso porque o Estado tem tantas potencialidades que um dia, no futuro, poderá ameaçar a soberania nacional como fez São Paulo  na Revolução de 1932”.

            PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHECK  – “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Já é um fato.

            MISTURAS RACIAIS – Do ponto de vista das miscigenações culturais e genéticas a região é um caldeirão de misturas humanas. Cito Mato Grosso. Os migrantes ocuparam o Estado em sucessivas ocasiões desde os bandeirantes. A partir da década de 1970 migrantes de todas as regiões do país, em especial do Sul e do Sudeste. A mistura cultural e humana que se deu, multiplicou a população  de 580 mil em 1970 para os atuais 3 milhões e meio de habitantes, nos últimos 52 anos. A maior parte é resultado do crescimento vegetativo entre mato-grossenses nascidos e os migrantes. Já se completou o ciclo humano e espiritual.  O ciclo econômico previsto pelo presidente JK e por Dom Bosco está em pleno desenvolvimento.

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            CONCLUSÃO – O nosso olhar pro futuro não pode ser outro do que não o de absoluta ESPERANÇA. Só lidarmos com o tempo. O futuro nunca deixará de vir.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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