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ANIVERSÁRIO DUPLO

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 Ao completar a idade que os Ministros do STF têm que se aposentar, também completo 30 anos à frente dos Departamentos Jurídicos da CDL de Cuiabá e da FCDL/MT.

Para relembrar como tudo começou, necessário se faz voltar no tempo e mencionar o almoço que tive com o então Presidente da CDL, Dulcineu Rodrigues, por indicação do meu sobrinho Roberto Peron. Fazia poucos dias que havia chegado de mudança do sul do país, para passar um ano “sabático” em Cuiabá, pois possuía familiares e alguns negócios por aqui, e coincidiu que o Departamento Jurídico da CDL estava acéfalo.

O resultado do almoço com o então Presidente, além do bom papo, foi o convite para comparecer à noite na reunião da Diretoria, e conhecer a sede da CDL, na Rua Antônio Maria, e me dispor a reestruturar o Departamento Jurídico. Confesso que fiquei surpreso com a pronta acolhida de todos os Diretores, mas me assustei com as acomodações oferecidas ao Departamento Jurídico, visto que eram muito acanhadas, como de resto era também a sede da CDL.

Propus-me, então, a reestruturar o Departamento Jurídico, e de imediato contratei um estagiário, hoje um brilhante Juiz de Direito em nossa Capital.

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Pouco a pouco fui me habituando com os costumes do povo cuiabano e formando novos amigos, como Luiz Fellipe da Camargo Correa, Elis Tonon, da então Dimaro, minha primeira cliente, e logo em seguida reencontrei Paulo Gasparoto, que já o conhecia do sul.

Minha intenção era retornar ao sul no prazo máximo de 02 anos, porém minhas filhas se encantaram por Cuiabá, pelos seus diferentes hábitos, mas principalmente pelo clima, que embora quente, nada que um ar condicionado e uma piscina não o tornasse agradável. Vale destacar que a única que até hoje reclama do calor é a minha querida esposa Ivete. Logo em seguida, a minha filha mais velha Ana Luiza, passou no vestibular para Direito, e a partir daí começou a ficar ainda mais complicado o nosso retorno para o sul, até porque eu já havia formado uma ótima carteira de clientes, e a CDL havia comprado uma casa ao lado da sua sede, onde abrigou o Departamento Jurídico, com uma moderna central de cobranças.

Tomada a decisão de não mais retornar para o sul, passei a ampliar o Departamento Jurídico, e cada novo Presidente, como José Alberto Vieira de Aguiar, Ruyter Barbosa e Roberto Carvalho de Almeida “Lebrinha”, reconheciam a importância e seriedade do nosso trabalho, não só em benefício da CDL, mas também para os Associados, culminando então, em 2002, com a mudança para a nova e suntuosa sede, à Av. Getúlio Vargas, nº 750, onde me destinaram várias salas e onde me encontro até hoje.

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Na sequência, foi eleito novamente como Presidente da CDL, José Alberto Vieira de Aguiar, seguido por Paulo Gasparoto, Nelson Soares Júnior, e atualmente Célio Fernandes, o qual esta imprimindo um novo conceito na condução dos destinos da entidade, especialmente num momento tão difícil pelo qual estamos passando, com o advento da brutal pandemia provocada pela Covid-19.

E assim, estou completando mais um ano de vida, e 30 anos dedicados profissionalmente aos interesses do comércio, mas com renovado entusiasmo, para enfrentar as atuais dificuldades, sempre contando com uma valorosa equipe de profissionais, estando à frente a competente sócia Drª Andréa Biancardini, fazendo com que a Peron & Biancardini Advogados Associados, continue desfrutando do reconhecimento nacional de competência e admiração na área jurídica.

30 anos são 30 anos, isto já diz tudo.

Otacilio Peron

-Aniversariante-

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O mundo econômico desperta

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            Na semana passada o relatório Perspectivas Econômicas Globais, do Banco Mundial, trouxe informações muito positivas, principalmente considerando-se que elas vem depois da ressaca mundial do corona vírus.

            Segundo o relatório, a economia mundial deverá crescer 4,5% em 2021. Em  2020 foi de 3,5% negativos. Se confirmado, estamos falando de um crescimento de fato, de menos 3,5 mais 4,5, que dá 8% de crescimento.

            O Brasil cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021 e tem estimados 4,5% neste ano. Somando os 4,1 negativos  de 2020 com esses 4,5 previstos, soma um crescimento efetivo de 9%. Só mesmo na década inicial de 2000 o Brasil cresceu tanto. Depois, em 2010, que foram 7,5%.

            O mesmo relatório mostra a China crescendo 18,3% no primeiro trimestre de 2021 e um crescimento final no ano de 6%. Alguns países sul-americanos crescerão bem, Chile, 5,5%, Colômbia 5%. Os EUA crescerão 6,8%.

            Vamos nos deter no Brasil. O setores que estão crescendo e darão a performance esperada pelo Banco Mundial são a agropecuária, os transportes e a construção civil. Todos são bons geradores de empregos. Lembro, a título de ilustração. Em 1964 os militares assumiram o poder num país de poucos empregos e de forte recessão. Com dinheiro emprestado no exterior oriundo dos chamados petrodólares, eles abriram uma enormidade de frentes de construção na infraestrutura de rodovias e energias, e na construção de conjuntos residenciais através do Banco Nacional de Habitação. O volume de desempregados urbanos era muito grande porque a urbanização do país se deu entre 1950 e 1970 num país sem empregos. A construção fez uma revolução na economia do momento e futura do país. A mão de obra existente de baixa instrução, porque era oriunda do meio rural.

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            Ainda no campo dos exemplos. Com os recursos dos petrodólares tomados no exterior, Mato Grosso recebeu a universidade federal, o linhão de energia elétrica vindo de Cachoeira Dourada em Goiás, e a pavimentação das rodovias BR-163 de Campo Grande a Cuiabá e a BR-364 de Goiânia a Cuiabá. Mais a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém.

            O crescimento da agropecuária se dá num momento de retomada mundial em tempo de busca por alimentos em ambiente de radicalismo ambiental. Antes produzir era só plantar e colher. Agora não. É preciso respeitar políticas ambientais rigorosas no país e nos mercados externos compradores. Até porque 70% da produção brasileira é exportada. Tirando a China que ainda não é tão exigente, os países europeus são chatíssimos. Logo, só quem tiver tecnologias e parâmetros ambientais sustentáveis conseguirá produzir e vender a sua produção.

            O interessante desses setores que estão crescendo no Brasil é que eles são geradores de outras cadeias econômicas que, por sua vez, se desdobram. Isso é o crescimento econômico.

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            Contra a onda, temos o Estado brasileiro. Formado por corporações caras, gigantescas e pouco úteis, mais um funcionalismo gigantesco, consome próximo da metade de tudo que se produz, sem retorno. Consertar isso é a tarefa das tarefas no Brasil. Sem o Estado do jeito que é, o crescimento alcançaria com facilidade os 10% de outras épocas. Mas para isso a política teria que perceber a nação. Muito difícil. Também é  uma corporação pouco útil.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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