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Contradições pra vencer (1)

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 Neste fim de semana li um artigo muito bem construído e realista escrito pelo gestor de agronegócios Luciano Vaccari, diretor da Neo Agro Consultoria  & Comunicação, de Mato Grosso. Nele o autor provoca muitas reflexões indispensáveis. Vou tomar a liberdade de transcrever alguns tópicos do artigo pra depois colocar alguns pontos de vista pessoais.

“O Brasil é um dos principais produtores de alimentos, fibras, energia e minério de ferro do mundo. É também um dos 10 maiores fornecedores globais de derivados de petróleo e toda essa produção é disponibilizada tanto para o consumo interno, quanto para o abastecimento de outros países. Mesmo assim, o país encerrou 2021 na 25ª posição no ranking mundial de exportadores, com uma receita equivalente a US$ 280 bilhões”.

“Apesar do grande potencial agropecuário brasileiro, em termos de receita nossos produtos ainda são muito menos rentáveis do que a produção do Japão, da França ou da Holanda, por exemplo, que exportam tecnologia, seja empregada em veículos, num frasco de remédio ou numa tulipa.

“A França, por exemplo, exportou em 2021 o equivalente a US$ 585 bilhões provenientes principalmente da venda de máquinas e equipamentos de transporte, aviões, plásticos, produtos químicos, fármacos e bebidas, a grande parte é de bens industrializados”.

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“A França, por exemplo, exportou em 2021 o equivalente a US$ 585 bilhões provenientes principalmente da venda de máquinas e equipamentos de transporte, aviões, plásticos, produtos químicos, fármacos e bebidas, a grande parte é de bens industrializados. Para fazer uma comparação um pouco mais justa, podemos citar o exemplo da Holanda, que desponta como quinto maior exportador mundo e movimentou US$ 836 bilhões em 2021. Porém, a Holanda se destaca por ser o segundo maior exportador mundial de alimentos, atrás somente dos Estados Unidos e uma posição na frente do Brasil. Tudo isso com um território 200 vezes menor do que o brasileiro”.

         “Além de tecnologia, nestes países também há outros fatores que contribuem com o melhor desempenho da economia, como logística eficiente e política fiscal mais justa.  Com isso, é possível observar cidades e população com altos índices de desenvolvimento. O Japão possui um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,884, Holanda de 0,890 e França de 0,891, e todos estão entre os melhores do mundo. O Brasil possui atualmente um IDH de 0,759. (…) “Nosso país ainda tem um longo caminho pela frente, tanto por meio da agregação de valor e industrialização da produção agropecuária, quanto por meio de investimentos em logísticas, reforma tributária e administrativa”.

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         Por fim Luciano Vaccari assinala a indispensável qualificação de recursos humanos em todas as cadeias e níveis da produção brasileira. Mas sua conclusão final merece ser registrada como um poderoso desafio: “Sem isso, não há como falar em justiça social, educação, democracia virtual, desenvolvimento humano. Não adianta sermos os maiores produtores de alimentos, e ter pessoas passando fome. Ser um grande exportador de produtos e não reverter isso em renda para a população. A revolução começa de dentro para fora, mas a inspiração pode vir de todos os lugares”.

         Gostaria de no próximo artigo acrescentar algumas percepções a essa dura realidade registrada no artigo. Com o olhar assentado no futuro e nas responsabilidades do Brasil.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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Agosto Branco: mês de conscientização do câncer de pulmão

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Você, com certeza, já ouviu falar do Outubro Rosa, Novembro Azul ou Dezembro Laranja, mas já ouviu falar do Agosto Branco? Pois é, o câncer de pulmão é um dos cânceres mais mortais do mundo e normalmente não possui sintomas claros. O mês vem conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção desse tipo de câncer.

Para se ter uma ideia da abrangência da doença, o câncer de pulmão é o que mais causa mortes no mundo. Em homens é o primeiro da lista, em mulheres é o segundo entre as estimativas mundiais. Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), foram 1,7 milhão de vítimas no mundo em 2020, mais de 30 mil mortes apenas no Brasil.

Ainda, segundo os dados, o câncer de pulmão, é o terceiro mais comum em homens (17.760 casos novos) e o quarto em mulheres no Brasil (12.440 casos novos), sem contar o câncer de pele não melanoma. Ou seja, é uma doença que merece mais destaque nas ações de saúde e nas campanhas nacionais.

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O paciente com câncer que chega até nós, tem um perfil muito delimitado. Normalmente eles aparecem na consulta com a doença já avançada, em condições menos favoráveis para o tratamento curativo, então partimos para o paliativo. Esses pacientes são, na maioria das vezes, fumantes e moradores da zona rural com menor instrução. Essa característica exemplifica a mortalidade da doença, mostrando que o diagnóstico tardio e o fumo são dois entraves.

O tabagismo, incluo aqui os cigarros eletrônicos, é o principal fator de risco do câncer de pulmão, representando 85% dos casos. O que mostra que uma parcela dos pacientes que não fumam pode desenvolver a doença, atrelada a fatores genéticos, exposição a determinados gases e metais pesados, como sílica, pessoas que usam o fogão a lenha com frequência e ainda os fumantes passivos, que são aqueles que convivem com pessoas que fumam.

O grande desafio do câncer de pulmão é que ele é, normalmente, silencioso, com sintomas iniciais não muito claros e até mesmo tardios. Quando os sintomas aparecem, tendem a significar que a doença já está em estágio mais avançado, como tosse por mais de um mês, com presença de sangue ou com piora progressiva, dor torácica persistente, falta de ar e dificuldade para respirar.

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Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Para você que fuma, ou já fumou, mora com alguém que usa tabaco, ou mesmo que usa muito fogão à lenha ou trabalha exposto a algum gás, mantenha consultas regulares com médicos especialistas e realize tomografias de rastreamento.

E, o mais importante, a principal prevenção é parar de fumar! Sem o fumo, mantendo hábitos de vida saudável, praticando atividades físicas e tendo uma alimentação saudável, as suas chances de aproveitar o melhor da vida aumentam exponencialmente.

Escrito por Lucas Bertolin, Cirurgião Oncológico no Hospital de Câncer de Mato Grosso, da Oncolog e do Consórcio de Saúde da Região do Vale do Peixoto.

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