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Mato Grosso 274 anos de conquistas

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Por David Pintor

Mato Grosso é reconhecido como uma grande potência no agronegócio, mas o poderio econômico também se deve muito ao setor do comércio, presente muito antes da criação da capitania mato-grossense, que neste 9 de maio completa 274 anos.

Desde a chegada dos bandeirantes no território mato-grossense, o comércio sempre movimentou a economia, ainda no período colonial com os serviços de escambo e trabalho dos mascates. Afinal, com a corrida do ouro pelas descobertas de grandes jazidas, fez com que muitos para cá viessem, e isso  ajudou a povoar a região. E, é claro, o comércio se fazia presente fortemente com vendas de alimentos, vestimentas, entre outros.

No início do século XIX teve início a organização de casas comerciais, pois até então havia diversos estabelecimentos que concentravam o movimento comercial e financeiro da região, com 30 lojas de fazendas e de secos e molhados em Cuiabá. Além dos ‘boliches’ e botecos, onde os mineradores gastavam grande parte do ouro que angariavam durante o dia.

Tem-se conhecimento também que a empresa mais antiga de Mato Grosso é datada de 3 de fevereiro de 1893, a firma Victorio Irmãos Costas apresentava diversos produtos e era um negócio administrado pela família. Há registros datados em 1898 de um comércio de pessoas conhecidas no estado, como Pedro Celestino Corrêa da Costa, ex-governador de Mato Grosso.

Em 2020, em um levantamento realizado pelo Ministério da Economia, Mato Grosso aparece em primeiro lugar como o estado com maior crescimento percentual na constituição de empresas no primeiro quadrimestre de 2020. Ao todo, foram registradas no estado 21.040 novas empresas.

Os dados apontaram um crescimento de 19,1% em relação ao último quadrimestre de 2019 e 5,8% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Do total, 5.993 foram empresas dos setores de Serviços, Comércio, Indústria, Agropecuária e outros, registradas na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat).

É claro que com a pandemia, o reflexo negativo no comércio foi de imediato. O isolamento social com o “lockdown” e o desabastecimento de mercadoria nos gêneros alimentícios foi sentido na pele por muitos comerciantes, boa parte desses tiveram que fechar as portas.

Hoje, os comerciários, passada a fase crítica da Covid-19, vivem um momento em que buscam se reerguer no mercado. E neste dia, em que Mato Grosso completa mais um aniversário, não poderíamos deixar de relembrar a importância do comércio na história de nosso estado. Setor este que movimenta e sempre colaborou de forma significativa com o desenvolvimento mato-grossense!

Mato Grosso criou 63,791 mil novos postos de trabalho formal em 2021, ocupando a segunda posição entre os estados da região Centro-Oeste a contribuir com a geração de emprego no país, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência!

Isso significa que “naquela pequena portinha” do comércio, muitas vezes pode ser o sustento de cerca de três famílias.

Parabéns Mato Grosso, parabéns aos que assim como eu escolhemos morar aqui, e juntos construir um estado cada dia melhor!

David Pintor, é comerciante e presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

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Comércio, potencial subaproveitado

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Comércio, potencial subaproveitado

Por Júnior Macagnam_

Uma das atividades mais antigas da humanidade, o comércio é um forte pilar da economia, sendo em grande parte das cidades a principal fonte de receita e empregos. Atua em diferentes segmentos, como agro, indústria, prestação de serviços, com o diferencial de ser uma atividade sem sazonalidade. Em Mato Grosso registra desempenho positivo no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e figura como o maior empregador.

O comércio tem potencial para se fortalecer e crescer ainda mais, caso seja apoiado por medidas essenciais como acesso a crédito a prazos razoáveis, políticas de governo específicas, programas voltados para qualificação de mão de obra, inovação, entre outras. Isso porque, atrás do balcão está uma pessoa incansável com desafios que são superados diariamente e que precisa de mais atenção do poder público, principalmente em relação às reformas estruturantes.

O emaranhado de taxas e impostos no Brasil exige atenção e trabalho dobrado para fazer o negócio render e crescer. Dados do Banco Mundial mostram que empresas gastam até 1.501 horas do ano para pagar impostos no Brasil. A melhoria do ambiente de negócios faz-se urgente.

Se o setor tivesse mais apoio dos governos (municipal, estadual e federal), com redução tributária, menos burocracia, simplificação nos processos, e segurança jurídica, a competitividade do setor cresceria, o que traria benefícios para toda a cadeia de consumo e geraria um impacto social importante: mais empregos. Menos impostos gerariam mais investimentos nos negócios, novas vagas de trabalho e circulação de renda na localidade, inclusive facilitando a concorrência com marketplaces chineses.

Um grande passo nesse sentido foi dado pelo governo de Mato Grosso no ano passado, com a publicação da Lei 11.443/2021 que reduz a base de cálculo do ICMS de 17% para 12%, nas operações internas com calçados, confecções e tecidos em Mato Grosso, concedido para contribuintes que registrarem em 12 meses um faturamento bruto limitado a R$ 90 milhões. Foi resultado de uma grande articulação do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros do Estado (Sincalco-MT) junto ao governo estadual. Entrou em vigor em agosto passado e no começo deste ano foi prorrogada até 2024.

Com as medidas certas, poderíamos andar lado a lado com o agro, e fazer a economia ser ainda mais forte. E envergadura para isso o comércio tem. Levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, referente ao PIB de 2021, aponta recuo de 7,7% na receita gerada pelo agro no último ano em relação ao ano anterior. Enquanto isso, os setores de Serviços (que engloba o comércio) e Indústria cresceram 4,5% e 3,6%, respectivamente. O dado é uma prova de que o setor é forte e tem potencial para crescer e gerar empregos formais.

E por falar em postos de trabalho, números do Ministério da Economia apontam que o setor comercial mato-grossense teve o 2º maior estoque de vagas em março – dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados/Caged – com 225.506 vagas, atrás do segmento de Serviços, com 263.891 vagas. O agronegócio ficou em 3° lugar, com estoque de 142.012 empregos; seguido pela indústria, com 129.442.

É importante lembrar que o comércio é campeão em oportunidades para o 1° emprego, sendo a porta de entrada para o mercado de trabalho de muitos jovens, um setor onde é possível construir carreira. Na hora de empreender, o comércio também é um dos segmentos mais visados, sendo atração para muitos empreendedores de diferentes ramos. E do que o setor precisa para se destacar mais? A construção de uma política setorial séria e constante, que vise o crescimento e fortalecimento do setor, mais crédito e redução na carga tributária seriam um bom começo.

Junior Macagnam é empresário, vice-presidente Institucional da CDL Cuiabá e Primeiro Vice-Presidente da FCDL-MT._

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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