ARTIGOS

Não sei o que dizer

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            Entrei pela primeira vez numa redação em 3 de fevereiro de 1973, no Jornal de Brasília, em Brasília. De lá pra cá já se passaram mais de 47 anos diariamente ali na velha máquina de escrever ou no computador. Milhares e milhares de páginas. Comecei a escrever artigos diariamente em 29 de junho de 1990, no jornal A Gazeta. Lá se vão 30 anos, completos ontem. Durante 26 anos escrevi diariamente. Hoje, uma vez por semana. Mas escrevo também pra uma série de sites da capital e do interior.

            Conto isso, porque quero fazer um desabafo. Nunca tive dificuldades pra escrever. Sempre li muito. Isso ajuda a dar norte aos temas. Mais um banco de viagens muito grande. Muitas entrevistas conceituais ao longo desses anos. Só em Mato Grosso são 44 anos. Dirigi muitos veículos de comunicação. Etc.etc.

            Porém, neste momento, não sei o que escrever!

            Por mais que uma série de assuntos pareça nos atropelar, pouco enxergo de útil neles. Ah. O vírus. Difícil porque está politizado e mergulhado no campo das incompetências públicas e privadas. Ah. A política. Nunca esteve em nível tão baixo. Ah. O futuro. Nunca esteve tão escuro como agora. Ah. Falar das pessoas. Nunca estiveram tão perdidas como agora. Ah. A juventude. Nunca esteve tão perdida como agora. Com a imensa responsabilidade de construir o seu futuro e o da humanidade, mas temos tão pouco a lhe ensinar.

            Puxa vida! Escrever o que, então? Juro que não sei. Em tempos de guerras formais, surgem líderes que conduzem o povo até as coisas se arrumarem. Hoje não se vê no mundo esse tipo de líder. Mesmo vivendo uma guerra. Mas é uma guerra estranha. De nós contra nós mesmos. Pra isso não tem líder que seja capaz de liderar.

            Encerro. Não virá mais de fora o sentido que deverá nos guiar. Virá de dentro de nós. Mas é preciso que se encerre essa fase política pra que tenhamos a consciência de que nada de fora nos ajudará. Cada um será o mestre de si mesmo. Sem cartilhas, sem manuais e sem líderes.  Ditado chinês diz: “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Só nós mesmos!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]     www.onofreribeiro.com.br

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ARTIGOS

Ambiental in-correto

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            Desde a primeira conferência mundial para discutir o meio ambiente, em Estocolmo, na Suécia, em 1972, sucessivamente a questão busca encontrar caminhos e rumos. A recente conferência COP 26 em Glasgow, na Escócia, trouxe mais uma vez, mais perguntas do que respostas. O meio ambiente continua sendo a maior equação humanista do mundo. A pandemia ajudou a confundir o tema. Trouxe medo e reflexão para uma sociedade mundial que não tinha o planeta do primeiro pano.

            A COP 26 foi marcada mais pelas posições políticas e ideológicas do que pela efetiva vontade de resolver os problemas ambientais. Mas colocou discussões muito eficientes e efetivas no ar. Uma delas e vejo-a como absolutamente relevante. Meio ambiente no sentido de proteger o planeta não é mais assunto para amadores. Outra questão também relevante que se concordou lá nas conversas diplomáticas: as discussões ambientais mundiais não terão seguimento efetivo se não tiverem o de acordo do Brasil.

            Vamos por partes. A questão do amadorismo. Nas últimas décadas, em especial depois da conferência Rio 92, o tema entrou na pauta brasileira. E já entrou como pauta política. De repente, tornou-se pauta privativa de ideologia à esquerda. Aí entrou para o campo de partidos ideológicos, para os campi das universidades públicas ideologizadas, para a educação, para os sindicatos do serviço público. Mas teve um agravamento muito pior: entrou politizado ideologicam4ente nos ministérios públicos federal e estaduais.

            De lá para cá as discussões são acaloradas, mas são rasas. No caso de Mato Grosso, que deveria estar no primeiro plano das discussões científicas, está no campo ideológico.  As corporações públicas que deveriam estudar não estudam. As universidades tem produzido documentos rasos e de conteúdo discutível. Os ministério públicos do estado e a unidade federal, encaram o estado de Mato Grosso como um problemas e não enxergam nenhum mérito no estágio alcançado pelos sistemas produtivos. Não reconhecem a tecnologia como ferramenta de uso protetivo do meio ambiente. Encaram junto com os adversários a velha equação do capital demonizado.

            Encerro este artigo trazendo de novo a visão geral da COP 26. Meio ambiente é economia e sustentabilidade fundamentada na gestão humana e econômica. Não é assunto para ser discutido neste mundo totalmente disruptivo como assunto de diretório acadêmico, de sindicatos ou de salas de aula ideologizadas. Muito menos corporações públicas que ainda se baseiam em teses de 30 ou 40 anos atrás, em detrimento de conhecimentos mais modernos e mais efetivos. Sem falar nas ONGS oportunistas que vivem do terrorismo ambiental em busca de centavos do primeiro mundo.

            A ciência contemporânea desafia as universidades, setores da educação, sindicalismo público, setores ambientais dos governos a compreenderem que o mundo mudou. Com terrorismo o único ganho é espantar investimentos correntes no mundo moderno, e empobrecer um país que vem de vôo em vôo de galinha. Meio ambiente é tema de adultos contemporâneos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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