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O PAPEL DA FÉ NA CURA DA COVID

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A covid tem uma força tremenda de minar as fortalezas que cada um de nós constrói.

Com o intuito de ajudar outras pessoas que infelizmente estão passando ou passarão pela mesma situação adversa, farei um relato pessoal pois fui acometido com os sinais mais severos da síndrome, mesmo sem comorbidades, por um pouco não sofri um mal maior.

Construímos nossas vidas com bases que acreditamos serem sólidas e resistentes para enfrentar todos os tipos de infortúnios que a vida possa nos gerar, vou elencar algumas que julgo ser relevantes, mas sem nenhuma ordem de hierarquia de importância.

          Acreditamos que, por construirmos uma reserva financeira, com plano de saúde são suficientes para enfrentar a pandemia. Ledo engano, pois, ao ser acometido pela doença percebi que os leitos mesmo em hospitais privados são limitados e tudo que você reservou vale de quase nada diante do desespero por um atendimento célere e assertivo. Os profissionais são solícitos e competentes, mas como a demanda é muito alta eles não conseguem humanamente atender com tanta atenção ao número incontável de acamados nos mais diversos lugares. Claro que percebi que após tudo isso passar teremos profissionais de saúde com olhos mais aguçados para o tratamento dos doentes e mais assertivos na busca da cura.

          Outra fortaleza que construímos é o nosso emprego onde produzimos com prazer para o crescimento social e econômico da cidade, no entanto as múltiplas dores e desconfortos provocado pela síndrome nos torna de forma meteórica improdutivos sem forças para desenvolver nenhum processo laboral.

          As amizades e o convívio dos amigos já estavam prejudicados com o distanciamento social e com a doença eles cessam de forma absoluta pois você não pode ter mais o contato pessoal face a face com as pessoas o que provoca em nós seres sociais uma profunda tristeza.

          O núcleo familiar é atingido em cheio pois a contaminação de um dos membros geralmente leva a uma contaminação em cadeia nos demais membros levando a fissuras emocionais terríveis pois no meu caso, todos em casa, esposa e filhos foram contaminados o que nos causou angústia ainda maior porque não é só cuidar de si mais também dos seus.

          E por fim a Covid tenta destruir nossa fé. Não importa se você crê em um ser superior ou em uma força, ou de repente não crê em nada, mas nessas horas nos apegamos sempre a alguma coisa para resistir aos efeitos da doença. A fé fica abalada pois por mais que você peça e se esforce pela cura e pelo restabelecimento, os esforços se tornam inócuos pois os exames detectam que as coisas estão indo em direção contraria ao que você planejou.

          E agora com suas fortalezas todas abaladas você pensa que sua hora está próxima e começa a refletir nos seus feitos, nas coisas que deveria ter feito, no afeto que deverei ter demonstrado, nos caminhos que deveria ter trilhado. É nesse momento que a Covid pode te derrotar plenamente, pois sua mente agora está enfraquecida colaborando para o avanço ainda mais rápido da doença.

No entanto, confirmei com a Covid que na vida nunca é hora de desistir, precisei encontrar uma força mental e espiritual muito grande para resistir, comecei a perceber outros aspectos que a doença me trouxe, percebi que a doença fortaleceu ainda mais nossa união no lar, percebi que enquanto estava triste sempre tinha algum profissional de saúde se desdobrando para me ajudar de forma desprendida na minha recuperação, recebi inúmeros contatos de pessoas que sempre tinham uma palavra de alento e ânimo para me dar como forma de carinho e esperança. Li todas as mensagens com muita atenção, pessoas próximas e de longe sempre tentando me ajudar com os médicos, remédios, palavras e orações. Isso me animou! Fez toda a diferença na minha virada contra a doença, pois a coisa mais importante para qualquer ser humano é a de se sentir útil na sociedade e na vida das pessoas. Com ajuda dos que me cercam, e a mente mais forte o corpo tornou mais sensível aos remédios e pouco a pouco a doença foi se dissipando.

          Termino meu relato para ajudar a você que tem alguém em uma situação de Covid, nunca hesite em demonstrar para o doente que ele é importante, dê calor humano à ele, demonstre que ele faz a diferença em sua vida, isso aliado aos cuidados médicos, as orações de fé e ao amor com certeza irão reduzir os óbitos e mais humanizados venceremos juntos essa pandemia.

FRANKES MARCIO BATISTA SIQUEIRA. Doutor em Cultura contemporânea e professor.

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Ame sua vida!

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O mês de julho é dedicado à campanha contra o câncer de cabeça e pescoço, recebendo a cor verde como símbolo. Hoje, dia 27, é o dia propriamente dito de conscientização e combate desse tipo de câncer.

Vale destacar que o tabagismo e etilismo estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, que é o dado mais recente, existem 20,4 milhões de fumantes no Brasil. Já a quantidade de pessoas que consomem bebida alcoólica no Brasil é de 26,4% da população.

Ou seja, temos mais de 20 milhões de pessoas, no Brasil, que podem vir a desenvolver uma infinidade de cânceres, entre os quais o de cabeça e o de pescoço, que são os que incidem na cavidade oral, cavidade nasal, faringe e laringe.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) o câncer que mais se manifesta, e tendo homens como principal grupo de risco, é o de cavidade oral. No ano passado, quase 12 mil novos casos foram registrados.

Estamos diante de um problema sério de saúde pública e privada, já que esses pacientes chegam aos hospitais, muitas vezes em um estado já preocupante da doença, em razão do baixo índice de realização de exames preventivos.

Por outro lado, medidas mais enérgicas precisam ser tomadas para o combate ao fumo. E esse combate deve ser feito de forma imediata, visto que, neste tempo de pandemia, o aumento da ansiedade e a depressão tem ampliado a busca por válvulas de escape como o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.

Uma pesquisa da Fiocruz, de agosto de 2020, aponta que 34% dos fumantes aumentaram o número de cigarros consumidos durante a pandemia. O estudo constatou que esse aumento está diretamente relacionado à insônia, sentimento de solidão, tristeza e nervosismo, problemas que estão se transformando cada vez mais em questões crônicas na sociedade contemporânea.

Estudo recente do INCA também aponta que outras formas de tabagismo, tão letais ou até mais que o cigarro, estão cada vez mais em alta. Como é o caso do narguilé, que já é consumido por aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil. Sem contar cigarros eletrônicos, cachimbos, charutos, entre outras formas de tabagismo, que muitas vezes surgem como formas recreativas, em baladas, rodas de amigos, e aos poucos se transformam em vícios.

A preocupação com câncer de cabeça e pescoço é algo que exige um esforço individual, principalmente, deste grupo de risco que abordo neste artigo de opinião. Parar de fumar certamente não é fácil, mas é uma meta importante e indispensável para quem quer obter uma vida saudável, com menos riscos de neoplasias e de morte.

Formar esse nível de consciência é fundamental para se alcançar saúde e bem-estar. Busque válvulas de escape saudáveis como a prática de atividades físicas, o hábito de leitura, a realização de atividades artesanais. Enfim, procure ajuda, vá ao seu médico regularmente, proteja sua saúde mental também, esteja com pessoas que você ama, faça exames preventivos, lute e ame sua vida!

*Alessandro Henrique Previde Campos é diretor-médico do Hospital São Mateus.

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