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Os três pilares do crescimento econômico pós-pandemia

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Artigo por José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso

Para retomarmos a economia, é necessário observar três pilares: histórico, econômico e regional, minha afirmação é baseada na experiência de empresário no segmento de materiais de construção em Cuiabá, há 40 anos.

Tenho recebido muitas visitas, e consultas de empresários e comerciantes em busca de suporte, de uma saída para seus negócios. O momento é bastante delicado, pois a Covid-19  e seus efeitos negativos com prejuízos econômicos, sociais e na saúde atingem todos.

Minha orientação sempre foi para manter a esperança e o foco, pois é o momento de cada um repensar seu negócio para atender as medidas de biossegurança. Precisamos reinventar o comércio e a maneira de vender.

É bom lembrar que, historicamente, após uma crise mundial a economia tem uma retomada muito rápida, as perdas causadas pela Covid-19 serão recuperadas, a expectativa é que ainda seja no último trimestre de 2020, e em 2021 seja um dos melhores cenários econômicos dos últimos anos.

Um dos motivos, é que devido ao período em que o comércio ficou fechado, o consumo ficou represado. Quem estava em casa confinado comprava somente o básico para sobreviver. Já temos registros de aumento nas vendas do varejo, então quando a Covid-19 for embora de vez, esse consumidor virá com força para comprar.

Por isso, volto a ressaltar: é preciso que cada um prepare seu negócio e suas equipes porque vem aí um novo consumidor no pós-pandemia. Empresários e comerciantes precisam estar preparados para um novo conceito de atendimento ao consumidor. A internet e o delivery estão aí exigindo de cada um adaptações e mudanças urgentes para sobressair num mercado altamente competitivo.

Com acesso à internet, o consumidor que tinha medo de usar o cartão de crédito (eu me incluo nisso), perdeu esse medo. Estou usando a internet e descobrindo um mundo novo de compras que tem um preço diferente.

E por que essa diferença? Porque nas lojas físicas temos uma carga tributária muito pesada. É exatamente nesse ponto que o Estado tem que fazer sua parte e diminuir essa alíquota para que nossos produtos dentro de Mato Grosso fiquem mais competitivos. Caso contrário, nossas lojas físicas vão virar showroom do consumidor que vai até a loja, fotografa o produto e o código de barras. Depois, entra na internet e compra o mesmo produto por um preço mais em conta. E esse consumidor está correto porque temos que olhar a economia no nosso bolso.

Conclamo empresários e comerciantes para repensarmos nossos negócios, mas o Estado tem que vir junto, diminuir a tributação e ser menos cobrador de impostos. E vamos olhar a médio e longo prazo, preparando nossos negócios para o final de ano porque a economia começa a girar.

Bem, e o fato econômico merece nossa atenção: nós brasileiros estamos acostumados com a inflação relativamente alta, com juros de 10%, 15% ao mês, mas hoje são vários investidores que estão com dinheiro nos bancos recebendo juros atualmente na casa dos 2% ao ano, na taxa Selic.

São indicativos de que esse dinheiro investido em poupança e várias formas de aplicações financeiras vai sair e vir para o mercado. Vai haver reforma de casa, troca de um carro novo, um investimento dentro do comércio, uma construção nova. A tendência é de investir em si próprio e na família. Viajar e fazer passeios para conhecer as belezas de Mato Grosso, do Brasil e do mundo, ao invés de ficar recebendo 2% ao ano com o dinheiro parado no banco.

O momento também é propício para renegociação de dívidas com juros baixos. A Selic, que é a taxa básica de juros da economia, está em 2% ao ano. Quem for postergar dívidas não deve aceitar pagar taxa de juros alta, pois com uma taxa baixa, é possível pagar a médio, e longo prazo.

Mais um ponto positivo para Mato Grosso, é a alta do dólar frente ao real, pois somos líder em produção de comodities e de proteínas no Brasil, com isso, as exportações ficaram mais atrativas para os produtores do Estado, e o dinheiro do agronegócio movimenta a economia.

Com a “engrenagem rodando”, o comércio e os negócios voltam a vender bem, permitindo o ganho de dinheiro, fomentando a geração de empregos, permitindo que milhares de famílias continuem com renda. E o Estado recolhe os impostos, e pode reverter em saúde, educação, segurança e infraestrutura para todos os cidadãos.

José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso, e comerciante há mais de 40 anos. Email: [email protected]

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Ame sua vida!

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O mês de julho é dedicado à campanha contra o câncer de cabeça e pescoço, recebendo a cor verde como símbolo. Hoje, dia 27, é o dia propriamente dito de conscientização e combate desse tipo de câncer.

Vale destacar que o tabagismo e etilismo estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, que é o dado mais recente, existem 20,4 milhões de fumantes no Brasil. Já a quantidade de pessoas que consomem bebida alcoólica no Brasil é de 26,4% da população.

Ou seja, temos mais de 20 milhões de pessoas, no Brasil, que podem vir a desenvolver uma infinidade de cânceres, entre os quais o de cabeça e o de pescoço, que são os que incidem na cavidade oral, cavidade nasal, faringe e laringe.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) o câncer que mais se manifesta, e tendo homens como principal grupo de risco, é o de cavidade oral. No ano passado, quase 12 mil novos casos foram registrados.

Estamos diante de um problema sério de saúde pública e privada, já que esses pacientes chegam aos hospitais, muitas vezes em um estado já preocupante da doença, em razão do baixo índice de realização de exames preventivos.

Por outro lado, medidas mais enérgicas precisam ser tomadas para o combate ao fumo. E esse combate deve ser feito de forma imediata, visto que, neste tempo de pandemia, o aumento da ansiedade e a depressão tem ampliado a busca por válvulas de escape como o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.

Uma pesquisa da Fiocruz, de agosto de 2020, aponta que 34% dos fumantes aumentaram o número de cigarros consumidos durante a pandemia. O estudo constatou que esse aumento está diretamente relacionado à insônia, sentimento de solidão, tristeza e nervosismo, problemas que estão se transformando cada vez mais em questões crônicas na sociedade contemporânea.

Estudo recente do INCA também aponta que outras formas de tabagismo, tão letais ou até mais que o cigarro, estão cada vez mais em alta. Como é o caso do narguilé, que já é consumido por aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil. Sem contar cigarros eletrônicos, cachimbos, charutos, entre outras formas de tabagismo, que muitas vezes surgem como formas recreativas, em baladas, rodas de amigos, e aos poucos se transformam em vícios.

A preocupação com câncer de cabeça e pescoço é algo que exige um esforço individual, principalmente, deste grupo de risco que abordo neste artigo de opinião. Parar de fumar certamente não é fácil, mas é uma meta importante e indispensável para quem quer obter uma vida saudável, com menos riscos de neoplasias e de morte.

Formar esse nível de consciência é fundamental para se alcançar saúde e bem-estar. Busque válvulas de escape saudáveis como a prática de atividades físicas, o hábito de leitura, a realização de atividades artesanais. Enfim, procure ajuda, vá ao seu médico regularmente, proteja sua saúde mental também, esteja com pessoas que você ama, faça exames preventivos, lute e ame sua vida!

*Alessandro Henrique Previde Campos é diretor-médico do Hospital São Mateus.

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