ARTIGOS

Preconceito e globalismo

Publicados

em

            O prestigiado jornal de negócios Valor Econômico publicou na semana passada, edição de 11/2, um longo artigo com o título “A nova fronteira que, com riscos, transforma o Brasil”. Trata do crescimento e da evolução do agronegócio de Mato Grosso em particular. Reconhece o crescimento, a evolução tecnológica e o seu peso na economia nacional. Mas ao mesmo tempo questiona que existem riscos ambientais e não reconhece quaisquer esforços feitos ao longo do tempo. O artigo usa o estilo bate e assopra. Mas na essência reflete o título. Põe a questão ambiental como paradigma mundial que em algum momento irá paralisar a produção do agronegócio no Brasil e em Mato Grosso. Independente do estágio de controle ambiental em que se encontre. Pra isso usa um a linguagem muito preconceituosa que hoje domina o movimento crescente de globalismo. Nele as pautas mundiais caminham parta discussões políticas com o discurso construído pra isso. Nas linhas abaixo falarei disso.

            A eleição do presidente dos Estados Unidos deixou bem claro a existência de um movimento crescente em escala muito rápida, chamado de globalismo, O termo ainda circula nos meios políticos e acadêmicos como ponta de uma teoria que se deseja implantar no Brasil. Obviamente copiado do mundo, onde o globalismo cresce muito mais rápido.

            Em que consiste? É, de certo modo, uma evolução do socialismo do século 21. Sem a truculência do socialismo do século 20 que matou milhões e milhões de pessoas na União Soviética, na China, no Cambodja e em países africanos e asiáticos.

            Consiste no chamado multilateralismo. Nele, o poder mundial sai dos governos nacionais, e vai para organizações multilaterais como a Organização das Nações Unidos-ONU, Organização Mundial da Saúde-OMS, Organização Internacional do Trabalho-OIT, Fundo Monetário Internacional-FMI e tantas com a mesma ação mundial. O seu conjunto construiria um governo supra-nacional, engolindo os governos nacionais. Esse tipo de governo se basearia em grande pautas mundiais, como o ambiental, as desigualdades sociais, questões de gênero e sexualidade, questões religiosas e étnicas, o controle sobre o crescimento populacional. É a mesma ordem comunista do século 20. Aí se inclui a não propriedade privada. E explica o artigo do Valor Econômico quando assinala com  insistência, os riscos ambientais. O recado subliminar está muito claro.

            O pano de fundo seria dado pela China socialista, a grande financiadora, pra alcançar a posição de primeira potência mundial nos próximos anos. Junto com a China grandes investidores ocidentais como George Soros, e movimentos secretos ou profundamente camuflados como os Illuminatti,  e o Vaticano. Mas tem muitos outros participantes.

            A eleição do atual presidente dos EUA abriu as portas pro globalismo no Ocidente. E atualiza dois livros ficcionistas do século passado: “1984” e “O Admirável Mundo Novo”. Ambos falam de um mundo dirigido por grandes corporações internacionais. Nesta semana surgiu a informação de que Bill Gates, o dono da Microsoft, já é o maior proprietário de terras nos EUA. Justamente na visão globalista.

            Olhando de forma simplista, parece não ter como evitar que o globalismo domine o mundo num prazo curtíssimo. Ai de quem pensar que é só uma teoria da conspiração!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

Propaganda

ARTIGOS

Dante de Oliveira

Publicados

em

          No último sábado, dia 06, foi a data do nascimento de Dante de Oliveira, em 1952. Morreu com 52 anos, em 2006. Hoje teria 69 anos. Como tudo no Brasil, a memória se apaga rapidamente. Não temos a cultura educadora de respeitar a História vivida. É mais fácil colonizar e guiar um povo sem memória. Tudo fica banal. Se é banal, não tem importância.

Ao contrário do que se pensa, a educação brasileira foi concebida cuidadosamente ao longo do tempo pra não educar. Do contrário, o tipo de lideranças políticas que governam o país eternamente não se repetiriam eleição após eleição. Mandato após mandato!

Voltemos ao Dante. Cuiabano, aquariano, foi estudar engenharia no Rio de Janeiro, pra onde iam quem desejava cursar alguma faculdade. Filho do legendário advogado, Sebastião de Oliveira, o Doutor Paraná,  deputado estadual constituinte em 1946, depois da queda de Getúlio Vargas.

No Rio, Dante enveredou pela política de oposição aos militares e foi nessa condição que retornou a Cuiabá. Em 1978 elegeu-se deputado estadual e em 1982 deputado federal. Em 1984 apresentou na Câmara dos Deputados a também legendária emenda pelas Diretas Já. A emenda pretendia que as eleições presidenciais de 1985 para substituição do presidente General João Baptista de Figueiredo, já fossem pelo voto direto. A emenda não passou, mas mobilizou o país em comícios com até 1 milhão de pessoas em São Paulo.

Apesar da emenda não ser aprovada, nascia ali naquele distante abril de 1984, uma lenda brasileira: “Dante, o Homem das Diretas”. Elegeu-se prefeito de Cuiabá em 1985. Reelegeu-se, foi ministro da Reforma Agrária, governador de Mato Grosso entre 1995 e 2002. Deixou o governo em 2003, distanciou-se da política, embora nunca a tivesse abandonado. Aqui entra outro momento crucial de sua vida política. Substituído pelo empresário Blairo Maggi, pareceu que Mato Grosso não queria mais os seus políticos tradicionais.

Sem oposição, Blairo Maggi governou livremente. O crucial foi que se Dante não tivesse morrido tão cedo, seria o contraponto de Blairo Maggi. Nesse caso, com a experiência de oposicionista experiente na Assembleia Legislativa como deputado estadual e no Congresso Nacional como deputado federal pelo PMDB, certamente daria maior equilíbrio à gestão Maggi. Oposição qualificada ajuda muito mais do que atrapalha. Ainda mais tendo sido governador recente, certamente Dante teria um papel muito balisador na política daquele momento e futura de Mato Grosso. Blairo governou de 2003 a 2010.

Este artigo tem a função única de recordar Dante de Oliveira, antes que a memória mato-grossense se esqueça de um dos seus grandes homens políticos. Dante foi um estadista!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA