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Qual o efeito da blindagem?

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Por Gabriela Carvalho

No mundo corporativo é comum nos depararmos com interlocutores e assessores que blindam seus assessorados, desta forma acham que irão manter o controle das ações, mas, na verdade, isso demostra total despreparo e insegurança em relação ao desenvolvimento de suas ações. Quando acontece a blindagem o assessor deixa de realizar o real papel a se cumprir, que é o de o assessorado ter a oportunidade de esclarecer equívocos e ter sua fala garantida em relação as tomadas de decisão. Contudo, com a blindagem feita por pura insegurança em permitir que os demais colaboradores cheguem até seu assessorado, faz com que o trabalho seja limitado e inconsistente, pois quem precisa repassar as informações sobre determinado tema é o profissional que tem propriedade sobre o assunto, assim o trabalho será bem realizado e seu assessorado terá segurança na prática de suas ações.

Democracia, transparência e empatia são palavras chaves na condução de qualquer processo de construção das ações a se trabalhar. Mas isso não significa que o acesso ao líder seja realizado de forma desordenada, o equilíbrio é importante em todas as situações e a questão do acesso ao assessorado não é diferente, precisa sim, haver uma peneira, saber quais informações e de que forma chegaram para que possa agregar nas tomadas de decisões. Assim, é importante o interlocutor conhecer e avaliar as questões a serem desenvolvidas para que não venha influenciar o resultado do trabalho de forma negativa, mas para isso é necessário que o ego e a vaidade saiam de cena e fazer prevalecer o profissionalismo. Desta forma o assessor terá controle das ações e poderá orientar o seu assessorado de forma clara e sem estabelecer limites que possam satisfazer apenas sua vontade.

Outra questão importante em um ambiente institucional é o empenho daquele que desenvolve o trabalho de forma espontânea, sem interesses envolvidos, quando se consegue unir o profissional e conhecer a necessidade, com intuito de atender o propósito macro, o resultado é certeiro. Outras questões importantes dentro dos relacionamentos nas instituições são os atendimentos. A transparência no dialogo é essencial para o bom resultado. Quando estabelecemos um relacionamento pautado na verdade, mesmo que ela tenha limitações, você não irá gerar uma expectativa falsa ao interlocutor, aquilo que no momento parece que irá gerar uma crise, na verdade você está direcionando sua empresa para o crescimento e credibilidade no mercado. Isso porque uma falsa informação irá gerar uma falsa expectativa, que provoca um dos piores sentimentos em relação ao outro: a frustração.  Aí sim poderá se estabelecer uma crise, colocar sua competência em cheque e instituir um relacionamento sem credibilidade junto aos parceiros.

Blindagem a qual me refiro, são os comportamentos limitantes do assessor em relação ao seu assessorado. Pois, no meu ponto de vista, a questão da blindagem está ultrapassada, hoje vivemos em um mundo que precisamos refletir antes de tratar qualquer assunto, saber o que falar e quando falar. Preparar nosso assessorado é uma competência importante, temos que realizar de todas as formas, para que possam se sair bem em todas as situações.

Concordo que nem todas as informações precisam chegar até seu líder, é necessário que haja uma avaliação anterior, por isso o controle das ações são de suma importância dentro do contexto das deliberações – para alcançar o melhor resultado.

Agora, vamos lá, existem também aqueles assessorados que acham importantes serem blindados. Esses, com certeza, têm tempo de validade, pois não conseguiram avançar e a ilusão de que, dessa forma, poderão desenvolver o seu trabalho livremente e que serão vistos com mais importância no cargo em que ocupam, é um engano. Um líder precisa dialogar, conhecer os pontos fortes e fracos da sua instituição, estar em contato com os colaboradores, mesmo que seja para ouvir as reclamações. Também faz parte do papel do líder desmistificar alguns limitadores que possam dificultar o desenvolvimento das tarefas do cotidiano das suas empresas.

Então, líder, fique atento à sua real importância dentro do contexto administrativo e da gestão da comunicação da sua empresa, porque, caso não consiga firmar uma integração institucional, em pouco tempo, pode estar fora do mercado.

Gabriela Carvalho, graduada em Administração com expertise em Comunicação Social e Relações Institucionais – Email: [email protected]

 

 

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Acordos e desacordos

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            O Brasil está terrivelmente polarizado. Falta um meio termo. O mundo está evoluindo pra fórmulas de Estado e de governos mais abertas e não presas de um estilo dividido e predatório como temos hoje no Brasil. Não se trata de nomes para o governo do país. Trata-se de um modelo de ideias e de propósitos dentro dos quais homens da política se enquadrem. O estilo de dividir pra governar já não responde mais como no passado.

            Vamos aos fatos de hoje. No dia 7 de setembro muitos milhares de pessoas foram às ruas se manifestar em favor do Brasil. Pelo visto, a maior parte dos que defenderam o presidente Bolsonaro defendiam antes o Brasil. Seu apoio dirigia-se à governabilidade mais do que ao homem. A camisa amarela conectava-se à bandeira nacional. Ela é um símbolo criado em 1889, com o início da República. O inconsciente coletivo brasileiro associa o verde amarelo com a noção de pátria. Por isso é importante relatar que nem todos os que foram às ruas no dia 7 foram pela pessoa do presidente da República. Foram pela ideia de Pátria, que neste momento o presidente preside.

            Dito isto, é preciso que se diga que a presença relevante de pessoas vestidas de verde e amarelo nas ruas do país inteiro, produziu uma onda de energia de civismo que há muito não se via. A polarização sentiu perda de força com a identidade brasileira desfilando junto com as pessoas, armadas com a ideia cívica de que a Pátria é maior do que ideologias políticas de quaisquer naturezas.

            Instituições arrogantes e descasadas com a sociedade, como o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional perdido no seu universo de interesses mesquinhos, sentiram a força das ruas.  Em nenhuma outra circunstância o STF descer do seu pedestal admitiria negociar e ceder. Os bastidores do pós 7 de setembro não foram narradas ao público. Mas o que vazou mostrou sucessivas reuniões e acordos entre todos os participantes dos interesses discutidos nas ruas. Todos cederam. O presidente Jair Bolsonaro cedeu em carta pública dirigida à nação onde ajoelhou-se diante do interesse nacional. O STF fez um monte de concessões e o Congresso Nacional fez um monte de compromissos de cumprir a sua missão há muito abandonada em favor de interesses mesquinhos corporativos ou individualistas.

            Os partidos políticos destacados como MDB, DEM, PSDB, PSD, o Centrão e outros mais à direita entenderam que os seus parlamentares no Congresso precisam assumir o seu papel parlamentar. Envergonhados com as completa omissão dos últimos anos. Um belo puxão de orelhas em verde e amarelo.

            O Brasil vai se medir por outros valores de agora por diante. Os acordos e os desacordos construídos no dia 7 de setembro à noite e no dia 8 o dia inteiro e à noite, do ponto de vista pública apareceram na carta do presidente. Mas os bastidores mudaram os rumos do país. O SFT abriu mão de governar. O Senado e a Câmara dos Deputados se dispuseram a legislar com decência e compromissos nacionais. Isso teve o mesmo valor que uma revolução.

            O país pós 7 de setembro mudou os rumos. Ainda que pareça que as ideologias e a polarização ainda permaneçam, é só uma questão de breve tempo pra se perceber que o país mudou. Li em artigo muito qualificado esta semana, que uma nova energia paira sobre o Brasil desde então. Os brasileiros começaram a perceber que são maiores do que o corporativismo eleito e o nomeado neste país. Qualquer coisa, volta às ruas. Aprendeu-se a lição da cidadania. É uma construção poderosa, lenta e constante!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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