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Trabalho, responsabilidade e transparência no combate à COVID-19

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Meus irmãos e minhas irmãs luverdenses.

Uma pandemia provocada pelo novo Coronavírus chegou com tudo em Mato Grosso. É um momento muito delicado de nossa história e um momento que exige calma, comprometimento de todos, muito trabalho e ação, para que nosso município consiga enfrentar essa dificuldade.

Desde o mês de março fomos obrigados a tomar decisões duras, fomos obrigados a trabalhar mais, a perder o sono e quase abrir mão de nossas vidas pessoais para voltar a nossa atenção exclusiva às necessidades da população.

Cancele o Show Safra e fomos um dos primeiros municípios do Estado a definir restrições com o objetivo de impedir o avanço do COVID 19. Desde o início, antes de obter EPIs, álcool gel, medicamentos, respiradores, porque sabíamos que esses insumos estavam perdidos no mercado. Criamos também um plano de contingência que conforme a necessidade, estamos usando na prática.

Ainda em março é criado o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, composto por profissionais da saúde, representantes dos verificadores, Ministério Público, Defensoria Pública e representante do Hospital São Lucas. Também cria um Comitê Econômico, com o objetivo de reduzir a perda de empregos e postos de trabalho em Lucas do Rio Verde.

Então fomos ouvindo os clamores das empresas, da ACILVE, da CDL, dos vereadores e as medidas foram sendo flexibilizadas. Nós entendemos o apelo porque não se tratava mais de macroeconomia, como no Show Safra, mas de empregos e salários que impactam nos menores, no autônomo, nos pequenos chefes de família que precisam garantir o alimento na mesa.

Mas os casos aumentaram e as medidas que tomamos nos últimos 15 também foram duras, mas entendemos que foram acertadas, tanto é que os outros municípios da região e até a capital seguiram a liderança de nosso município e também instituíram toque de recolher depois de nós.

O problema dessas medidas é que quanto mais resultado elas apresentam, mais dão a sensação de que são desnecessárias ou de que foram feitas cedo demais.

10 novas UTIs – Único município da região que abriu leitos por conta própria

O plano de contingência envolvia a criação de 10 leitos de UTI em Lucas do Rio Verde, que seriam abertas caso a rede estadual estivesse sendo toda ocupada. O serviço de UTI é de alta complexidade e é regulado pelo governo do Estado. Isso porque a maioria dos municípios não tem nem os profissionais necessários para atender em UTI, existem poucos médicos intensivistas em Mato Grosso.

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Conforme a pandemia avançou no estado, abrimos esses novos 10 leitos no hospital, que só foram possíveis graças aos 5 respiradores custeados pelo município e outros 4 custeados pela sociedade, que se uniram em uma campanha organizada pela CDL.

Além das UTIs, Lucas conta com 22 leitos de enfermaria para COVID-19 e respiradores de emergência no PAM. Implantamos o Teleatendimento que está realizando cerca de 150 atendimentos por dia.

Estabelecemos desde 20 de maio o protocolo de fornecimento de medicamentos em estágio inicial dos sintomas (Kit COVID), antes mesmo da confirmação do exame. Hoje Lucas conta com estoque de medicamentos suficientes, isso porque fomos atrás de adquirir os remédios ainda no início do problema.

Fomos buscar profissionais da saúde que estão em falta em todo o Mato Grosso e conseguimos trazer médicos para a abertura de novas unidades sentinela. Hoje contamos com 3 unidades atendendo pacientes com sintomas gripais.

Realizamos o aporte de mais de R$ 2 milhões no Hospital São Lucas exclusivamente para COVID, além dos repasses tradicionais do contrato de gestão e complemento da tabela SUS.

Estamos realizando uma parceria com o Instituto Federal de Lucas do Rio Verde para que nosso município possa realizar os exames RT – PCR aqui mesmo, sem necessidade de enviar para o Laboratório Central do Estado e com isso ganhar celeridade nos resultados.

Conseguimos viabilizar dois mil testes rápidos e estamos testando constantemente profissionais da saúde e da segurança.

Distribuímos cestas básicas para as pessoas em situação de vulnerabilidade, Kits merenda e também demos assistência aos moradores em situação de rua, fornecendo dormitórios, refeições e recolocação no mercado de trabalho.

Nossas equipes também se reinventaram e os nossos professores inovaram com aulas online e deram um show. Nossos professores da cultura também conseguiram dar aulas à distância e nossos bravos guerreiros do esporte gravaram vídeo aulas e ajudam até mesmo na fiscalização. Até um campeonato de E-sports desenvolvemos no município.

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O problema não é de falta de investimento ou recursos, mas de falta de profissionais e insumos indisponíveis no mercado, o sedativo que é utilizado para entubar um paciente está em falta em todo o país.

Mas estamos trabalhando muito, nossos profissionais da saúde são incansáveis, seja da secretaria, seja das unidades de saúde ou do HSL. Nossa valente Guarda Municipal está se desdobrando para conseguir fiscalizar e infelizmente estamos encontrando muitas aglomerações, principalmente em casas e eventos particulares, se não nos cuidarmos vai faltar leitos, vai faltar vagas e o sistema de saúde não vai dar conta de absorver a demanda.

Acompanho diariamente a situação, juntamente com o Secretário de Saúde e com os comitês, para a elaboração dos decretos e para avaliação das medidas necessárias.

Temos plena convicção de que nosso município é um dos que mais bem se preparou para o enfrentamento desse desafio e nossa porcentagem de óbitos em relação aos contaminados é menor do que a do Estado e a do País. Nenhum desses óbitos ocorreu por falta de atendimento ou falta de medicamento. Nenhum desses óbitos aconteceu por falta de leitos ou falta de UTI.

Mas cada um desses óbitos tem um rosto, um nome e uma saudade que dói no coração de seus familiares e amigos. Em respeito a essas pessoas e a todos os profissionais da linha de frente, seja da saúde, da limpeza ou da segurança, peço a todos que se cuidem. Cuidem das pessoas a sua volta e entendam que esse vírus mata.

Rogo a toda a sociedade civil, que sempre será um problema quando houver um problema resolvido, que poderá fazer isso novamente. Que pode colocar a mão na consciência e pensar no próximo. O momento é de união! União em defesa da vida, união a favor de Lucas do Rio Verde.

Um forte abraço a todos

Luiz Binotti

Prefeito Municipal de Lucas do Rio Verde

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Ambiental in-correto

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            Desde a primeira conferência mundial para discutir o meio ambiente, em Estocolmo, na Suécia, em 1972, sucessivamente a questão busca encontrar caminhos e rumos. A recente conferência COP 26 em Glasgow, na Escócia, trouxe mais uma vez, mais perguntas do que respostas. O meio ambiente continua sendo a maior equação humanista do mundo. A pandemia ajudou a confundir o tema. Trouxe medo e reflexão para uma sociedade mundial que não tinha o planeta do primeiro pano.

            A COP 26 foi marcada mais pelas posições políticas e ideológicas do que pela efetiva vontade de resolver os problemas ambientais. Mas colocou discussões muito eficientes e efetivas no ar. Uma delas e vejo-a como absolutamente relevante. Meio ambiente no sentido de proteger o planeta não é mais assunto para amadores. Outra questão também relevante que se concordou lá nas conversas diplomáticas: as discussões ambientais mundiais não terão seguimento efetivo se não tiverem o de acordo do Brasil.

            Vamos por partes. A questão do amadorismo. Nas últimas décadas, em especial depois da conferência Rio 92, o tema entrou na pauta brasileira. E já entrou como pauta política. De repente, tornou-se pauta privativa de ideologia à esquerda. Aí entrou para o campo de partidos ideológicos, para os campi das universidades públicas ideologizadas, para a educação, para os sindicatos do serviço público. Mas teve um agravamento muito pior: entrou politizado ideologicam4ente nos ministérios públicos federal e estaduais.

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            De lá para cá as discussões são acaloradas, mas são rasas. No caso de Mato Grosso, que deveria estar no primeiro plano das discussões científicas, está no campo ideológico.  As corporações públicas que deveriam estudar não estudam. As universidades tem produzido documentos rasos e de conteúdo discutível. Os ministério públicos do estado e a unidade federal, encaram o estado de Mato Grosso como um problemas e não enxergam nenhum mérito no estágio alcançado pelos sistemas produtivos. Não reconhecem a tecnologia como ferramenta de uso protetivo do meio ambiente. Encaram junto com os adversários a velha equação do capital demonizado.

            Encerro este artigo trazendo de novo a visão geral da COP 26. Meio ambiente é economia e sustentabilidade fundamentada na gestão humana e econômica. Não é assunto para ser discutido neste mundo totalmente disruptivo como assunto de diretório acadêmico, de sindicatos ou de salas de aula ideologizadas. Muito menos corporações públicas que ainda se baseiam em teses de 30 ou 40 anos atrás, em detrimento de conhecimentos mais modernos e mais efetivos. Sem falar nas ONGS oportunistas que vivem do terrorismo ambiental em busca de centavos do primeiro mundo.

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            A ciência contemporânea desafia as universidades, setores da educação, sindicalismo público, setores ambientais dos governos a compreenderem que o mundo mudou. Com terrorismo o único ganho é espantar investimentos correntes no mundo moderno, e empobrecer um país que vem de vôo em vôo de galinha. Meio ambiente é tema de adultos contemporâneos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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