Momento Destaque

Aumentos maiores que 4% são margem de lucro e não reajuste de ICMS, diz chefe da Casa Civil

Publicado

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que os aumentos de preços em produtos de alguns setores do comércio foram consequência de acréscimos na margem de lucro e não pela redução dos incentivos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como empresários vêm argumentando.

“Uma redução de até 4% nos incentivos do ICMS, que aconteceu em alguns setores, não justifica aumentos nos preços acima de 10%, como temos visto no comércio. Tem setores, na verdade, que aproveitaram a reinstituição dos incentivos fiscais para repassar para o consumidor preços que não condizem com a real situação fiscal”, pontuou.

Carvalho explicou que a reinstituição dos incentivos fiscais entrou em vigor em 1º de janeiro e promoveu o equilíbrio fiscal para os setores produtivos e do comércio. A intenção com o projeto, segundo ele, foi a de proteger empresas mato-grossenses da concorrência de grandes grupos nacionais.

Em alguns casos, houve readequação da alíquota dos incentivos sobre o ICMS, porém, no caso do comércio varejista, por exemplo, os optantes pelo Simples Nacional deixaram de pagar o ICMS antecipadamente e passaram a fazê-lo somente após as vendas, facilitando a aquisição de estoque.

“Ocorria uma concorrência desleal entre empresas de Mato Grosso e grupos nacionais. Com a reinstituição dos incentivos não é mais possível que empresas do mesmo ramo recebam incentivos desiguais e a concessão de benefícios agora é feita de forma igualitária e desburocratizada. Assim, os grupos econômicos acabam tendo maior segurança jurídica e interesse em investir em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento ao Estado”, afirmou o chefe da Casa Civil.

“Mesmo assim, alguns empresários aproveitaram que houve uma redução dos incentivos para repassar valores abusivos aos consumidores, valores esses, muito maiores do que realmente representa a readequação do ICMS”, completou o secretário.

De acordo com ele, a regulação de mercado fará com que os preços se estabilizem, considerando o momento como de transição das novas regras.

“O mercado é soberano e tem liberdade para praticar os preços que achar que deve, mas os órgãos de controle e fiscalização estão atuando e o consumidor tem total liberdade de consumir onde ele queira. Quem vai realmente ter a melhor rentabilidade nesse sistema serão os empresários que repassarem apenas a readequação de no máximo 4%, e não buscarem o aumento da margem de lucro”, concluiu Mauro Carvalho.

Fonte: GOV MT
Comentários Facebook
publicidade

Momento Destaque

Coreme divulga segunda chamada para o Programa de Residência Médica

Publicado

A lista de segunda chamada está disponível no site da prefeitura

A Comissão de Residência Médica de Lucas do Rio Verde (Coreme) divulgou nesta quarta-feira (19) a segunda chamada para o Programa de Residência Médica. Dos candidatos, seis foram aprovados e 24 classificados para a especialização em Medicina de Família e Comunidade.

A lista de segunda chamada está disponível no site da prefeitura, no link:

 https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/arquivos/publicacoes/698/2_chamada_2020.pdf.

A Comissão de Residência Médica de Lucas do Rio Verde informa que o programa tem duração de dois anos e os médicos aprovados receberão a bolsa ofertada pelos Ministério da Educação e Saúde e bolsa de incentivo da Secretaria Municipal de Saúde no valor de R$ 8 mil. A proposta do programa é formar profissionais com conhecimentos e habilidades em prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação dos agravos mais frequentes, buscando altos índices de resolutividade na Atenção Primária a Saúde.

As dúvidas referentes ao processo seletivo poderão ser sanadas por e-mail: [email protected] ou por telefone (65) 3548-2304.

Fonte: Prefeitura

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento Destaque

Crise EUA x Irã: O esboço de uma guerra de inteligência

Publicado

Para debater a recente questão entre os EUA e Irã é importante começar avaliando o passado político e diplomático que envolve os dois países ao longo da história. EUA, outras potências e Irã, assinaram, ainda durante o Governo Obama, um acordo para impedir o país do oriente médio desenvolvesse programa nuclear contra Israel – uma meta pública do Governo iraniano.

Esse acordo não previu nenhuma cláusula de restrição ao Irã, no que diz respeito à expansão do regime Xiita para outros países, em particular para aquela área do Oriente Médio, em que o Irã tem interesse em expandir a sua atuação. Esse fato acabou levando o presidente Donald Trump a adotar várias medidas tentando fazer o Irã limitar a sua atuação fora do seu território. Porém, não era a interação do Irã fazer isso.

Com o decorrer do tempo, os EUA viram que os bilhões de dólares investidos e as facilidades econômicas concedidas ao Irã durante a gestão Obama, estavam sendo menos utilizados para benefício da população iraniana e mais para preparação de armamentos capazes de transformar o país em uma potência militar. Esta medida conferiria ao Irã o poder de influenciar, através de uma agenda revolucionária, ações no Líbano, na Síria, no Iraque e em outros países da região.

Enxergando além da aparência diplomática, o governo americano deixou o acordo e iniciou pressões econômicas mais fortes contra o Irã, que perdeu fôlego na sua própria sobrevivência econômica. Essa medida impões ao Irã a opção de sentar à mesa para negociar novos termos ou para limitação do seu próprio expansionismo político na região ou, contrariamente aos EUA, frear o expansionismo Iraniano.

O general Qassem suleimani, considerado a segunda pessoa mais forte do país, entendeu que o mais adequado para o Irã seria criar uma série de ações belicosas, por parte do Irã, para através delas buscar um acordo com os EUA que fosse mais favorável ao Irã. E como disse o próprio presidente americano Donald Trump, o Irã nunca ganhou uma guerra, mas sempre venceu todas as batalhas diplomáticas e sempre fez os melhores acordos.

O que aconteceu com isso é que ele passou a iniciar uma série de ações que viessem de alguma forma a forçar aos EUA a essa posição. Então foram iniciados uma série de atentados contra navios americanos e outros navios na região. A derrubada de um drone americano fora da área do Irã. E entre outras ações, a preparação para ser feita uma nova Benghazi no Iraque.

Acompanhamos na imprensa a invasão dos seguidores do general Solimani na área verde onde está a embaixada americana. Buscando verificar um mínimo de resistência para lá criar um novo Benghazi. Esse era um plano que todos sabiam. E sendo feito isso eles tomariam a embaixada americana e os reféns americanos. E tentariam forçar, dessa maneira, aos EUA que negociassem a libertação dos seus cidadãos e dos reféns por conta de uma política menos severa com o Irã, particularmente nas restrições econômicas.

Ao notar esse plano, logicamente conhecido e amplamente divulgado, o Presidente americano Donald Trump entendeu que esta negociação, próxima e futura, deveria ser feita com reféns já obtidos pelo Irã e que o país deveria ser paralisado através de uma ação enérgica de liquidação e morte desse general.
Esse olhar histórico é fundamental para entendermos que isso é uma guerra política muito mais travada no campo da inteligência do que propriamente na configuração de ações armadas. Ações armadas apenas conduzidas para pressionar por um acordo.

Feita a intervenção americana, em minha opinião, até bastante cirúrgica, apenas com a morte do general, sem danos colaterais, o efeito foi o levante, primeiramente, dos seguidores do general no próprio Irã e em seguida a busca forçada por apoio da Europa na condenação do atentado americano. Logicamente que o que está em jogo não é exatamente a morte do general, mas sim toda uma política, uma geopolítica de dominação do Oriente Médio.

Nesse jogo de inteligências, a Europa acabou entendendo que se ela seguisse numa linha de condenação Americana deporia contra Si, tendo ao final, que aceitar o aumento do preço do petróleo e as consequências do fortalecimento econômico do Irã. Uma atitude, tomada muito rapidamente em termos políticos, que obrigou o Irã a moderar suas reações.

É primordial ressaltar a política de negociação leonina que Donald Trump adota, desde que iniciou a gestão. Sendo este, o ano da corrida à reeleição, contar com o apoio popular massivo, não obstante às tentativas democratas de encontrar irresponsabilidade no ato do Presidente, o próprio partido Democrata não cogitou a situação como antiamericana particularmente.

Por Carlos Barbieri – Analista político e economista

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento MT

Momento Nacional

Momento Esportes

Momento Entretenimento

Mais Lidas da Semana