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Auxílio de R$ 600: pagamentos voltam segunda e vão até sexta; veja calendários

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Divulgação/Agência Senado

Pagamentos do auxílio de R$ 600 são retomados nesta segunda para todos os que têm direito

Os pagamentos referentes ao auxílio emergencial de R$ 600, que já beneficiaram mais de 55 milhões de brasileiros, segundo a Caixa Econômica Federal, quem faz os depósitos e libera os saques, voltam a ser feitos nesta segunda-feira (25). O calendário prevê que a segunda parcela termine de ser pagos na sexta-feira (29), e que a liberação dos saques e transferências para os que receberem pelo aplicativo Caixa Tem comecem no sábado (30). Para quem foi aprovado a receber o auxílio depois do calendário original, os saques da primeira parcela também vão até sexta.

Leia também: Bolsonaro diz que haverá 4ª e 5ª parcelas de auxílio emergencial, mas menores

Mais espaçado, o pagamento da segunda parcela do auxílio começou na última segunda-feira (18) para os beneficiários do Bolsa Família e na quarta (20) para os que receberam ou ainda vão receber pela poupança digital da Caixa e vai durar, respectivamente, até 29 e 26 de maio.

Enquanto os inscritos no programa de transferência de renda já podem movimentar os recursos e sacá-los com o cartão do próprio Bolsa Família, os demais ainda não podem fazer o saque dos R$ 600 ou realizar transferências referentes à segunda parcela. Até o próximo dia 30, o ‘coronavoucher’ só poderá ser movimentado pelo próprio Caixa Tem , que permite que o usuário emita um cartão de débito digital . Por todo o Brasil, muitos estabelecimentos, como supermercados, já aceitam pagamentos por esse meio. Saiba como usá-lo aqui .

Portanto, os trabalhadores que recebem o auxílio e não são beneficiários do Bolsa Família já podem usar os recursos recebidos, mas não devem ir até as agências neste momento. A etapa presencial para esse grupo só começa no dia 30, reforça a Caixa, relembrando que, ainda assim, os trabalhadores precisarão ter paciência, porque o calendário é mais longo do que o da primeira parcela, buscando evitar filas e aglomerações, cenas que foram recorrentes no início do pagamento do coronavoucher . Nascidos em dezembro, por exemplo, só poderão sacar e transferir a segunda parcela a partir de 13 de junho.

Quem pode sacar e transferir os recursos até 29 de maio são os que receberam a primeira parcela com atraso. O novo lote de aprovados pela Dataprev começou em 19 de maio e vai até a próxima sexta, um dia antes da liberação dos saques e transferências para os que receberam a primeira parcela anteriormente, no calendário “normal”, que já estão recebendo a segunda parcela.

Segundo o presidente da Caixa , 30,4 milhões de brasileiros já receberam tanto a primeira quanto a segunda parcela do auxílio até este sábado, número que ainda vai subir com o complemento dos depósitos, que será retomado na segunda e vai até terça-feira (26). Ao todo, 55,1 milhões já receberam pelo menos a primeira parcela, montante que também vai subir, já que muitos estão no calendário atrasado da primeira parcela, ainda em vigor. O balanço aponta que o banco público já pagou R$ 60 bilhões em auxílio até este sábado (23), incluindo a primeira parcela, a segunda e os que receberam a primeira depois.

Leia também: Auxílio: quase 10 milhões ainda aguardam análise; R$ 60 bilhões já foram pagos

Confira os diferentes calendários do auxílio

Primeira parcela “atrasada” para quem foi aprovado depois:

  • Nascidos em janeiro: saques a partir de 19 de maio;
  • Fevereiro: 20 de maio;
  • Março: 21 de maio;
  • Abril: 22 de maio;
  • Maio, junho e julho: 23 de maio;
  • Agosto: 25 de maio;
  • Setembro: 26 de maio;
  • Outubro: 27 de maio;
  • Novembro: 28 de maio; e
  • Dezembro: 29 de maio.

Segunda parcela para beneficiários do Bolsa Família:

  • 18 de maio: NIS final 1;
  • 19 de maio: NIS final 2;
  • 20 de maio: NIS final 3;
  • 21 de maio: NIS final 4;
  • 22 de maio: NIS final 5;
  • 25 de maio: NIS final 6;
  • 26 de maio: NIS final 7;
  • 27 de maio: NIS final 8;
  • 28 de maio: NIS final 9; e
  • 29 de maio: NIS final 0.

Depósito da segunda parcela em poupança social:

  • Nascidos em janeiro e fevereiro: 20 de maio;
  • Nascidos em março e abril: 21 de maio;
  • Nascidos em maio e junho: 22 de maio;
  • Nascidos em julho e agosto: 23 de maio;
  • Nascidos em setembro e outubro: 25 de maio; e
  • Nascidos em novembro e dezembro: 26 de maio.

Liberação de saques e transferências da poupança social da segunda parcela:

  • Nascidos em janeiro: liberação em 30 de maio;
  • Fevereiro: 1º de junho;
  • Março: 2 de junho;
  • Abril: 3 de junho;
  • Maio: 4 de junho;
  • Junho: 5 de junho;
  • Julho: 6 de junho;
  • Agosto: 8 de junho;
  • Setembro: 9 de junho;
  • Outubro: 10 de junho;
  • Novembro: 12 de junho; e
  • Dezembro: 13 de junho.

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Medidas dos EUA diminuem exportações brasileiras em US$ 1,6 bi por ano

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As medidas de protecionismo comercial tomadas pelos Estados Unidos têm impacto de US$ 1,6 bilhão nas exportações brasileiras por ano. A estimativa consta de levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Há dois anos, o governo do presidente Donald Trump começou a adotar medidas que afetaram as exportações brasileiras. A primeira foi a imposição, em março de 2018, de quotas para as compras de aço brasileiro e a taxação de 10% das compras de alumínio do país. Essas duas medidas tiveram impacto de US$ 1 bilhão por ano, no caso do aço, e de US$ 200 milhões para as vendas de alumínio.

A medida foi tomada por meio da Seção 232, sob o argumento que as importações feriam a segurança nacional dos Estados Unidos. Diversos países, como Rússia, Índia e Turquia, e a União Europeia abriram reclamações na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os norte-americanos.

As outras duas medidas que prejudicaram as exportações brasileiras foram tomadas neste ano. Em janeiro, os Estados Unidos iniciaram investigação que pode sobretaxar exportações de molduras de madeira do Brasil e da China em até 200%. De acordo com a CNI, essa ação pode diminuir as exportações brasileiras em US$ 300 milhões por ano.

A medida mais recente foi tomada em março, quando os Estados Unidos abriram novas investigações de dumping e subsídios contra importações de chapas de alumínio do Brasil e outros 13 países, com a possibilidade de sobretaxar os produtos em até 27%. A ação pode impactar a balança comercial brasileira em até US$ 100 milhões por ano.

As ações mais recentes foram possíveis porque os Estados Unidos revogaram unilateralmente margens de preferência para países em desenvolvimento em ações contra importações subsidiadas. O governo norte-americano também alterou a legislação para considerar manipulações da taxa de câmbio como subsídios e abrir caminho para a aplicação de sobretaxas.

No ano passado, o Brasil importou US$ 300 milhões a mais do que exportou para os Estados Unidos, nosso segundo maior parceiro comercial. Foram US$ 29,7 bilhões em exportações e US$ 30 bilhões em importações. Nos cinco primeiros meses de 2020, as exportações para os Estados Unidos de bens industrializados caíram cerca de 30% até maio, ou US$ 3,2 bilhões, em relação ao mesmo período de 2019.

Edição: Fernando Fraga

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Captação da poupança diminui em junho, mas bate recorde para o mês

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Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 20,53 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. Em junho do ano passado, os brasileiros tinham depositado R$ 2,5 bilhões a mais do que tinham sacado.

A captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – diminuiu em relação a maio, quando atingiu o recorde de R$ 37,2 bilhões para todos os meses. Mesmo assim, o resultado de junho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 84,43 bilhões nos seis primeiros meses do ano.

A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos superaram os saques em R$ 12,17 bilhões. A poupança captou R$ 30,46 bilhões em abril e bateu o recorde de R$ 37,2 bilhões em maio.

A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiram-se em maior volume de depósitos na poupança. Por causa da turbulência no mercado financeiro, os títulos do Tesouro Direto têm registrado oscilações nas taxas de juros.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com a Selic no menor nível da história, o investimento estava rendendo menos que a inflação no início do ano. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento positivo.

Nos 12 meses terminados em junho, a aplicação rendeu 3,19%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 1,92% LINK 1  . O IPCA cheio de maio será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 10.

Para este ano, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,63% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) LINK 2  . Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,57% este ano, caso a Selic de 2,25% ao ano estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo do primeiro semestre, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Edição: Fernando Fraga

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