Política Nacional

Blocos de rua e desfiles esquentam a já antiga relação política e carnaval

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Reprodução/ Instagram @thiago_nego_braz

Bloco de Belo Horizonte protesta contra governador do Estado

O clima político presente nos desfiles de escola de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo também esteve presente nos cortejos e nas fantasias dos blocos de rua de duas capitais brasileiras neste sábado (22) de carnaval.

Em Belo Horizonte, o Então, Brilha levou milhares de foliões em cinco horas de cortejo na manhã do primeiro dia oficial de carnaval no clima de crítica ao governador de Minas, Romeu Zema e à Polícia Militar.

Uma exigência feita pelo Corpo de Bombeiros às vesperas da folia, referente aos trios elétricos, impediu que alguns blocos da capital mineira desfilassem neste ano. O Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais da cidade, cancelou o seu cortejo.   

Caetano Veloso em SP: Bloco Tarado Ni Você toma as ruas do centro

Da política também saiu a solução do problema. Ao menos dez blocos do carnaval belo-horizontino que teriam seus desfiles cancelados desfilaram com carros cedidos pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). Entre eles, o bloco Fúnebre, que desfilou na noite de sexta-feira (21).

“O que a Polícia Militar e o governo Zema tentaram fazer contra o Carnaval de BH é um atentado contra a cultura, o turismo e a economia mineira”, afirmou em sua conta do Facebook o organizador do Volta Belchior e representante da Santa Tereza Independente Liga (SI LIGA).


A imagem ilustra o trio elétrico da CUT, já posicionado na Praça da Bandeira para ser usado pelo Bloco Fúnebre, na última sexta-feira.

Fantasias

Os foliões também usaram suas fantasias para demonstras suas posições políticas com a participante do Então, Brilha que homenageou a vereadora Marielle Franco .

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Ainda não superei o @entao_brilha_ gente! ? Coisa mais linda! ?

Uma publicação compartilhada por Natália Alvarenga (@nahalvarenga) em 4 de Mar, 2019 às 6:32 PST


No Bloco Volta, Belchior além de se divertir, foliões mostravam suas críticas ao governo federal.

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#foramilicianos #carnaval #voltabelchior

Uma publicação compartilhada por Alexandre Amaro (@alexandreamaro_) em 22 de Fev, 2020 às 10:36 PST


No Rio de Janeiro, o desfile do Prata Preta também trouxe fantasias ironizado a fala do ministro Paulo Guedes sobre domésticas indo para a Disney.

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Ei Guedes vai tomar no cu!!! #pratapreta

Uma publicação compartilhada por Nádia Pereira de Carvalho (@nadiaperere) em 22 de Fev, 2020 às 9:07 PST


Nas avenidas

O tom de crítica do Carnaval 2020 começou nos sambódromos do Rio de Janeiro e São Paulo já nos primeiros desfiles do ano.

A Escola Acadêmicos de Vigário Geral que participou em 2020 da Série A carioca, divisão de acesso do Carnaval do Rio, abriu seu desfile da com uma alegoria que retrata o palhaço Bozo com a faixa presidencia l e fazendo o gesto de “arminha” com as mãos.

Vigário Geral abre desfile no Rio com Bolsonaro de “Bozo” e fazendo arminha

A Vigârio Geral levou à avenida o enredo “O Conto do Vigário”, de Alexandre Costa, Lino Salles, Marcus do Val e Rodrigo Almeida, sobre as mentiras contadas por políticos no País.

Já na cidade de  em São Paulo, a atual campeã Mancha Verde entrou na avenida com o samba-enredo “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!”, criticando a relação entre política e religião.

Uma das alas foi toda dedicada à frase “meninos vestem azul, meninas vestem rosa” da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

No desfile da Mancha, a frase de Paulo Guedes sobre as domésticas também foi lembrada. Em um dos carros alegóricos uma foliã estava com um uniforme de doméstica, um passaporte e orelhas de Mickey, símbolo da Disney.

Relação antiga

O carnaval brasileiro sempre foi um espaço de debate político. O Prata Preta é um bloco de historiadores que desfila há 15 anos nas ruas do Rio de Janeiro e sempre abordou temas políticos.

“O Prata Preta é um bloco político , que carrega resistência, e feito por pessoas que pautam a luta por igualdade de direitos. O momento que a gente tá vivendo hoje no carnaval do Rio de Janeiro, em termos de repressão, nos preocupou ao longo do ano, mas estamos aqui para brincar, pular e curtir com alegria. Todo mundo se respeita”, afirma Kiev Medeiros, porta-estandarte e diretora do Prata Preta.

No Facebook, o organizador do bloco Volta, Belchior també relaciona a política ao carnaval em Belo Horizonte quem vem crescendo anualmente após tomar as ruas da cidade há cerca de dez anos.

“O Carnaval de BH renasceu político e rebelde e para sempre assim será. Agora é hora de pular a folia, se divertir e lutar. Mas após o período carnavalesco, temos que nos organizar para exigir a aprovação de uma Lei do Carnaval, pois só ela pode institucionalizar a festa para não ficarmos dependentes dos humores de pessoas inescrupulosas como as que tentaram acabar com o evento”, diz Kerison na rede social.

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Política Nacional

Justiça acata decreto de Bolsonaro sobre funcionamento de igrejas e lotéricas

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Tribunal Regional Federal (2ª região)


O Tribunal Regional Federal da 2ª região permitiu que o decreto editado pelo presidente, Jair Bolsonaro, que torna o funcionamento de igrejas, templos religiosos e lotéricas em serviços essênciais, entrasse em vigor, após atender ao pedido da Advocacia Geral da União para analisá-lo.

Além de permitir o funcionamento destes locais, que passaram a ser compreendidos como essênciais no combate ao novo coronavírus, a decisão da justiça também impediu  que o governo federal e o munícipio de Duque de Caxias se abstivessem de adotar medidas de estímulo ao isolamento social, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também: Governo mantém fronteira com Venezuela fechada

A decisão ainda contempla a necessidade do governo federal e da prefeitura de Duque de Caxias serem obrigadoas a manter o compromisso manter o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde, sob pena de multa.

O desambargador, Reis Friede, que decidiu sobre o caso afirmou que a justiça da primeira instância havia usurpado a competência do legislativo e do executivo ao suspender o decreto presidencial.


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Redução de contribuições ao Sistema S passa a valer nesta quarta-feira

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Edição extra do Diário Oficial da União da terça-feira (31) trouxe a publicação da Medida Provisória 932/2020, que reduz por três meses as contribuições recolhidas pelas empresas para financiar o Sistema S. A medida integra o pacote do governo federal para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus na economia. 

Pelo texto, a partir desta quarta-feira (1º) até 30 de junho de 2020, ficam reduzidas as alíquotas das contribuições aos serviços sociais autônomos para os seguintes percentuais: 

  • Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop): 1,25% 
  • Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Social do Transporte (Sest): 0,75% 
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat): 0,5% 
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar): 1,25% da contribuição incidente sobre a folha de pagamento; 0,125% da contribuição incidente sobre a receita da comercialização da produção rural devida pelo produtor rural pessoa jurídica e pela agroindústria; e 0,10% da contribuição incidente sobre a receita da comercialização da produção rural devida pelo produtor rural pessoa física e segurado especial.

A MP estabelece também que, durante os três meses de corte nas contribuições, as entidades do Sistema S terão que destinar à Receita Federal 7% do valor arrecadado, como retribuição pelos serviços de recolhimento e repasse. O percentual é o dobro do até então previsto (3,5%) na Lei 11.457/07.

De acordo com o Poder Executivo, os percentuais pagos pelo setor produtivo sofrerão corte de 50%. No tocante ao Sebrae, a MP determina que sejam destinados ao Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, no mínimo, 50% do adicional da contribuição que lhe for repassado. Assim que anunciou as primeiras medidas para enfrentamento à covid-19, o governo avaliou que a redução da verba do Sistema S representaria impacto de R$ 2,2 bilhões.

O prazo para apresentação de emendas à MP 932 vai até o dia 6 de abril. 

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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