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Cardiologistas alertam sobre as 03 ameaças à saúde do coração principalmente no enfrentamento a pandemia do novo coronavírus

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À medida que o novo coronavírus se espalha pelo mundo, ele adoece principalmente as pessoas ao afetar seus pulmões.

Mas agora está ficando claro que o golpe final para as pessoas que não sobrevivem pode estar no coração. Para os mais de 120 milhões de adultos brasileiros que vivem com doenças cardíacas,  esses são tempos compreensivelmente angustiantes.

A experiência dos médicos de terapia intensiva que administram o covid-19 aponta para uma curva perigosa que muitos pacientes tomam. Embora a síndrome se desenvolva lentamente, em algumas pessoas vulneráveis, ela pode acelerar rapidamente, causando parada respiratória e exigindo respiração artificial com ventiladores mecânicos.

No entanto, os pacientes que acabam morrendo,  na verdade morrem de insuficiência cardíaca e não respiratória.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças listam idosos e pessoas com doenças cardíacas, pulmonares e diabetes como os principais grupos de alto risco nessa pandemia. Dados publicados na revista Lancet de pacientes internados em hospitais de Wuhan com covid-19 mostram que, embora nem todos os pacientes tenham danos ao coração, pode ser um sinal ruim para aqueles que sofrem: evidências de lesão cardíaca foram observadas em 59% dos pacientes.  Principalmente para aqueles que morreram contra apenas 1 por cento dos sobreviventes.

Infecção grave por covid-19 pode causar inflamação maciça em todo o corpo e, se afetar o coração, as consequências podem ser terríveis. Ritmos cardíacos rápidos e anormais foram responsáveis ​​por 44% dos pacientes de Wuhan serem transferidos para a unidade de terapia intensiva. Testes de laboratório de proteínas humanas chamadas troponinas, que podem indicar danos ao músculo cardíaco, podem indicar quais pacientes provavelmente irão se sair mal.

Embora as complicações cardíacas ameaçadoras geralmente ocorram no final da maioria dos pacientes com covid-19, alguns pacientes raros apresentam inicialmente uma inflamação extensa do coração. As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo. Existem  fatores que podem ameaçar a saúde do seu coração e que você não sabia.

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS

Pesquisadores da Clínica Mayo descobriram que a artrite reumatoide pode ser considerada um fator de risco para doenças do coração, altas quantidades de moléculas inflamatórias no corpo dos pacientes com artrite reumatoide podem aumentar o risco de doença cardíaca.

Outras doenças bem mais comuns, como obesidade e diabetes tipo 1, também são inflamatórias e aumentam o risco cardíaco quando descontroladas. O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias – e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade.

Já no caso do diabetes tipo 1, o excesso de glicose no sangue pode lesionar a parede das artérias, causando inflamações que podem corroborar com um aumento do risco de eventos cardiovasculares.

TEMPERATURAS BAIXAS

Um grupo de pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine encontrou uma relação entre a temperatura do ambiente e o risco de ataque do coração, isso porque nos dias frios, o corpo humano reage naturalmente à mudança de temperatura gerando uma vasoconstrição das artérias e isso resulta em um aumento da pressão arterial.

DESASTRES NATURAIS

Segundo dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia esses Eventos, realmente tem um efeito sobre a saúde do nosso coração. A organização descobriu que o sentimento de perda, a pressão psicológica, a ansiedade e o estresse a que é submetida uma população afetada ou mesmo aquela que assiste ao desastre atuam para elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, causando um aumento significativo do número de infartos.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas de alto risco, como as portadoras de doenças cardíacas, tomem todas as mesmas precauções que se aplicam a todos no momento – fiquem em casa, evitem multidões, limpem as mãos e usem máscaras.

 

Otavio Ventureli(com assessoria USP)

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Prefeito em Mato Grosso espalha placas com alerta “não temos UTI” e população o questiona sobre recursos enviados pelo Governo federal

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A Prefeitura de Cáceres, em Mato Grosso,  adotou uma medida inusitada para orientar a população sobre a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município, principalmente para tratar pacientes diagnosticados com a Covid-19, o coronavírus.

No entanto, a ação tem causado revolta entre os moradores, inclusive nas páginas oficiais do Executivo.

O prefeito Francis Maris  mandou espalhar por diversos pontos da cidade, onde tem um maior número de circulação de pessoas, placas orientativas dizendo “não temos UTIs, pelo amor de Deus fique em casa”.

Em outro ponto, a prefeitura instalou uma placa destacando que “o remédio mais forte contra Covid-19 é sua consciência. Fique em casa”. “É insuportável a dor de perder alguém que se ama pela ignorância. Fique em casa”.

Por outro lado, os moradores questionam a iniciativa da prefeitura. “Todos conscientes estão em casa. E os órgãos competentes, estão melhorando e aumentando as UTI’s dos hospitais?”, diz um internauta. “Precisou esperar todo esse tempo para fazer só isso? E ainda comprometendo os pequenos comerciantes que praticamente vende hoje para pagar amanhã? Difícil”, diz uma outra crítica.

Uma outra pessoa questiona o prefeito quanto os recursos do governo federal para auxiliar no combate da pandemia. “O que vocês fizeram com os R$ 30 milhões que o governo federal mandou para combater a pandemia?”. Em seguida, uma outra moradora também faz o mesmo questionamento.

“O dinheiro destinado para o combater o coronavírus na cidade foi aplicado em que? Estão nestes cartazes? Ou vocês querem “justificar”, só agora, que estão fazendo algo para que não chegássemos no ponto em que estamos hoje?”.

O gestor destacou que Mato Grosso já entrou em colapso devido ao grande número de pessoas contaminadas e disse que as pessoas precisariam ficar em casa pedindo a proteção de Deus.  “A situação é grave. Nós não temos leitos de UTI, está tudo lotado e nossas enfermarias foram descredenciadas. Então, se você pegar o coronavírus hoje, não tem onde você ficar internado para receber um tratamento. Você vai ter que ficar em casa e pedir que Deus te proteja. A situação é de calamidade”.

Repercussão 

No Twitter Oliver Stuenkel, pesquisador e professor alemão que atua na Fundação Getúlio Vargas (FGV), repercutiu a ação da prefeitura de Cáceres em inglês. Os internautas destacaram que o mesmo vem acontecendo em outras cidades do Brasil e voltaram a fazer comentários sobre a suposta irresponsabilidade do governo em gerir os recursos para a saúde.

“Isso sim é uma prefeitura sincera que não mente pro povo e diz a verdade na cara dura! Diz que graças a incompetência não temos UTI na nossa cidade, pois gastamos mal o dinheiro do povo e não priorizamos a saúde!”, disse um deles.

 

Otavio Ventureli(com hntnticias.)

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Supremo Tribunal Federal concede liminar e suspende decisão do TJ de Mato Grosso que determinou lockdown em Rondonópolis

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Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, concedeu liminar para suspender a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que havia determinado lockdown em Rondonópolis MT.

A decisão é desta sexta-feira (3), um dia após o município ter passado pela quarentena mais rígida da decisão, e que agora inicia o processo gradual de reabertura.

“Ante o exposto, defiro o pedido para suspender, liminarmente, os efeitos da decisão que concedeu, parcialmente, a tutela antecipada recursal, nos autos do Agravo de Instrumento nº 1012875-07.2020.8.11.0000, em trâmite no Tribunal de Justiça do estado do Mato Grosso, até o trânsito em julgado da ação civil pública a que se refere. Comunique-se com urgência. Após, notifiquem-se os interessados para manifestação. Na sequência, abra-se vista dos autos à douta Procuradoria-Geral da República”, diz trecho da decisão.

A decisão que determinou a restrição mais dura a Rondonópolis é do desembargador Mário Kono, que estabeleceu lockdwon desde o dia ao município a partir do dia 26 de junho.

Neste período, a população rondonópolitana passou a viver em quarentena coletiva obrigatória. Além do fechamento dos serviços não essenciais por 7 dias, continua valendo no município o toque de recolher a partir das 19 horas e a lei seca, ou seja, a proibição da venda de bebidas alcoólicas.

A decisão atendia um pedido do Ministério Público do Estado (MPE), tendo em vista que 90% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) destinados aos pacientes de covid-19 estavam ocupados naquele período, demonstrando um colapso do sistema de Saúde.

Até a última quinta-feira (2), só podia ficar abertos estabelecimentos como farmácias, supermercados, postos de combustíveis e hospitais.

Além das medidas impostas pela decisão judicial, continua valendo as determinações do decreto municipal que proibiu a venda de bebidas alcoólicas no município e instituiu o toque de recolher a partir das 19 horas.

Com a liminar do STF, Rondonópolis não precisará realizar a retomada gradual de suas atividades.

 

Otavio Ventureli(de Brasilia)

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