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Cariocas procuram agência da Caixa para saque do FGTS

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Cariocas aproveitaram o sábado (19) no Rio, para liberação do saque de até R$ 500 em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os não correntistas do banco nascidos no mês de janeiro.

Na agência da Caixa, na Rua do Riachuelo, no centro da cidade, varias pessoas indagaram se tinha direito a sacar o dinheiro da conta. Esse foi o caso de Vanda Marília Moisés, 25 anos, que ficou satisfeita ao conferir que estava na lista de contempladas com o saque. Vanda é angolana e veio para o Brasil aos 17 anos junto com dois irmãos, para tentar a sorte no Rio de Janeiro. Ela trabalha e faz faculdade de Recursos Humanos na Universidade Estácio de Sá.

Sem conseguir conter o sorriso, a angolana contou que “Graças a Deus que conseguiu sacar. Vai ajudar muito, apesar de não ter dívida. Vou comprar um presente e mandar para a minha mãe Eulália Kuku, que está em Angola e vai adorar o presente. Minha mãe esteve o mês passado no Rio, onde veio visitar a gente e já voltou para Angola”, explicou.

Rio de Janeiro - Lucilene Chaves Viana sacou R$ 500,00  na agência da Caixa Econômica Federal, na Rua Riachuelo, com a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

Lucilene Viana sacou R$ 500,00 na agência da Caixa – Fernando Frazão/Agência Brasil
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Já Lucilene Chaves Viana, 53 anos, foi direto ao caixa eletrônico, porque possui o Cartão Cidadão e os R$ 500 estavam depositados. Ela sacou na hora e disse que vai fazer “tanta coisa com ele. Pagar o domínio do prédio [onde moro] e tantas outras coisas como contas do mês. Estou trabalhando, mas esse dinheiro vai ajudar muito e foi bem-vindo na hora certa”.

Outro caso na agência da Caixa da Rua do Riachuelo foi o do aposentado José Milton Ferreira, 68 anos. Ele estava com o Cartão do Cidadão e foi informado pelo funcionário da Caixa que tinha apenas R$ 0,05 na conta, mas não desistiu. Disse que faria o saque porque é um direito seu. Mas quando foi ao caixa não lembrava da senha do cartão e não conseguiu sacar.

Já na casa lotérica da Rua Gomes Freire, quase esquina de Rua do Riachuelo, no centro, Natália Oliveira N. Lima foi lá para saber quanto tinha para sacar. Com o Cartão Cidadão em mãos, foi ao caixa e soube que tinha R$ 1.028,74 em seis contas diferentes.

Duas no valor de R$ 500 e as outras quatro de valores pequenos, que totalizaram essa quantia.

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As casas lotéricas não vão abrir na próxima segunda-feira (21), porque se comemora o Dia do Comerciário. Nesta data, os saques só poderão ser realizados nas agências da Caixa que estarão abertas normalmente para atendimento ao público. A Caixa também vai trabalhar com horário estendido por duas horas na segunda (21) e na terça-feira (22).

Assim, as agências, que normalmente abrem às 11h, vão iniciar o atendimento às 9h. As que abrem às 10h iniciarão os trabalhos às 8h e as que abrem às 9h atenderão a partir das 8h e terão uma hora a mais ao final do expediente. No caso de agências que abrem às 8h, serão duas horas a mais ao final do expediente normal.

Na próxima sexta-feira (25), começa o saque para os não correntistas da Caixa nascidos em fevereiro. A lista das agências com horário estendido pode ser consultada na página do banco na internet.

Edição: Valéria Aguiar

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Amazônia: Brasil e Alemanha fazem cooperação para produção sustentável

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai criar o Índice de Adequação Socioambiental para qualificação das cadeias produtivas de carne, soja e madeira no Amazonas, no Mato Grosso, no Pará, em Rondônia e no Tocantins. A iniciativa, para favorecer a conservação da Floresta Amazônica, faz parte de um projeto de cooperação técnica entre o Brasil e a Alemanha para o período de 2020 a 2024.

O índice terá como base de dados o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto no Código Florestal Brasileiro, as guias de transição para controle da circulação de animais criados para corte e também informações da fiscalização contra a exploração de trabalho análogo à escravidão.

O acordo de cooperação, assinado nesta segunda-feira (9) na sede do ministério em Brasília, envolve a doação alemã de 25,5 milhões de euros e a contrapartida de 12 milhões de euros do governo brasileiro.

Segundo nota do ministério, as ações do projeto “buscam criar ferramentas para acompanhar a situação socioambiental dessas cadeias produtivas, gerar agregação de valor aos produtos dos setores com bons índices de sustentabilidade e fornecer assistência técnica e gerencial para os produtores com baixos índices de sustentabilidade”.

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 “Quem estiver bem, vai ganhar impulso para ter mais qualidade e renda. Aqueles que estiverem abaixo dos indicadores aceitáveis terão que ter a mão do Estado e assistência técnica para que ultrapassem essa linha, possam ser produtivos”, explicou a ministra Tereza Cristina.

Segundo a ministra é preciso trazer as pessoas para dentro e fazer com que elas entendam que a tecnologia vai lhes dar renda. “[Com] essa renda vai ser possível que elas conservem e tenham um outro padrão de vida, mas dentro da tecnologia”, disse a ministra, enfatizando que a intenção não é excluir nenhum produtor, mas fazer com que todos atuem sem desmatar, com sustentabilidade e respeitando às leis.

Nova carne

O projeto inicia com foco na produção de carne nos estados da Amazônia Legal. “Esse acordo de cooperação é importantíssimo principalmente para a pecuária. Eu quero batizá-lo de ‘nova carne’”, disse Tereza Cristina. De acordo com a ministra, a iniciativa vai ajudar os produtores e abrir mercado.

O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witshel, reconheceu que o tratado de livre comércio com o Mercosul vai aumentar as exportações de carne do Brasil para a União Europeia. Segundo ele, esse comércio depende do respeito às regras do Acordo de Paris (2015) que, entre outras coisas, prevê proteção contra a mudança do clima.

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“Nós apoiamos os esforços do ministério para desenvolver soluções tecnológicas e promover a extensão rural de excelência, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade na produção agrícola. Estamos convencidos de que isso melhorará o posicionamento e as oportunidades de mercado para os produtos agrícolas do Brasil e, ao mesmo tempo, para contribuir para uma harmonização com os objetivos de conservação dos recursos naturais e da Floresta Amazônica”, disse o diplomata.

De acordo com dados do Ministério da Economia, a carne bovina congelada equivale a 1,1% das exportações brasileiras para a União Europeia, celulose a 6,2%, e soja a quase 13% – somados farelo e resíduos da extração de óleo de soja e soja triturada, segundo dados de 2018.

Edição: Fábio Massalli

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Marco regulatório vai universalizar saneamento em 7 anos, diz Guedes

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A aprovação no novo marco regulatório do saneamento permitirá a universalização do serviço no Brasil em até sete anos, disse hoje (9) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em palestra a funcionários da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, ele disse que o novo modelo, com votação prevista na Câmara para esta semana, abrirá espaço para a entrada de dezenas de bilhões de reais em investimentos privados no setor.

Para o ministro, o saneamento básico repetirá a ampliação de acesso pela qual passou o mercado de telefonia celular após a privatização das companhias telefônicas. “Ninguém tinha saneamento e agora vai ter“, declarou.

O ministro da Economia Paulo Guedes, participa do evento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a proposta do pacto federativo – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Guedes também comentou o desempenho da economia, cujo Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) cresceu 0,6% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Segundo ele, a economia está no rumo certo e crescerá em 2020 o dobro deste ano.

“Os sinais de recuperação da economia são visíveis. Ano que vem vai ser o dobro do crescimento deste ano. Estamos em um caminho virtuoso, cada semestre que passa isso fica mais claro”, acrescentou.

Pacto federativo

O ministro voltou a defender a proposta do pacto federativo, enviada ao Congresso no início de novembro. Segundo ele, a repartição de R$ 450 bilhões para estados e municípios nos próximos anos representa um novo modelo de política social, ao diminuir o tamanho do governo federal e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.

“Só com o novo pacto federativo, vamos dar R$ 450 bilhões a estados e municípios. Política social é mesmo transferir esses recursos e fortalecer a Federação”, declarou o ministro. Sobre o adiamento da reforma administrativa, Guedes disse que ela não foi enviada ao Congresso para não congestionar a pauta de votações. “Não adianta botar muita reforma ao mesmo tempo. Já aprovamos a Previdência e enviamos agora o novo pacto federativo”, justificou.

Edição: Bruna Saniele

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