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Absoluto: conheça a história do Omega, substituto do Opala

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Em 1992, o Omega entraria para ocupar o lugar do Opala, porém não conseguiu obter o mesmo sucesso
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Em 1992, o Omega entraria para ocupar o lugar do Opala, porém não conseguiu obter o mesmo sucesso

A evolução dos sedãs grandes chegou em agosto de 1992 quando a General Motors do Brasil resolveu apostar suas fichas num modelo que tivesse todos os atributos do já consagrado e líder de vendas Opala. O motivo? Enfrentar a concorrência dos importados.

Este novo carro deveria seguir o mesmo sucesso do modelo que o antecedeu. Uma mecânica robusta , espaço suficiente para que cinco ocupantes viajassem com conforto e um belo desenho na carroceria.

Com estes ingredientes a GM colocava no mercado o Omega, um veículo que tinha todos os requisitos para enfrentar a forte concorrência dos importados, com a reabertura para o comércio de carros estrangeiros.

Sedã foi vendido até 1998, quando passou a ser substituído pelo sedã importado da Austrália
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Sedã foi vendido até 1998, quando passou a ser substituído pelo sedã importado da Austrália

O sedã da GM foi lançado inicialmente nas versões GLS (Gran Luxo Super) e a topo de linha CD (Confort Diamond) . A GLS já vinha bem recheada contando com freios ABS, teto solar e computador de bordo como opcionais.

Já a CD contava com os mesmos equipamentos da GLS , além de transmissão automática, piloto automático, painel digital de cristal líquido, toca-CDs, dupla regulagem de apoio lombar, bancos com revestimento em couro, ajuste elétrico dos faróis e porta-luvas refrigerado , muito útil para manter alimentos e bebidas em temperatura ambiente.

Chevrolet Omega na versão topo de linha CD oferecia motor 3.0 de seis cilindros em linha, vindo da Alemanha
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Chevrolet Omega na versão topo de linha CD oferecia motor 3.0 de seis cilindros em linha, vindo da Alemanha

Imponente, graças aos seus 4,74 metros de comprimento, 1,76 metro de largura e 1,41 metro de altura, o Omega tinha ares de carro importado, principalmente os americanos. Só a título de curiosidade, nos Estados Unidos, o modelo é considerado como um sedã médio-grande enquanto no Brasil, sedã grande.

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Com um espaço de sobra, mesmo para quem vai atrás, levando em consideração seus 2,73 metros de entre-eixos, o Omega superava em conforto fazendo com que longas viagens se tornasse um prazer a seus ocupantes, digno de primeira classe.

No conjunto mecânico, o motor da GLS , um 2,0 litros era o mesmo empregado no Monza , porém a posição era longitudinal e a injeção eletrônica utilizada era a Motronic em vez da Bosch LE-Jetronic. A potência ficava em 116 cv, com torque de 17,3 Kgfm a 2.800 rpm na versão a gasolina e 130 cv na movida a álcool e torque de 18,6 Kgfm a 4.000 rpm .

Por fora, o Omega impunha muito status, principalmente a versão mais completa que contava com a grade do radiador cromada, espelhos e pára-choques parcialmente pintados na cor da carroceria, faróis auxiliares, teto solar, além das exclusivas rodas raiadas de 15 polegadas.

Suprema

Chevrolet Omega Suprema chegava em abril de 1993 com a vantagem de seu porta-malas de 540 litros
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Chevrolet Omega Suprema chegava em abril de 1993 com a vantagem de seu porta-malas de 540 litros

Em abril de 1993 foi a vez da versão perua do Omega chegar ao mercado nacional. Batizada de Suprema , o carro agradava pelo espaçoso porta-malas de 540 litros , sendo que com o banco rebatido estas medidas pulavam para 1.850 litros.

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A suspensão possuía um sistema pneumático, que funcionava por bomba auxiliar, que mesmo com o porta-malas carregado, mantinha o mesmo nivelamento da carroceria, favorecendo o conforto.

Chevrolet Omega Suprema também era oferecida nas versões GL, GLS e CD (foto)
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Chevrolet Omega Suprema também era oferecida nas versões GL, GLS e CD (foto)

O desenho da traseira, de traços retos, criava uma certa harmonia com o resto do conjunto, além de favorecer na visibilidade, sobretudo nas manobras em vagas apertadas. Assim como o Omega , a Suprema também estava disponível tanto na versão GLS e CD.

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Em 1994, a GM lançava a espartana versão GL (Gran Luxo) , idealizada para atender a frota de taxistas e empresas em geral. A mecânica era a mesma da intermediária GLS , porém o acabamento denotava uma certa simplicidade.

Não dispunha de rodas de alumínio e frisos cromados nos para-choques. Internamente o acabamento demonstrava um certo esquecimento nos detalhes como, por exemplo, a ausência de um relógio digital, conta-giros e um acabamento mais caprichado no forro das portas.

1995: o Omega ganha fôlego e pequenas mudanças no estilo

Um ano depois, a linha Omega passava a contar com algumas mudanças mecânicas. Agora a opção ficava por conta do motor de 2,2 litros (uma evolução do antigo 2.0 , graças ao aumento no curso dos pistões de 86 para 94,6 mm), além da topo de linha 4,1 litros, que substituía a de 3.0 . Na verdade era o ressurgimento do famoso 4.1/S do Opala, porém com algumas atualizações nos sistemas de alimentação e injeção.

Na prática os três cavalos a mais na nova versão – 168 cv ante os 165 cv – não renderam em agilidade. Já em torque o resultado era satisfatório com o aumento para 29,1 Kgfm a partir das 3.500 rpm (o antigo tinha 23,4 Kgfm a 4.200 rpm). Na Europa, o motor 3,0 litros, de seis cilindros em linha era substituído por um V6 de mesma cilindrada.

Em 1995, o Chevrolet Omega ganhava fôlego e pequenas mudanças no estilo como novidade
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Em 1995, o Chevrolet Omega ganhava fôlego e pequenas mudanças no estilo como novidade

Esteticamente, as diferenças eram sutis. Na GLS , na traseira o friso que encobria a placa de licença se estendia até as extremidades das lanternas. Fora isso, novas cores passavam a fazer parte da linha 1995.

Na versão  CD , lanternas fumê, retrovisor interno fotocrômico (impede a incidência de luz evitando assim o ofuscamento na visão do motorista), novas rodas, um sutil spoiler fixado na tampa do porta-malas , além de apliques imitando madeira no console e nas portas eram as mudanças mais significativas. Em 1998, o Omega deixava de ser fabricado deixando uma legião de fãs por todo o Brasil.

Fonte: IG CARROS

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Força a qualquer prova: conheça a história da Chevrolet C-10

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A picape C-10 de 1974 foi uma evolução das arcaicas C14 e C15 e foi bem aceita no mercado brasileiro
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A picape C-10 de 1974 foi uma evolução das arcaicas C14 e C15 e foi bem aceita no mercado brasileiro

Durante o final da década de 50, numa fase importante para o crescimento da economia brasileira, a General Motors do Brasil inaugurou sua nova planta na cidade de São José dos Campos.

Dela surgiriam os primeiros frutos como a emblemática 3100 de 1958 e a Amazonas, além dos modernos veículos da série C , lançados em 1964. Neste emergente e disputado nicho de mercado fez com que a GM concentrasse suas forças na picape C10 de 1974, uma evolução das  C14 e C15.

A concorrência neste importante mercado de utilitários tinha rivais fortíssimos como a Ford com sua F100. A esta altura, a “cara” da C-10 apresentava um certo cansaço em comparação à concorrente, mas para a GM o momento era apelar para sua indiscutível robustez do conjunto mecânico e isso ela sabia fazer muito bem.

A GM foi líder de mercado em picapes grandes por muito tempo graças as C-10, com motor a gasolina
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A GM foi líder de mercado em picapes grandes por muito tempo graças as C-10, com motor a gasolina

Em um dos principais anúncios publicitários, por exemplo, a marca destacou o slogan “Close-up do pick-up Chevrolet” apontando para o potente motor 4,1 litros que equipou a linha Opala 250 S. A suspensão independente era outro ponto forte do modelo que muitos proprietários elogiam até hoje, assim como o prazer de dirigir.

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Por outro lado, o consumo, obviamente em se tratando de um motor de alta litragem, é alto. Porém, os freios exigem cuidado em se tratando da adoção de tambores nas quatro rodas, sem hidrovácuo. Com a caçamba vazia, a C-10 tinha a tendência de travar as rodas traseiras, segundo alguns proprietários.

Chevrolet C-14 (foto) foi a antecessora da C-10 e se tornou um marco na história da GM no Brasil
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Chevrolet C-14 (foto) foi a antecessora da C-10 e se tornou um marco na história da GM no Brasil

A estabilidade também nunca foi motivo de elogios entre seus proprietários. Quando vazia, a caçamba se tornava leve demais e os pneus com bandas de rodagem estreitas, não ajudavam ao fazer as curvas, principalmente em piso molhado. Já a direção é leve demais na estrada.

A transmissão de 3 marchas , instalada na coluna de direção é macia e tem engates precisos, porém o que muitos donos reclamavam era que com o desgaste do trambulador, as marchas encavalavam. Para manter a precisão do funcionamento, uma simples chave de fenda ou outro tipo de alavanca bastava para resolver este problema crônico. 

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A GM foi líder de mercado em picapes grandes por muito tempo graças às C-10. Desde o seu lançamento, em 1964, até o final da produção, em 1981, foi oferecida além do clássico motor 261 pol3 (4300cc) de 5 mancais, também conhecido como “Chevrolet Brasil” a opção dos motores de 4 cilindros do Opala (álcool ou gasolina), passando pelo Diesel Perkins de 3,9 litros.

Chevrolet C10 vinha com banco para até três ocupantes e alavanca de câmbio na coluna de direção
Reprodução/You Tube/Garagem do Bellote

Chevrolet C10 vinha com banco para até três ocupantes e alavanca de câmbio na coluna de direção

A crise do petróleo e o alto consumo desses motores, projetados numa época em que a preocupação era potência, e não economia, fez com que os utilitários movidos à gasolina perdessem mercado para os movidos a diesel, lançados no final da década de 70.

A Chevrolet C-10 a gasolina continuou a ser vendida por algum tempo e a fábrica disponibilizou também o motor a álcool para esses veículos. Uma importante fase de que a GM se orgulha até hoje! No entanto, o modelo C-10 era descontinuado em 1981, por conta da crise.

Fonte: IG CARROS

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