Carros e Motos

iG Carros Podcast: seria este o fim dos sedãs médios no Brasil?

Publicados

em


source
Nissan Sentra deixou de ser oferecido no Brasil no início desta semana; outros modelos devem seguir mesmo caminho
Divulgação

Nissan Sentra deixou de ser oferecido no Brasil no início desta semana; outros modelos devem seguir mesmo caminho

O Chevrolet Monza foi o carro mais vendido do Brasil por três anos consecutivos, entre 1984 e 1986, sempre seguido pelo Volkswagen Santana. Estes dois sedãs médios resumem bem o interesse do brasileiro ao fim da ditadura militar: carros espaçosos, modernos e bem equipados.

A paixão pelos sedãs médios continuou na década seguinte, impulsionada pela chegada de modelos importados como o Honda Civic e o Toyota Corolla. No segmento de luxo, o trio de ferro alemão apostava nos sedãs BMW Série 3, Audi A4 e Mercedes-Benz Classe C. O sonho de qualquer um durante os anos 90 era ter um entre estes cinco modelos.

A tendência dos sedãs médios seguiu firme pelos anos 2000, onde Vectra, Jetta e C4 Pallas garantiram boas posições entre os modelos mais vendidos no Brasil, porém sempre atrás da dupla japonesa Civic e Corolla.

Leia Também:  Lamborghini prepara eletrificação de seus supercarros

Motivos

Hoje temos um novo tipo de cliente quebrando a tradição que durou mais de três décadas. As crianças que andavam no banco de trás do Monza ou do Santana nos anos 80 cresceram, e hoje preferem Tracker e T-Cross.

Você viu?

São vários os motivos que levam um consumidor a optar pelos SUVs . Um deles é o “ponto H” mais elevado, que garante melhor visibilidade e até mais tempo de reação para o motorista. O ângulo de entrada e a suspensão mais elevada também proporcionam uma rodagem mais confortável nas ruas brasileiras, que nunca foram exemplo de conservação. 

Além do Nissan Sentra e do Citroën C4 Lounge , que deixaram de ser vendidos no Brasil, outros dois sedãs médios correm o sério risco de saírem do mercado brasileiro. Um deles é o  Honda Civic, cuja nova geração acaba de ser apresentada e que deve parar de ser fabricado em Sumaré (SP). Outro é o Chevrolet Cruze , que só é feito na Argentina, onde logo vai ser substituído  por outro modelo.

Leia Também:  Toyota Hilux SRV 2021: quebrando preconceitos de picapes flex

No Brasil, hoje em dia, apenas o Toyota Corolla se destaca nas vendas entre os sedãs médios, pelo menos até a versão Cross , não conquistar mais clientes dispostos a trocar o sedã pelo SUV.

E você, está disposto a largar os sedãs médios para comprar um SUV? Responda nos comentários ou em nosso perfil no Instagram .

Fonte: IG CARROS

Propaganda

Carros e Motos

Toyota Hilux SRV 2021: quebrando preconceitos de picapes flex

Publicados

em


source
Toyota Hilux SRV 2021 surpreende pelo conforto e preço competitivo com motor flex
Cauê Lira/iG Carros

Toyota Hilux SRV 2021 surpreende pelo conforto e preço competitivo com motor flex

Sempre fui crítico das picapes médias com motores flex, mas encontrei motivos para reconsiderar algumas delas na Toyota Hilux SRV 2.7 4×4 2021. O modelo produzido em Zárate (Argentina) costuma figurar entre os mais vendidos do segmento – no “pau a pau” com a Chevrolet S10 –, mas será que vale a pena investir R$ 204.090 para abastecer com gasolina ou etanol?

Antes de responder, vamos dar uma olhada no catálogo da Hilux 2021 para o Brasil nas versões cabine dupla. O modelo de entrada é o SRV , disponível com trações 4×2 (R$ 189.390) e 4×4 (204.090). Em ambos os casos, o motor é 2.7 Flex, com câmbio automático, de seis marchas.

A versão STD (R$ 209.590) é a mais em conta com motor diesel, mas está disponível apenas com câmbio manual, de seis marchas. Em seguida, surgem os modelos SR (R$ 230.690), SRV (R$ 247.990) e SRX (R$ 276.490), todos com câmbio automático, de seis marchas e motor 2.8 turbodiesel. 

Entre o modelo SRV 4×4 Flex que avaliamos e a versão básica, a diesel, com câmbio automático, há um abismo de quase R$ 30 mil. Além disso, a versão SRV conta com câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, chave presencial, alarme antifurto, retrovisores rebatíveis e central multimídia com TV digital. Todos estes equipamentos não aparecem na versão SR diesel, que é mais cara.

Leia Também:  Stellantis vai lançar dois novos elétricos no Brasil em julho

Um conselho muito comum entre os “picapeiros” é: esqueça a flex, compre a diesel. No caso da Hilux , a conta só não vai fugir do controle do cliente se optar por investir no modelo STD , que além de ter câmbio manual, não conta com diversos equipamentos. 

Se você mora na cidade e pretende usar a picape com frequência no dia a dia, a versão STD é muito “pé-de-boi” e abdica demais do conforto. Neste cenário, o modelo SRV Flex se torna interessante. Além de ser mais convidativa, por causa do preço, tem um pacote de equipamentos de respeito.

Pé na estrada

Aproveitei a folga durante a semana para percorrer mais de 300 quilômetros com a Toyota Hilux SRV 2021 , saindo da capital paulista com destino a Aparecida do Norte (SP), e depois retornando. Foram cerca de quatro horas e meia ao volante da picape média na Dutra.

A primeira característica que chamou atenção foi o silêncio na cabine. Apesar de ser um motor flex, de quatro cilindros, empurrando uma picape de quase duas toneladas, o conjunto é bem sutil e silencioso em velocidade de cruzeiro.

Você viu?

A Hilux Flex desenvolve 163 cv e plausíveis 24,9 kgfm de torque a 4.000 rpm. De fato, o modelo exige um pouco mais de esforço em algumas situações, como subidas e retomadas, mas está longe de ser considerado “manco” na estrada.

O conjunto foi desenvolvido para privilegiar rotações mais baixas. Mantendo 120 km/h com o piloto automático ativado, o modelo gira em torno de 2.300 mil rpm, beneficiando o silêncio na cabine e o consumo de combustível. Em alguns momentos, a Hilux flex chegou a marcar o consumo instantâneo de 9,7 km/l de gasolina, no computador de bordo. 

Toyota Hilux 2021: Toyota Hilux 2021: interior com boa ergonomia e conforto de um SUV estão entre os méritos da picape
Divulgação

Toyota Hilux 2021: Toyota Hilux 2021: interior com boa ergonomia e conforto de um SUV estão entre os méritos da picape

O tanque de combustível de 80 litros, ajuda na autonomia. Segundo o Inmetro, o modelo pode rodar até 648 km na rodovia, abastecido com gasolina. No etanol, a situação é sofrível, com média de 4,8 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada. 

Leia Também:  Quebrando o gelo: baixa temperatura exige atenção com manutenção do carro

A ergonomia da Hilux SRV é ótima. A posição dos bancos e do volante permitem que o motorista dirija por muitas horas sem sentir qualquer sinal de cansaço ou dores nas costas e nos braços. A sensação é de guiar um SUV de porte médio.

A suspensão também merece elogios, com acerto bem macio, apesar de ser otimizada para o uso de carga. Segundo a Toyota , a caçamba pode levar 1.036 litros, com capacidade de carga útil de 980 kg.

Escolha por eliminação

Se você não liga para o pacote de equipamentos e tem R$ 230 mil sobrando para comprar uma picape, a Hilux SR com motor diesel pode ser uma escolha sem muitas vaidades. Quem tem o perfil de percorrer longos trajetos na estrada para trabalhar ou viajar pode se dar bem com a versão diesel de entrada, a STD , com câmbio manual.

Agora, se você não se enquadra em nenhuma das duas situações acima, a Toyota Hilux SRV 2021 com motor flex pode ser uma excelente (se não sua única) escolha. Vale contabilizar os gastos com combustível, seguro e o seu perfil de condução antes de bater o martelo. Modelos flex são menos visados, portanto, costumam ter coberturas mais em conta.

Ficha Técnica

Toyota Hilux SRV 2.7 Flex

Preço sugerido: R$ 247.990 Potência: 163 cv a 5.000 rpm Torque: 24,9 kgfm a 4.000 rpm Transmissão: automático, seis marchas, tração integral Suspensão: braços sobrepostos (dianteira), eixo rígido (traseira) Freios: discos ventilados (dianteira), tambor (traseira) Dimensões: 5,32 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,81 m de altura, 3,0 m de entre-eixos Caçamba: 1.036 litros Carga útil: 980 kg 0 a 100 km/h: 15 segundos Velocidade máxima: 165 km/h Consumo: 4,8 km/l (cidade) e 6,9 km/l (estrada) com etanol, 5,6 km/l (cidade) e 8,1 km/l (estrada) com gasolina. Seguro: R$ 7.454 (Minuto Seguros, homem, 40 anos, casado, que mora em São Paulo-SP)

Fonte: IG CARROS

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA