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Veja 5 caminhos que serão seguidos pelo setor automotivo

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Com os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus , a Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) divulga que a produção caiu 31,6% em 2020, recuando 16 anos. Com isso o Brasil cai para o 9º lugar no ranking da indústria global.

O mundo enfrenta mudanças na mobilidade , não apenas pela pandemia do novo coronavírus e as barreiras impostas pelo distanciamento social, mas também pelo comportamento dos mais jovens. Partindo disso, a reportagem do iG Carros separa alguns fenômenos que já estão acontecendo, e devem moldar os cidadãos brasileiros para os próximos anos.

1 – Desindustrialização

Ford Camaçari
Divulgação

Marcas perdem o interesse em continuar produzindo no Brasil; especialistas temem desindustrialização

Toma-se o rumo para o início de um processo de desindustrialização do Brasil. Em menos de quatro meses, o país perdeu fábricas da Sony, Mercedes-Benz e Ford. A Audi também anunciou hiato de produção em sua fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde novos modelos serão produzidos apenas se melhores condições de mercado permitirem.

Enquanto isso, o México se torna o “queridinho” de qualquer empresa que queira montar uma fábrica para abastecer todas as Américas . Há uma série de motivos para isso, como a localização geográfica, custos trabalhistas e acordos de livre comércio. Mas o fato é que o México passa a ocupar o lugar do Brasil no interesse das grandes empresas.

Há o temor na indústria de que outras fábricas de empresas que não conseguem ser lucrativas sigam o embalo da Ford – que deixou Camaçari (BA) e Taubaté (SP) – para montar linhas de produção em outros países. 

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2 – Rebranding

Volkswagen
Divulgação

Novo logo da Volkswagen marca início do processo de eletrificação

Quem chegou a ter algum contato com marketing sabe que o termo “rebranding” – um dos vários jargões estrangeiros da publicidade – significa mudança de marca ou posicionamento . A empresa muda a forma como se comunica, chegando a fazer alterações bem radicais que podem até romper tradições.

Este fenômeno já afetou empresas de todos os segmentos possíveis, das Casas Bahia à Volkswagen, passando pelo Athletico Paranaense. No meio automotivo, os “rebrandings” mais recentes foram de General Motors e Kia, que mudaram de logo para marcar o início do processo de eletrificação. 

Possivelmente, sua marca de carros favorita vai trocar de logotipo ao longo da nova década. Não se apegue ao passado e esteja pronto para essa mudança.

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3 – O fim do carro próprio 

Uber
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Acostumada com aplicativos de carona, a nova geração não faz questão de ter um carro

Com o início do distanciamento social, quem trabalha em escritório se acostumou com o regime de “home office”. Após os primeiros meses de quarentena, algumas empresas devolveram seus escritórios, e decidiram continuar com os seus trabalhadores em casa como um novo esquema de trabalho. Neste contexto, ter um automóvel já não está mais no radar de quem trabalha de casa a partir de agora. 

Além do preço do veículo, todas as outras despesas de gasolina, seguro e pneus se tornam nulas, liberando orçamento para aquela tão sonhada viagem para o exterior após a quarentena. Para muitos, ter um carro é sinônimo de liberdade. Aos mais desapegados, a liberdade chegará ao se desfazer do modelo.

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Este fenômeno já está causando mudanças severas na indústria automotiva , que precisa abandonar o antiquado modelo de produzir e um veículo e mandá-lo para a concessionária para que um interessado compre.

4 – Carros por assinatura

Toyota Corolla
Roberto Assunção

Toyota e Volkswagen lançam carros por assinatura no Brasil; veja os detalhes

Um dos novos caminhos que já estão sendo seguidos pela indústria são os carros por assinatura . Segundo a Porto Seguro, uma das empresas adeptas do aluguel de carros, ter um veículo por assinatura pode ser até 24% mais barato do que financiar um automóvel.

A Toyota está apostando pesado na empresa Kinto, presente em 29 países, incluindo o Brasil. Roger Armellini, diretor de mobilidade da Toyota, afirma que a nova empresa de carros por assinatura é um grande passo para a montadora na transição de uma fabricante de veículos para prestadora de serviços de mobilidade.

A Volkswagen, por sua vez, fechou uma parceria com a locadora Unidas para que sua frota de veículos híbridos seja disponibilizada ao público via assinatura. Este foi o destino das unidades encalhadas do Golf GTE híbrido, que agora poderão ser adquiridas temporariamente em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Além disso, a FCA também passou a oferecer o mesmo tipo de serviço no Brasil .

5- Foco nos híbridos e elétricos

Peugeot e-208 GT
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Peugeot e-208 GT, um dos vários modelos elétricos que serão lançados no Brasil em 2021

Na comparação com outros países desenvolvidos, que até estipularam data para proibir vendas de carros a combustão, o processo de eletrificação da frota brasileira está atrasado. Há um Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados para zerar impostos sobre importação e venda de carros elétricos , e nada mais do que isso.

Apesar do atraso, as fabricantes investem pesado no segmento dos eletrificados por aqui. Em 2020, tivemos o lançamento de Audi e-tron 100% elétrico e dos híbridos Mini Countryman e Volvo XC40. Ao longo de 2021, podemos esperar pelo Peugeot e-208 GT, Volkswagen ID.4, Audi RS e-tron GT, Toyota Corolla Cross e Jeep Renegade 4xe entre os eletrificados.

Fonte: IG CARROS

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Veja 5 variações do Ford Mondeo que nunca tivemos no Brasil

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O Ford Mondeo foi apresentado em 1992. O modelo que competia na Europa com carros como o Opel Vectra e o Volkswagen Passat, recebeu este nome pelo fato de ser considerado um automóvel mundial pela marca, com o seu projeto básico servindo para outros modelos da empresa na América do Norte e Ásia.


Disponível inicialmente nas carrocerias sedã, perua e hatch, o modelo chegou ao Brasil em 1995, nas versões CLX e GLX e com os motores 1.8 e 2.0 da família Zetec. Importado da Bélgica, o Ford Mondeo tinha como objetivo tirar do Versailles e da perua Royale, ambos variações do Volkswagen Santana, o papel de modelos mais prestigiosos da fabricante americana no Brasil.

No mercado brasileiro, o Mondeo durou até 2006, quando já era oferecido apenas como um sedã de porte grande. O modelo nunca foi um sucesso de vendas por aqui e acabou substituído pelo mexicano Fusion, que acabou sendo melhor aceito pelo público local. Confira a seguir as variações do Mondeo que nunca tivemos no Brasil.

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1 – Contour

Ford Contour: voltado para o mercado norte-americano, foi fabricado no México  entre meados dos anos 90 e 2000
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Ford Contour: voltado para o mercado norte-americano, foi fabricado no México entre meados dos anos 90 e 2000


O projeto do europeu Mondeo foi utilizado também no modelo Telstar (voltado para a Ásia e Oceania) e também no americano Ford Contour , que foi fabricado entre 1995 e 2000 nos Estados Unidos e no México.

Disponível apenas na variação sedã, o Contour mantinha a porção central da carroceria e o interior do Mondeo, assim como os motores 2.0 de quatro cilindros e 2.5 V6. A diferença ficava por conta do visual da dianteira e da traseira.

2 – Ford Mondeo ST200

Ford Mondeo ST200: versão esportiva da geração que chegou ao Brasil importada da Bélgica, mas em outras configurações
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Ford Mondeo ST200: versão esportiva da geração que chegou ao Brasil importada da Bélgica, mas em outras configurações


Lançada em 1999, já com a reestilização da 1ª geração, a versão limitada ST200 era a mais potente do Mondeo no mercado europeu, trazendo um visual esportivo com bancos Recaro, rodas de 17″ e suspensão com acerto esportivo.

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O motor era o mesmo 2.5 V6 de 24V do Mondeo Ghia V6 que chegou a ser oferecido no mercado brasileiro. Mas a preparação exclusiva, que incluía a troca de diversos componentes internos, fazia a potência do propulsor passar de 170 para 205 cv.

3 – Mondeo Metrostar

Ford Mondeo Metrostar: feito em parceria com uma empresa de Taiwan era feito com o mercado asiático como principal alvo
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Ford Mondeo Metrostar: feito em parceria com uma empresa de Taiwan era feito com o mercado asiático como principal alvo


Entre 2001 e 2007, a Ford produziu em Taiwan uma variação específica do Mondeo para o pais asiático. Chamado de Mondeo Metrostar , era feito por uma joint-venture entre a marca americana e a empresa local Lio Ho Automotive.

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Com o mesmo interior do carro europeu de segunda geração, que cresceu e passou a ser um modelo de grande porte, tinha uma frente redesenhada com um visual mais conservador, assim como a lanterna traseira com novo arranjo de luzes. Já os motores eram o 2.0 16V e o 2.5 V6.

4 – Mondeo (3ª geração)

Ford Mondeo Hatchback: não chegou ao Brasil, onde a marca preferiu apostar no Fusion feito no México
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Ford Mondeo Hatchback: não chegou ao Brasil, onde a marca preferiu apostar no Fusion feito no México


Enquanto no mercado brasileiro a Ford optou por substituir o Mondeo pelo mexicano Fusion, o modelo europeu seguiu ganhando atualizações. Em 2007, foi lançada a terceira geração, que na época compartilhava a plataforma com carros como o Volvo S60 e o Land Rover Freelander 2.

Além da carroceria sedã, esta geração ainda contava um uma variação fastback (conhecida em alguns mercados como Hatchback), com visual externo que iria inspirar vários outros modelos da Ford nos anos seguintes, como o New Fiesta Sedan e o Focus Fastback de terceira geração. Este Mondeo foi o primeiro a trocar os motor V6 pelos quatro cilindros turbo da família EcoBoost.

5 – Mondeo SW (4ª geração)

Ford Mondeo SW:  bela perua híbrida também não veio ao Brasil.  Além de espaçosa tinha versão de até 190 cv
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Ford Mondeo SW: bela perua híbrida também não veio ao Brasil. Além de espaçosa tinha versão de até 190 cv


Revelada em 2014, a 4ª geração do Mondeo trocou a base europeia EUCD pela global CD, o que fez com o modelo grande europeu se tornasse um clone do Ford Fusion de 2ª geração. Os dois carros passaram a ser visualmente idênticos, inclusive compartilhando alguns motores, como o conjunto motriz híbrido de 190 cv.

Apesar dessa semelhança ter feito com que, de certa forma, o Ford Mondeo tenha voltado ao Brasil, uma variação de carroceria que nunca chegou por aqui foi a perua, que ainda segue em produção na Europa.

Fonte: IG CARROS

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