Carros e Motos

VW Kombi: saiba detalhes da história da “Velha Senhora” feita no Brasil

Publicados

em


source


VW Kombi do início dos anos 50 chegou a ser importada para o Brasil, onde passou a ser fabricada em 1957
Divulgação

VW Kombi do início dos anos 50 chegou a ser importada para o Brasil, onde passou a ser fabricada em 1957

Nascida logo após a Segunda Guerra Mundial, quando as tropas britânicas deixaram a sede oficial da Volkswagen em Wolfsburg, a velha e boa Kombi fez sucesso em todos os quatro cantos do planeta, caindo definitivamente nas graças de todos.

O sucesso de tanta resistência e vitalidade da VW Kombi , comparado aos projetos mais avançados de suas concorrentes, veio a partir do esboço de um oficial inglês das forças de ocupação, seu nome era Major Ivan Hirst – encarregado na época em liderar a produção de automóveis bélicos para a Segunda Guerra Mundial.

O projeto Typ 2 (Tipo 2) só veio à tona graças a uma parceria entre Hirst, o engenheiro alemão Alfred Haesner e o Holandês Ben Pon, dono de concessionária.

Pon, certa vez ao visitar as dependências da sede da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha, notou um curioso veículo batizado de Plattenwagen que tinha como finalidade transportar peças de um galpão para outro dentro da fábrica.

O empresário então pensou que seria interessante fazer a importação para a Holanda, porém Pon acabou se frustrando por não poder importar os Plattenwagen, devidos as rigorosas normas de trânsito que vigoravam naquele país.

Depois de apresentado o esboço aos Hirst e Haesner, o projeto “Tipo 2” ganhou vida no ano de 1947
Reprodução

Depois de apresentado o esboço aos Hirst e Haesner, o projeto “Tipo 2” ganhou vida no ano de 1947

Assim, o empresário Ben Pon teve a feliz ideia de desenvolver um projeto revolucionário que atendesse o mercado de utilitários. Depois de apresentado o esboço aos Hirst e Haesner, o projeto ‘ Tipo 2′  ganhou vida no ano de 1947. Foi o ‘embrião para o nascimento’ da Kombi.

Leia Também:  GWM estréia fábrica de carros no Brasil e alega que farão até 208 km/l

Dois anos depois, o Transporte – nome de batismo da Kombi alemã – já era comercializado na Alemanha e vendido a outros países como Polônia, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia entre outros.

Em 1949 as primeiras Kombi eram importadas para o mercado brasileiro

Kombi sempre foi um carro bem aceito no Brasil, onde tem uma larga legião de fãs até os dias atuais
Divulgação

Kombi sempre foi um carro bem aceito no Brasil, onde tem uma larga legião de fãs até os dias atuais

O nome de batismo do Tipo 2 , Kombi , vem de Kombinationsfahrzeug , que no idioma germânico significa ‘ veículo combinado’ ou ‘ combinação do espaço para carga e passeio’ , e foi assim que o público brasileiro conheceu um dos veículos mais populares da história da indústria automobilística. Por aqui, as primeiras unidades vieram importadas no ano de 1949.

Graças ao sucesso de vendas, quatro anos mais tarde, a matriz alemã resolve instalar uma filial no Brasil, inicialmente sendo produzida pela Brasmotor, representante da americana Chrysler e proprietária da Brastemp na época. Ainda em 1953, nascia a Volkswagen do Brasil num reduzido galpão que contavam inicialmente com apenas 12 funcionários.

Leia Também

Em 1957, a empresa se instalava na cidade de São Bernardo do Campo, inaugurando a fabricação da van da VW que nesta época já contava com 100% de índice de nacionalização. Praticamente idêntica à versão alemã, a nossa Kombi contava inicialmente com motor de 1.192 cm³ e 36 cv a 3.400 rpm, contando com a velocidade máxima de 100 km/h.

As opções Luxo e Standard , além da Lotação , lançada em 1967, eram as versões mais populares. No mesmo ano eram introduzidos a versão  Pick-up e um motor de 1,5 litro (1.493 cm³) mais potente de  44 cv , além de sistema elétrico de 12 volts para toda a linha.

Curiosamente, também foram lançadas com seis portas sendo duas para cada fileira de bancos e muito rara hoje em dia e disputado por colecionadores. Essa primeira geração ficou popularmente conhecido como ‘Corujinha’ devido a sua frente estilizada que se assemelha com o animal.  

Versão picape a diesel é uma das mais raras de se encontrar e apareceu no Brasil no início dos anos 80
Divulgação

Versão picape a diesel é uma das mais raras de se encontrar e apareceu no Brasil no início dos anos 80

Em 1975 ocorreria a primeira mudança com a estreia do motor de 1.600 cc . Inicialmente a Volks pretendia fazer a reestilização completa, deixando a Kombi nacional com a porta corrediça e as três janelas grandes e cada lado.

Leia Também:  Novo Kia Sportage é registrado no Brasil para ser vendido este ano

Aparentemente, para cortar custos, a fábrica escolheu combinar a frente (com as portas dianteiras) e a traseira (apenas as lanternas) do modelo internacional com a carroceria do modelo nacional, de 12 janelas laterais.

Em 1981, a Volkswagen iniciava as vendas da Kombi com motor de 1,5 litro movido a diesel , refrigerado a água e com um exclusivo radiador dianteiro. Este motor era o mesmo que equipava o Passat exportação e foi oferecido nas versões Pick-up , com cabine simples ou dupla (foto acima) e  Furgão.

A mudança mais profunda só chegaria em 1997, quando o modelo finalmente recebia a porta corrediça e carroceria semelhante àquela conhecida no resto do mundo, embora o teto elevado em 11 cm seja único do modelo brasileiro. Em 2005, a VW marcava a chegada da Kombi Série Prata , edição limitada que marcava o último modelo refrigerado a ar.

No ano seguinte, a Volkswagen iniciava a comercialização da veterana Kombi com nova motorização, desta vez refrigerada a água. Tratava-se do motor EA-111 de 1.4 litro , o mesmo do Fox de exportação, porém a daqui contava com tecnologia flexível que rendia até 80 cv com etanol e 78 cv com gasolina.

Volkswagen Kombi Last Edition marcou o fim da produção do utilitário no Brasil com uma série de itens exclusivos
Divulgação

Volkswagen Kombi Last Edition marcou o fim da produção do utilitário no Brasil com uma série de itens exclusivos

No final de 2007 estreava a série especial ’50 anos’ com pintura saia e blusa (branco cristal e vermelho Bonanza) e tiragem de apenas 50 exemplares. Por dentro, ganhava revestimento dos bancos em Tear LE Fendy.

Para 2013, veio a Last Edition limitada a 600 unidades, mas que mais tarde a marca acabaria dobrando a produção, deixando muitos colecionadores irritados. Esteticamente, havia a tonalidade em azul pastel e branco, bancos em vinil azul, cortinas e vários itens com a logomarca Kombi etc.

O motor 1.4 flex de até 80 cv permanenia o mesmo. Porém, o que não continuava era a sua produção encerrando uma trajetória de mais de 50 anos de história no Brasil.

Fonte: IG CARROS

Propaganda

Carros e Motos

GWM estréia fábrica de carros no Brasil e alega que farão até 208 km/l

Publicados

em


source
Fábrica Mercedes-Benz de Iracemápolis foi vendida para a Great Wall Motors Company, que fará apenas carros eletrificados
Divulgação

Fábrica Mercedes-Benz de Iracemápolis foi vendida para a Great Wall Motors Company, que fará apenas carros eletrificados

A maior fabricante de carros da China, a Great Wall (GWM), acaba de inaugurar uma fábrica em Iracemápolis (SP): trata-se de uma unidade que foi inaugurada pela Mercedes-Benz em março de 2016 e fechada em dezembro de 2020. Nesta quinta-feira (27), a Great Wall Motors inicia oficialmente as operações no Brasil, fabricando apenas carros eletrificados, e promete fazer da unidade sua maior base fora da China.

A empresa anunciou investimentos de R$ 10 bilhões no país até 2032. Em 2025, a multinacional pretende alcançar um faturamento de R$ 30 bilhões. A GWM também garante que a fábrica brasileira será um centro completo de produção. Até 2025, almeja atingir um índice de nacionalização de 60%. A unidade industrial será um pólo de exportação para o continente. A retomada das atividades vai gerar 2.000 empregos diretos e 8.000 indiretos.

Para diversificar a atuação da montadora no Brasil, a GWM vai contar com três marcas, uma para cada linha de produtos. A Haval vai comercializar apenas SUVs on-road inteligentes, a Tank contará com SUVs off-road de luxo e a Poer terá picapes inteligentes.

Leia Também:  Novo Kia Sportage é registrado no Brasil para ser vendido este ano

Em um segundo momento, virá a linha Ora , uma marca premium exclusivamente movida a bateria. Ela será a primeira marca pura 100% de carros elétricos no Brasil.

Os carros, segundo a Great Wall , terão todos entre 230 cv a 430 cv, e entre 41 kgfm até 76 kgfm. Na prática, esses números se traduzem em aceleração de 0 a 100 km/h entre 7,2 segundos e 4,8 segundos, com consumo de combustível de 75 km/l a 208 km/l (ainda segundo a GWM), quando nos limitamos aos híbridos e híbridos plug-in .

Como se não bastasse, a montadora afirma que vai oferecer no Brasil o híbrido plug-in com a maior autonomia elétrica do mundo, de 200 km. Esse modelo ainda é capaz de recarregar 80% da sua bateria em apenas 30 minutos.

Leia Também

Todos os modelos produzidos no Brasil terão recursos de conectividade e sistemas semiautônomos de segurança Nível 2 de série, além de permitir o uso do comando por voz para controlar as funções do veículo, como fechar vidros ou abrir o teto solar. Os veículos da GWM no Brasil também estarão prontos para suportar o recurso de conectividade 5G.

Leia Também:  GWM estréia fábrica de carros no Brasil e alega que farão até 208 km/l

A GWM desenvolveu o primeiro sistema de veículo híbrido do mundo que conta com a tecnologia de atualização Over The Air (OTA), que trará atualizações de software e firmware pelo ar para o carro, não só para o multimídia, mas para todo o sistema do veículo, como módulos dos motores e hardware de direção semiautônoma .

Outra novidade tecnológica é que a GWM já está iniciando parcerias para estudos de uso de etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível.

Great Wall Tank 100 é o
Divulgação

Great Wall Tank 100 é o “irmão” chinês queo Jimny Sierra nunca tinha tido

“A GWM é a primeira empresa na China que forma parte da Comissão Internacional do Hidrogênio e tem vários projetos de pesquisa para as diferentes aplicações desse gás como elemento de propulsão”, afirma Pedro Bentancourt, Chief Relations Officer (CRO) da GWM Brasil.

“Pretendemos utilizar a unidade no Brasil como base de conhecimento na realização de acordos com universidades e centros tecnológicos brasileiros , visando desenvolver pesquisa que, por exemplo, inclua o uso do etanol como fonte de hidrogênio”, complementa Pedro Bentancourt.

Fonte: IG CARROS

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA