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Coluna – O fake news da Fifa

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O Código Disciplinar da Fifa, que por 15 anos se manteve praticamente igual, ganhou uma nova versão em julho do ano passado, quando a entidade decidiu investir pesado na luta contra o racismo no futebol. Entre as medidas anunciadas estava a que permite ao árbitro não só interromper uma partida, como também determinar a derrota da equipe responsável por manifestações racistas.

E o que aconteceu desde então? Uma punição ou outra a clubes e seleções, nada muito incisivo. Ao contrário, o brasileiro Taison, que reagiu aos insultos na Ucrânia, foi expulso pelo árbitro; o zagueiro Kalidou Koulibaly, francês naturalizado senegalês, também foi expulso num jogo do Campeonato Italiano; e o malinês Marega, do Porto, recebeu cartão amarelo por reagir aos gritos que vinham da torcida do Vitória de Guimarães.

Três exemplos para mostrar que estamos apenas no discurso de que “isso tem de mudar”. Têm-se de cobrar melhor postura do árbitro em campo, resguardado que é pelas normas da Fifa. Ou será que ele não está protegido para agir assim? Punição às torcidas, pois mesmo sendo manifestações de minorias, precisam pagar o preço de ficar fora dos estádios, para que elas próprias indiquem os infratores. E até mesmo o clube, de forma pecuniária, para que invista em campanhas educativas junto a seus torcedores.

Não sou favorável à punição esportiva, vinda de um tribunal. Que culpa têm os jogadores, na maioria das vezes solidários aos companheiros de profissão ofendidos, para serem prejudicados com a perda de pontos que conquistaram em campo? Mas isso é outra discussão.

A Fifa impõe regras e muda leis em países que organizam Copas do Mundo. Muda o calendário de todos os campeonatos mundo afora, para satisfazer sua vontade própria de organizar uma Copa no Qatar. É tão grande que tem mais filiados que a ONU. De que adianta tanto poder, se na hora de utilizar aquele que realmente importa ela não se manifesta como deve?

Edição: Verônica Dalcanal

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Após quarentena no Equador, nadadores paralímpicos chegam ao Brasil

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Depois de dez dias de ansiosa espera em Quito (Equador), os nove nadadores paralímpicos e o treinador Antônio Luiz Cândido da equipe de Indaiatuba (SP) desembarcaram nas primeira horas de hoje ( “Às três da madrugada já estávamos em casa. Mas, até mesmo na chegada aqui, apesar da saudade e da emoção, foi preciso manter a cabeça no lugar. A orientação era se resguardar para não ser um transmissor assintomático da covid-19 ” esclarece o técnico Antôio Cândido, mais conhecido como Maceió.

Também alivida, a atleta Cecília Araújo, já faz planos. “Agora é descansar. Manter a tranquilidade. E traçar novas metas”.

O grupo estava no Equador desde o último dia 3, participando de treinos preparatórios para competições classificatórias dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. As setetivas seriam realizadas no CT da capital paulista, no início de abril, mas foram canceladas. As novas datas permanecem indefinidas.

A primeira etapa dos treinos no Equador ocorreu até o último dia 21, na cidade de Cuenca, a altitude de 2550m . Depois o grupo se deslocou até a capital Quito. “Foi necessário um replanejamento. Pois a quarentena já era total. E não podíamos usar nem a piscina do nosso hotel”, relata o treinador Maceió.

Alguns atletas tiveram problemas até com medicamentos. Foi o caso da nadadora Raquel Viel. “Graças a Deus chegamos. Se aquele período de confinamento se alongasse muito mais o problema poderia ter sido bem maior. Mas já está tudo certo. Comprei meus remédios. E agora é descansar e esperar novas orientações ” disse.

O retorno previsto para o dia 21 de março foi impossibilitado por causa das restrições de movimentação em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid-19). No período de quarentena, o hotel foi fechado para hóspedes, mas aceitou manter a equipe, que havia chegado de Cuenca. As despesas foram pagas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e pela Prefeitura de Indaiatuba, no interior paulista. O grupo embarcou em um avião fretado pela Embaixada Brasileira no Equador na noite do último dia 30. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Philippe Coutinho doa 20 toneladas de alimentos e produtos de higiene

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Em tempos de pandemia do coronavírus, a recomendação é ficar em casa, protegido e o mais próximo possível de um isolamento social. O problema é que as medidas afetam diretamente o trabalho e o sustento de muitas famílias no Brasil. Quem pode, ajuda. Um dos auxílios veio lá da Alemanha, do meio-campista Philippe Coutinho. Nascido e criado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, o jogador doou 20 toneladas de alimentos e produtos de higiene para as comunidades da Mangueira e da Barreira do Vasco, que fica ao lado do estádio de São Januário.

A doação ocorreu por intermédio das associações de moradores. O jogador agradeceu a Deus por ter condições de ajudar e a todos que colaboraram de alguma forma para que a ação solidária se tornasse possível. O atleta disse que é o início de uma grande campanha para o bem, afirmando que ajudar quem precisa é fundamental para um mundo melhor e todos nós deveríamos fazer a nossa parte, seja com muito ou com pouco, mas o importante é ajudar.

Enquanto Philippe Coutinho mantem seu isolamento social e auxilia famílias no Rio de Janeiro, seu futuro também é destaque nos grandes jornais esportivos do mundo. Jogador do Barcelona emprestado ao Bayern de Munique, Coutinho vem sendo especulado em vários clubes da Inglaterra.

Só nesta quarta-feira (01),  jornal britânico Daily Express dedicou três matérias sobre a possível transferência do brasileiro para o futebol inglês. Chelsea, Tottenham, Arsenal, Manchester United e Leicester seriam os principais concorrentes. Deles, o Manchester seria o menos interessado, e Chelsea e Leicester os que mais buscam contratar Coutinho.

O diário catalão Mundo Deportivo também reserva espaço para falar do brasileiro. Na coluna do editor-chefe Sergi Solé, o Leicester aparece como grande possibilidade de destino de Coutinho. O técnico Brendan Rogers trabalhou com o jogador na época de Liverpool e gostaria de contar com o futebol do meio-campista para a próxima temporada. Na terceira colocação do Campeonato Inglês, o Leicester faria um investimento alto pelo atleta para disputar a próxima Champions League.

Por enquanto, Coutinho segue na Alemanha, sem perspectiva de compra de seu atual time, o Bayern de Munique. A tendência é que o brasileiro volte ao Barcelona após o fim de seu contrato de empréstimo com o clube bávaro e seja negociado pelos catalães. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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