Momento Saúde

Coppe e UFRJ desenvolvem novo teste para detecção do coronavírus

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Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo um novo teste capaz de detectar em minutos anticorpos em pessoas com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus. Além de mais rápido, o teste é mais simples e tem custo quatro vezes mais baixo do que o teste PCR (teste de proteína C reativa) que vem sendo aplicado atualmente.

O novo teste está sendo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) da Coppe/UFRJ, sob a coordenação a professora Leda Castilho; e do Laboratório Virologia Molecular (LVM) do Instituto de Biologia, sob a coordenação dos professores Amilcar Tanuri e Orlando Ferreira.

Falando hoje (23) à Agência Brasil, Leda Castilho explicou que está sendo produzido no LECC da Coppe  um ensaio Elisa (sigla do nome em inglês ‘Enzyme-Linked Immunosorbent Assay’), uma cópia da proteína das pontas do vírus, conhecidas como espículas, que permite a detecção de anticorpos específicos. Este teste é usado no diagnóstico de várias doenças que induzem a produção de imunoglobulinas, entre outras.

Amostra de pessoas que testaram positivo ou negativo para o PCR já estão sendo coletadas para poder validar o teste. “O sistema imunológico das pessoas que foram infectadas com o vírus produzem anticorpos contra o vírus. Então, você, com uma gotinha de sangue da pessoa, consegue ver se o sangue tem anticorpos do vírus. Se tiver, vai reagir com a proteína do vírus que a gente está produzindo no nosso laboratório”, indicou Leda Castilho. Disse que, havendo a reação, é porque a pessoa está positiva para o coronavírus, porque ela tem anticorpos anticoronavírus no seu sangue. 

Resultados

Os primeiros testes estão sendo iniciados já nesta semana. A professora espera ter resultados conclusivos em cerca de 30 ou 40 dias.Além da questão do custo menor, o teste sorológico tem outra grande vantagem, que é a rapidez. “O teste é mais rápido e você consegue também mais rapidez porque não tem filas”.

O teste que detecta anticorpos é chamado ensaio sorológico e pode ser em dois formatos. Um dos deles é o Elisa. O outro formato é o do teste rápido. Trata-se de um dispositivo de plástico com um papel cromatográfico dentro onde está a proteína do vírus produzida pelo LECC da Coppe. “No formato teste rápido, ele ainda tem a vantagem de que pode ser realizado em qualquer lugar e a resposta sai em minutos. Além do custo, que é quatro vezes mais barato para o teste sorológico em relação ao teste PCR, o teste PCR dá resposta em alguns dias. Com o teste sorológico no formato Elisa, a expectativa é de algumas horas até receber o resultado. Já no formato do teste rápido, a expectativa é ter o resultado em alguns minutos.

Segundo a coordenadora do novo teste na Coppe, foi feito um projeto para o Comitê de Ética do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. Desde a semana passada, a universidade montou um sistema de coleta de amostras e testagem ainda por PCR dos profissionais que atuam nos seus hospitais. “Com pequenos sintomas, a gente já retira do hospital, mas é importante que faça o teste porque, se der negativo, significa que ele está com o vírus da gripe e não com coronavírus. Ele pode retornar mais rapidamente ao trabalho e não desfalcar a força de trabalho”.

Triagem e coleta

Para todos os profissionais da área de saúde da universidade que atuam diretamente no atendimento a pacientes nos hospitais, foi montada uma estrutura de triagem e coleta de amostras para o teste PCR, utilizando-se secreções nasofaríngeas, que é o material usado para PCR. A partir desta semana, os pesquisadores do LEEC e do LVM vão coletar também amostras de sangue dessas pessoas. Assim, serão fornecidos resultados pelo teste PCR e pelo novo teste sorológico, para comparar se são positivos ou negativos por ambos.

Em paralelo, os pesquisadores da Coppe e do Instituto de Biologia da UFRJ estão buscando parceiros na indústria para o novo teste sorológico. Leda destacou que algumas empresas já produzem no país ‘kits’ diagnósticos, para tentar o mais rápido possível já ter isso produzido industrialmente e sendo fornecido. A testagem maciça e o isolamento imediato de quem testar positivo foi a chave descoberta na Coreia para para frear a epidemia que, no início, estava descontrolada, disse a pesquisadora.

Exportação

Leda Castilho ressaltou a importância ainda de desenvolver um teste nacional porque o mundo inteiro está querendo comprar. “E tendo uma produção nacional, um desenvolvimento de uma universidade, transferindo para uma empresa nacional, a gente garante que esse teste não vai faltar”. Pode ser transferido para produção em diferentes empresas e, inclusive, em empresas públicas vinculadas ao Ministério da Saúde. Os pesquisadores esperam fortemente que o desenvolvimento desse teste possibilite a garantia de disponibilidade de um número enorme de testes, para poder testar um percentual muito grande da população brasileira. 

Leda Castilho observou que o primeiro óbito por coronavírus ocorreu em São Paulo, mas o resultado só saiu no dia seguinte, após a morte do paciente. Segundo ela, isso é bem ilustrativo de que, no momento atual, já existe congestionamento. “E a gente está no início de uma crise, que vai ficar muito pior”.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

SP têm mais de 600 profissionais de saúde afastados devido ao covid-19

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Os sistemas de saúde público e particular do estado de São Paulo tiveram de afastar, desde fevereiro, mais de 600 profissionais devido à suspeita ou a confirmação da infecção por coronavírus nos funcionários.

O número de trabalhadores da área da saúde que precisarão ser removidos deve aumentar nos próximos dias. A Justiça paulista autorizou que funcionários do setor, que se enquadrem no quadro de risco para coronavírus, fiquem afastados dos hospitais.

Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), ao menos 190 funcionários do sistema público municipal de São Paulo foram afastados, desde o último dia 15, em razão da suspeita de coronavírus. O Hospital Municipal Doutor Carmino Caricchio, no Tatuapé, na zona Leste, é o destaque, com 45 afastamentos.

Na rede privada, dois dos mais importantes hospitais do estado removeram, desde fevereiro, mais de 450 profissionais diagnosticados com o coronavírus. O Hospital Sírio-Libanês afastou 104 funcionários. Já o Hospital Albert Einstein teve de remover 348 dos 15 mil colaboradores (2%), diagnosticados com a doença.

Sem estimativa

No sistema público estadual ainda não há informações sobre a quantidade de profissionais afastados do trabalho em razão da contaminação de coronavírus. No entanto, decisão liminar do juiz do Trabalho Moisés Bernardo da Silva, da 58ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou a liberação dos profissionais que se enquadrem no grupo de risco para o coronavírus.

A decisão beneficia os profissionais do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP), do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) e os trabalhadores contratados via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que atuam na administração direta.

“Liberem imediatamente das atividades presenciais os empregados substituídos processualmente que estejam enquadrados no grupo de risco, assim compreendidos os idosos com 60 anos ou mais, as gestantes, os portadores de doenças respiratórias crônicas, cardiopatias, diabetes, hipertensão, doenças renais, ou de quaisquer outras afecções que deprimam o sistema imunológico, assegurando-lhes todos os direitos e benefícios do contrato de trabalho”, diz texto da decisão.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), que ingressou com a ação, já há falta de profissionais na saúde, além do envelhecimento dos que estão na ativa. De acordo com a entidade, quase 60% dos trabalhadores da saúde no estado estão acima de 50 anos; destes, mais de 15% tem mais de 60 anos.

“As trabalhadoras e os trabalhadores da saúde pública, que compõem o grupo de risco, não podem pagar com suas vidas pelos erros recorrentes do governo do estado que não realizou os concursos necessários e, agora, vive o reflexo da falta de pessoas”, destaca a presidente do SindSaúde-SP, Cleonice Ribeiro.

Governo de São Paulo

Em nota, o governo de São Paulo disse que prepara defesa e vai recorrer da decisão imediatamente, assim que seja notificado. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo informou que o afastamento de todos os funcionários do grupo de risco poderá inviabilizar a operação para transformar o instituto central em uma ala exclusiva, com 900 leitos, dos quais 200 UTIs, para tratamento de pacientes com covid-19.

“É preocupante que a Justiça interfira no funcionamento dos hospitais públicos, especialmente em época de pandemia, uma vez que o afastamento de profissionais sem o devido critério preconizado pelas autoridades sanitárias pode comprometer a assistência prestada à população”, disse, em nota, a Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo o órgão, todos os funcionários do grupo de risco já foram realocados para “locais de baixo risco, como setores administrativos”. A secretaria informou ainda que todos os trabalhadores estão recebendo atendimento e, aqueles que apresentam sintomas, estão sendo submetidos ao teste para coronavírus. “Aqueles que têm o exame positivo estão isolados e recebendo tratamento de acordo com protocolo”.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Aplicação de vacinas contra H1N1 vai ser adiantada nas prisões

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O ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, anunciou na tarde desta terça-feira (31) que a aplicação de vacinas contra o vírus H1N1 vai ser adiantada nas prisões. O anúncio foi feito em entrevista coletiva que o governo anunciou medidas de combate à Covid-19.

De acordo com o ministro, também não há casos confirmados nas cadeias brasileiras. “Apenas um caso foi registrado, em prisão domiciliar. Dentro do sistema prisional, não há registro”, disse.

O Brasil registrou mais 42 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 201, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (31) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 20,9%.

De acordo com a pasta, os novos casos confirmados de Covid-19  são 1.138, totalizando 5.717. O aumento foi de 19,9%. Já a taxa de letalidade continuou em 3,5%.

Fonte: IG SAÚDE

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