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Especialistas reforçam recomendação para ficar em casa. Autoridades alertam para a dificuldade de prever o quadro de propagação da doença

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Com o aumento exponencial de casos da Covid-19 no Distrito Federal — desde o primeiro registro da doença, há duas semanas —, também sobe a preocupação com a curva de contaminação pelo coronavírus. Na última semana, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou na possibilidade de colapso do sistema de atendimento.

Em Brasília, as iniciativas de restrição para conter o avanço da contaminação começaram em 11 de março, com a suspensão das aulas. Para especialistas, as medidas têm sido acertadas, mas a população precisa segui-las à risca, enquanto o panorama ainda é incerto.

Em alguns países, sair de casa sem motivo está proibido. No Distrito Federal, contudo, as ações de fiscalização ainda não chegaram a esse ponto, mas podem acontecer, pois a queda na circulação de pessoas tem efeito direto sobre a transmissão viral. “É preciso ter uma comunicação adequada. Orientar e de forma efetiva. Não acho que as iniciativas recentes foram abusivas ou precipitadas”, avaliou Carla Pintas Marques, professora do curso de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisadora acrescentou outro ponto de destaque: a adequação dos serviços de saúde para receber uma demanda maior de pacientes nos próximos dias. “Não sei o movimento que a Secretaria de Saúde está fazendo para isso, mas acho que fechar parcerias com grandes indústrias é fundamental. Vamos precisar de novos leitos, hospitais de campanha. Todo esse movimento deve existir, inclusive de forma preventiva”, recomentou Carla.

A professora observa que a capital federal tem organização de serviços em saúde que permite dar retorno à população, mas o crescimento do número de casos pode gerar um cenário imprevisível, especialmente para grupos mais vulneráveis.

Ainda assim, o fato de os decretos que tratam da circulação de pessoas terem saído mais cedo no DF do que em outras unidades da Federação pode ser um fator positivo para a distribuição dos registros, segundo Carla. “Não há uma fórmula para dizermos que aqui teremos menos registros, mas creio que medidas restritivas, mais duras, vão fazer com que tenhamos um controle melhor (da doença)”, ponderou a professora.

 

Otavio Ventureli(com correiobraziliense)

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Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário e Florestal de MT pede que Governo pause pagamento de consignados

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O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap-MT), que representa os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e Instituto de Terras (Intermat) pediu ao governo estadual uma pausa no pagamento dos empréstimos de consignados.

O argumento é que servidores públicos, assim como todo cidadão mato-grossense, devem ser prejudicados com a crise econômica que instalará em função da pandemia do coronavírus. Cita, neste contexto, que já há rumores em Mato Grosso acerca de possível atraso de pagamento dos salários.

“Sabemos que muitos servidores fizeram empréstimos e estão numa situação complicada, em função disso, então, solicitamos ao governo do Estado para que dê um fôlego para esses servidores no pagamento das respectivas parcelas, assim, como está fazendo no pagamento de tributos”, disse a presidente do Sintap, Rosimeire Ritter.

Inúmeras outras solicitações também foram feitas pelo sindicato junto ao Fórum Sindical em prol do servidor público. “Desde que se iniciou toda essa situação grave desta pandemia, temos nos dedicado diuturnamente e trabalhado muito buscando garantir os direitos do servidor público e enquanto estivermos representando tanto a categoria do Indea quanto do Intermat, faremos o possível para lhes garantir o que lhes é de direito”, disse Rosimeire.

 

Otavio Ventureli(com assessoria)

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Deputados de Mato Grosso estimam queda de 30% na arrecadação do Estado e Assembléia sai na frente preparando cortes em despesas

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Com menos movimentos nas ruas e com a maior parte dos estabelecimentos comerciais fechados, os deputados estaduais estimam até 30% na queda de arrecadação do governo de Mato Grosso.

Com menos dinheiro, cortes são inevitáveis e a Assembleia Legislativa saiu na vanguarda e prepara um decreto prevendo corte no gabinete dos parlamentares.

A ideia é cortar a gordura e preservar o emprego no momento de crise, segundo afirmou neste domingo(29) o deputado Carlos Avalone(Foto).

Para fazer o acompanhamento das ações foi criado o Observatório Socioeconômico, com membros da Assembleia e entidades representativas dos segmentos econômicos, debatendo a crise gerada pelo coronavírus e os setores e pessoas mais afetados com a falta de recursos para fazer a economia girar.

Os deputados já decidiram que vão economizar na verba indenizatória, em custeio da Casa Legislativa, em passagens e combustíveis, todo dinheiro será convertido ao combate da Covid-19. Com a instalação de leitos de UTI no interior, por exemplo.

“Os deputados já estão preparados para isso. Com certeza, os recursos do Estado não darão para cumprir todos os compromissos. Precisamos preversar o emprego, não tem cabimento nem o Estado e nem a Assembleia falar em demissão, temos que dar tranquilidade ao servidores e dizer que a manutenção do emprego que vai fazer a roda girar, tudo isso está na nossa preocupação”, disse Avalone.

Em pronunciamento a nação nesta terça-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o fim do confinamento em massa no Brasil por questões econômicas. A União prepara um pacote de medidas para incentivar a economia e na distribuição de renda.

O governador Mauro Mendes (DEM) também já criticou medidas extremas que são adotadas por cidades do interior que ainda não apresentam caso de Covid-19. O Estado anunciou a doação de 50 mil cestas básicas a famílias em situação de vulnerabilidade social.

 

Otavio Ventureli(com Ascom)

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