Momento Saúde

Crianças internadas no Hemorio têm um dia de herói com bombeiros

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Crianças do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), tiveram hoje (7) um “dia de herói”. Os pequenos pacientes internados no Hemorio receberam aventais personalizados com seus nomes, com a estampa do uniforme de bombeiros, além de brinquedos.

A ação foi iniciada no Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, zona oeste, no último dia 30, e se repetirá, até o final do ano, nos hospitais Adão Pereira Nunes (Duque de Caxias, Baixada Fluminense); Carlos Chagas (Marechal Hermes) e Getúlio Vargas (Penha), ambos da zona norte da capital; e Alberto Torres (São Gonçalo, região metropolitana do Rio).

Humanização

fotos de divulgação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para matéria de Alana Gandra no flash

fotos de divulgação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para matéria de Alana Gandra no flash – Mauricio Bazilio / SES

A iniciativa da SES objetiva tornar a rede hospitalar mais humanizada. Ao entregarem aventais e brinquedos aos pequenos pacientes, os bombeiros contam histórias de suas carreiras e explicam como é o dia a dia do trabalho da corporação.

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O diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim, disse que o apoio dado pelos bombeiros à iniciativa contribui para humanizar o tratamento às crianças nos hospitais. “Hoje, os bombeiros foram ao Hemorio. Foi muito bom, emocionante, as crianças adoraram. É uma ação que vai na linha da humanização, que é meta que todo mundo persegue, do melhor atendimento, ainda mais em hospitais como o nosso, em que os pacientes têm doenças graves, crônicas.”

Amorim destacou que muitas crianças têm doenças causadas por alterações no sangue (falciformes) e sofrem várias internações ao longo da vida. São crianças com leucemia, que fazem uimioterapia e ficam, às vezes, meses internadas. “É muito duro. E ações como essa fazem as crianças ficarem mais felizes e isso contribui para a resposta ao tratamento”. Amorim destacou ainda que o contato com os bombeiros, que são profissionais que se arriscam cotidianamente para salvar vidas, tornou o dia das crianças internadas especial. 

Trabalho conjunto

O secretário de estado de Saúde, Edmar Santos, destacou o trabalho conjunto dos órgãos do governo em prol do bem-estar das crianças. “Com essa ação, nosso objetivo é proporcionar um dia especial às crianças internadas nos hospitais da rede estadual com a presença dos bombeiros, nossos heróis da vida real. Levamos o sonho para perto delas, porque muitas se encantam com o gesto de salvar vidas”, disse.

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Os aventais hospitalares foram produzidos pela Fundação Santa Cabrini, vinculada à Secretaria de Estado de Trabalho e Renda. A instituição gerencia o trabalho prisional no estado do Rio de Janeiro e oferece aos internos a oportunidade de aprendizado de uma nova função.

Os brinquedos distribuídos foram arrecadados durante os últimos dois meses pela SES, com apoio de outras 17 secretarias e órgãos do estado, que serviram como ponto de coleta. (Alana Gandra)

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

OMS faz alerta sobre a saúde dos adolescentes

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Quatro em cada cinco adolescentes no mundo são sedentários, especialmente as meninas, informa estudo revelado nesta sexta-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), elaborado entre 2001 e 2016, em 146 países. No Brasil, a situação é pior: 84% de jovens entre 11 e 17 anos não praticam uma hora diária de atividade física, conforme recomendação da OMS.

De acordo com o estudo, uma das causas desta tendência é a “revolução digital”. O documento foi publicado pela revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Para calcular o número de adolescentes sedentários, a OMS analisou pela primeira vez dados reunidos entre 2001 e 2016, envolvendo 1,6 milhão de estudantes de 146 países. Em todo o mundo, 81% dos jovens entre 11 e 17 anos escolarizados não cumpriram a recomendação de uma hora diária de atividade física em 2016, registrando uma ligeira queda em relação a 2001 (82,5%). A situação atual é muito mais preocupante entre as meninas, 85%, do que entre os meninos, 78%.

Os primeiros dados sobre tendências globais em termos de atividade física insuficiente entre adolescentes mostram a necessidade de medidas urgentes para aumentar os níveis de atividade física entre meninas e meninos dos 11 aos 17 anos de idade. O documento conclui que mais de 80% dos adolescentes em idade escolar em todo o mundo – especificamente, 85 % de meninas e 78% de meninos – não atingem o nível mínimo recomendado de uma hora de atividade física por dia.

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A diferença entre a porcentagem de meninos e meninas que atingiram os níveis recomendados em 2016 excedeu 10 pontos percentuais em aproximadamente um em três países (29%, ou seja, em 43 dos 146 países), e as maiores diferenças foram registradas nos Estados Unidos da América e na Irlanda (mais de 15 pontos percentuais). Na maioria dos países considerados no estudo (73%, ou seja, em 107 de 146), observou-se um aumento nessa diferença de gênero entre 2001 e 2016.

Atividade física

De acordo com o documento, os níveis de atividade física insuficiente observados entre os adolescentes permanecem extremamente altos e isso representa um perigo para sua saúde atual e futura. “É necessário adotar medidas regulatórias urgentes para aumentar a atividade física e, em particular, promover e manter a participação das meninas”, diz a Dra. Regina Guthold (OMS), autora do estudo.

Dentre os benefícios à saúde de um estilo de vida fisicamente ativo na adolescência, vale destacar a melhora da capacidade cardiorrespiratória e muscular, a saúde óssea e cardiometabólica e os efeitos positivos no peso. Da mesma forma, há evidências crescentes de que a atividade física tem um efeito positivo no desenvolvimento cognitivo e na socialização. Os dados atualmente disponíveis indicam que muitos desses benefícios permanecem até a idade adulta.

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Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adolescentes pratiquem atividade física moderada a intensa por uma hora ou mais por dia.

 

Edição: José Romildo
Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Médicos usam podcasts para divulgarem dicas de saúde: “Ótimo canal de diálogo”

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2019, dizem, é o ano do podcast no Brasil. Nunca o formato de programa de áudio, que pode ser ouvido por streaming ou baixado para celular ou computador, foi tão popular por aqui. Rendendo-se ao formato, profissionais de saúde vêm encontrando nele uma maneira de dividir seu conhecimento e oferecer  dicas de saúde  e beleza aos pacientes.

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Formato de podcasts cresceu no Brasil em 2019 e deve continuar em alta no ano que vem

Para Apolônia Sales, foi uma questão de aderir a mais mídia. Dermatologista com 12 anos de atuação, há quatro ela produz vídeos para seu canal no YouTube, que tem quase 12 mil inscritos, e, em julho, publicou o primeiro episódio do podcast “Dra. Apolonia Sales”, em que fala de cuidados com a pele e os cabelos .

“Eu já tinha vontade de gravar um podcast, mas depois de um curso de cirurgia plástica que fiz este ano em Nova York com a Lara Devgan, conheci o programa dela e decidi fazer o meu”, conta, referindo-se à cirurgiã plástica americana que tem um dos podcasts de estética mais populares do mundo, o “Beauty bosses”.

A facilidade de produzir e consumir o formato foi seu maior estímulo. “Para ver um vídeo, a pessoa tem que estar prestando atenção. O podcast dá para ouvir no carro, na academia. E a gravação também é mais simples. Para fazer vídeos eu preciso da câmera, de luz, de preparar o local de gravação”, compara. “Ainda vou fazer os vídeos, mas penso em expandir o podcast.”

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No atual formato do programa, Apolônia fala por três ou quatro minutos. A duração mais curta (bem abaixo da média brasileira, que é de 65 minutos, segundo uma pesquisa da agência de jornalismo e produção de conteúdo digital Volt Data Lab) foi pensada para não cansar os ouvintes. Para gravar, Apolônia usa o celular e o esboço de um roteiro que ela mesma prepara. A edição é feita por um profissional.

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Segundo uma pesquisa do Ibope divulgada em maio, pelo menos 50 milhões de brasileiros (40% dos 120 milhões de usuário de internet do país) já ouviram um podcast. Sendo assim, há um enorme público potencial para o formato. Por isso, Apolônia já pensa em mexer no modelo do programa no ano que vem.

Ouvinte de podcasts, ela revela alguns que lhe servem de referência. “Ouço o “Beauty, by Dr. Kay” e o “Master of scale”. Brasileiros ouço menos, até porque não existem muitos na área de saúde.”

“Este é um ótimo canal de diálogo”

Márcia Linhares, dermatologista que também lançou seu programa este ano, acredita que a pouca oferta de conteúdo em áudio sobre saúde no Brasil se deve a um certo conservadorismo dos médicos, mas crê que o cenário tende a mudar. “O médico precisa abrir a cabeça e entender que este é um ótimo canal de diálogo”, diz . 

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O “Dra. Márcia Linhares”, lançado em outubro, é semanal e já abordou temas como os cuidados na hora de aplicar botox e tratar das celulites. Foi ouvindo audiolivros que Márcia percebeu o poder desse tipo de mídia. As pautas são sugeridas por seus seguidores no Instagram:

“As pessoas mandam muitas mensagens em privado no Instagram com dúvidas. Achei que responder de maneira mais ampla poderia ser um serviço público interessante. E só preciso do silêncio do consultório e do meu celular para gravar.”

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ela explica alguns cuidados que um médico precisa ter na hora de gravar. “Não podemos fazer propagandas de marcas, receitar nem sugerir tratamentos. O material deve ser apenas informativo.”

O endocrinologista Henrique Passos está lançando seu podcast este mês, no qual entrevista outros profissionais de saúde:

“A ideia é que eu seja uma espécie de guia para apresentar ao público outros profissionais. Já entrevistei um preparador físico, um nutricionista e um psicólogo. O objetivo é promover conhecimento, para evitar que as pessoas cometam erros como tomar hormônios para melhorar o desempenho na atividade física ou fazer dieta sem acompanhamento.”

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Henrique ouve podcasts de educação financeira, sobre mercado de trabalho e de notícias. Para ele o momento é de crescimento desta mídia. “Praticamente não existiam podcasts sobre saúde no Brasil no começo do ano. A tendência é que esse número seja cada vez maior.”

Fonte: IG SAÚDE

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