A propriedade rural que recebeu a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/2027 não foi escolhida apenas pela localização. A Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, apresentou durante o evento uma trajetória marcada pela diversificação das atividades e pela busca de maior integração dentro da própria propriedade.
Administrada pela família Pozzobon, a fazenda reúne produção de soja, milho e algodão, além de pecuária, etanol e geração de energia.
A experiência foi apresentada durante a programação como exemplo de verticalização da produção. A lógica é aproveitar diferentes etapas da cadeia para criar novas fontes de receita e reduzir a dependência de uma única atividade.

Fernando Pozzobon, diretor de Negócios da Fazenda Horizontina, destacou durante o evento a necessidade de previsibilidade para o produtor e a importância de continuar transformando a propriedade.
A história da família também foi utilizada para mostrar uma característica presente em diferentes regiões de expansão agrícola de Mato Grosso: propriedades que começaram concentradas na produção de grãos passaram a incorporar novas atividades ao longo do tempo.
A verticalização, nesse cenário, deixa de ser apenas um conceito econômico e passa a fazer parte da estratégia de sobrevivência e crescimento das propriedades.
Foi justamente essa experiência que serviu de pano de fundo para um dos principais debates da Abertura Nacional do Plantio: como fazer com que a produção de soja gere mais valor antes de deixar a região produtora.
Ao receber o evento nacional, a Fazenda Horizontina acabou colocando sua própria trajetória dentro de uma discussão maior sobre o futuro do agronegócio brasileiro.































