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De “gripinha” a “não é tudo isso”: vezes em que Bolsonaro minimizou coronavírus

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Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro

Nos últimos dias, Jair Bolsonaro vem amenizando suas frases sobre importância da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, a postura do presidente segue sendo de confronto com quem, segundo ele, tenta levar pânico à população e causa histeria social e econômica no país.

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Desde o início da propagação do novo coronavírus no mundo, Bolsonaro sempre fez questão de deixar claro seu pensamento sobre a doença. Para ele, houve “histeria” no país causada por medidas tomadas por governadores e prefeitos do Brasil, algo que só atrapalharia a economia e deixar a população em pânico.

Porém, conforme a gravidade da Covid-19 foi se tornando uma realidade cada vez mais impactante, gerando inclusive mortes no Brasil , Bolsonaro chegou a suavizar as palavras, afirmando que é preciso ter cautela com a “ameaça” do coronavírus e reconhecendo “seriedade do momento”, mas sempre afirmando: não se pode gerar pânico .

Relembre declarações do presidente

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Jane de Araújo/Agência Senado

“Não há motivo para pânico”: assim, presidente avaliava início da pandemia no Brasil

NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO (06/03) – Em pronunciamento, presidente preferiu seguir linha tranquilizadora e disse que momento era de união: “Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção “.

SUPERDIMENSIONADO (10/03) – Durante viagem aos EUA , o presidente participou de encontro com a comunidade brasileira em Miami. Em discurso, afirmou que o “poder destruidor” do vírus era “superdimensionado”: “talvez esteja sendo potencializado por questão econômica”.

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NÃO É TUDO QUE DIZEM (16/03) – Ao discursar para apoiadores na porta do Palácio do Planalto , presidente elogiou protestos realizados no domingo anterior e tentou tranquilizar sobre o novo coronavírus: “que vai ter problema, vai ter. Mas não é tudo isso que dizem”.

FIM DE MUNDO (17/03) – Em entrevista à Super Rádio Tupi, Bolsonaro criticou órgãos de imprensa por não o deixarem em paz, acusou governadores de tomarem atitude que atrapalham a economia e disse: “o que está errado é essa histeria , como se fosse fim de mundo”.

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Agência Brasil

Em declarações, presidente afirmava ser “histeria” a questão da doença

HISTERIA (18/03) – Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, presidente disse que pandemia era grave , mas que não havia motivo para histeria: “é uma questão grave, mas não podemos entrar no campo da histeria. Minha obrigação é levar a verdade para a população e que essa verdade não ultrapasse o limite do pânico”.

ÓBITO EM POUCOS CASOS (20/03) – Durante a tradicional live, Bolsonaro voltou a minimizar efeitos da doença e afirmou que para algumas pessoas, a infecção torna-se grave e, em alguns casos, pode levar a morte : “apenas 5% das pessoas que pegam que vão ter algum problema mais grave”.

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REMÉDIO VIRAR VENENO (20/03) – Em entrevista, presidente criticou atitudes tomadas pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Segundo ele, são medidas “que levam cada vez mais pânico”: “temos que tomar medidas equilibradas. Daqui a pouco vamos ter problema de saque, outros problemas vão aparecer no Brasil . O remédio tem que ser proporcional para não virar veneno. Se não, mata”.

GRIPEZINHA (20/03) – Ao ser questionado sobre seu estado de saúde , o presidente relembrou a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 para garantir que não seria uma ” gripezinha ” que iria derrubá-lo: “Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar. Toda família deu negativo aqui em casa. Talvez eu tenha sido infectado lá atrás e nem fiquei sabendo. Talvez. E estou com anticorpo”.

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Isac Nóbrega/PR

Pela primeira vez, presidente admitiu “seriedade da situação” no Brasil

SERIEDADE E AMEAÇA (21/03) – Pela primeira vez, o presidente amenizou a fala sobre a questão. Em postagem no Twitter, reconheceu ” seriedade do momento e temor da população” com o novo coronavírus.

DORIA LUNÁTICO (22/03) – Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro criticou decreto de quarentena implementado por alguns governadores, chamou João Doria de “lunático” e disse que estados estão “extrapolando”, voltando a afirmar que uma “dose excessiva de remédio pode se tornar um veneno”.

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FANTASIA DE GOVERNADORES (23/03) – Em entrevista para a Rede Record, o presidente não poupou críticas aos adversários e disse que “povo vai saber que foi enganado pela crise do coronavírus”, ressaltando que governadores vivem ” fantasia ” e são “exterminadores de empregos”. Por fim, ainda afirmou que a pandemia da Covid-19 deverá matar menos do que o H1N1 , que ocorreu em 2009.

PÂNICO É DOENÇA (23/03)  – Ao deixar o Palácio do Planalto, Bolsonaro não quis comentar sobre possível adiamento das eleições de 2020 e ressaltou que não se pode espalhar pânico na sociedade: “nós não podemos levar o pânico porque ele é uma doença também, e ainda mais grave do que o coronavírus “.

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Política Nacional

Exército deve produzir 1 milhão de comprimidos de cloroquina, diz Bolsonaro

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Reprodução/Twitter

Cloroquina será produzida pelo exército brasileiro

Durante o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro , na noite desta terça-feira (31), foi anunciado que laboratórios militares irão produzir 1 milhão de comprimidos de Cloroquina em 12 dias para o combate a covid-19.

O medicamento foi utilizado em alguns pacientes infectados pelo novo coronavírus (Sars-coV-2) na França e no Brasil e apresentou resultados, porém a utilização de Cloroquina em larga escala ainda não é recomendado pela OMS .

A produção do medicamento ficará a cargo do Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) apoiado pelo Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) e pelo Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA).

Segundo informe do Ministério da Defesa, a produção da Cloroquina 150 mg está em alta demanda desde o dia 23 de março. A Cloroquina é usada no Brasil para o tratamento da Artrite, do Lúpus e da Malária e está em falta nas farmácias em virtude da divulgação do seu uso contra o coronavírus. Segundo o Exército , o esforço para a produção do remédio é necessário “ainda que permaneçam em fase de estudos para a comprovação de sua segurança e sua eficácia”.

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O presidente Jair Bolsonaro também mencionou que os laboratórios militares também produzirão álcool em gel.

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Câmara confirma lista de produtos usados no combate à Covid-19 que não poderão ser exportados

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (31) proposta que proíbe a exportação de respiradores, equipamentos de proteção individual e monitores multiparâmetro durante a pandemia causada pelo coronavírus, com o objetivo de garantir o abastecimento do sistema de saúde brasileiro. A medida segue para sanção presidencial.

O texto aprovado é a versão da Câmara ao Projeto de Lei 668/20, do deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ) e da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC). A medida proíbe a exportação dos seguintes produtos:
– equipamentos de proteção individual de uso na área de saúde, como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscaras cirúrgicas e protetor facial;
– camas hospitalares; e
– equipamentos usados em casos graves da doença: ventiladores pulmonares e monitores multiparâmetro.

A proposta também autoriza o Executivo a incluir outros itens à restrição de exportação e a levantar o veto ao comércio internacional de alguns dos produtos, desde que não prejudique a população brasileira e haja fundamentação.

Texto rejeitado
Os deputados rejeitaram as alterações do Senado ao texto e mantiveram a versão aprovada na Câmara há duas semanas. Os senadores delegaram ao Ministério da Saúde a decisão de restringir ou proibir a exportação de produtos utilizados no combate à pandemia causada pelo coronavírus.

Alguns deputados afirmaram, no entanto, que a decisão flexibilizou a medida de tal modo que ela poderia ser ineficaz.

O autor do projeto, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., disse que já há relatos de profissionais de saúde usando plástico em vez de avental. Diante dessa realidade, ele avaliou que é preciso ser claro sobre quais produtos não poderão ser vendidos no mercado externo.

“Falamos em orçamento de guerra e, em um contexto de guerra, é preciso tomar medidas radicais. Prefeitos não conseguem comprar respiradores e nós vamos deixar a nossa produção ser exportada?”, questionou. Ele destacou ainda que medida similar foi tomada pela Alemanha e por outros países.

A deputada Carmen Zanotto também defendeu o texto da Câmara. “Na condição de enfermeira, que somos 80% da força de trabalho, relato que a principal preocupação é a falta de equipamento de proteção individual”, afirmou.​

Desconfiança
Alguns deputados, especialmente da oposição, manifestaram desconfiança quanto à capacidade do Executivo de tomar a decisão de proibir a exportação dos produtos. O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) afirmou que o texto original é um indicativo mais definitivo do que deve ser dedicado ao mercado interno. “Se flexibilizar o projeto aprovado da Câmara e deixar a decisão a cargo do presidente da República, poderemos ter problema”, disse.

O deputado Carlos Veras (PT-PE) também defendeu o texto original, para que não faltem equipamentos de proteção aos profissionais brasileiros.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) votou contra o seu partido e defendeu o texto do Senado. “Estamos tratando de comércio internacional e existe retaliação nessa relação. Se fecharmos totalmente para o mercado externo, podemos arcar com retaliações futuras”, afirmou.

Mais informações a seguir.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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