Política Nacional

Deputado cria PL que tira todos os direitos trabalhistas para ironizar Bolsonaro

Publicado

source
Paulo Ramos arrow-options
PSOL Rio de Janeiro

Paulo Ramos

O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) apresentou um projeto de lei que prevê a eliminação de todos os direitos trabalhistas e previdenciários da população. A proposta, no entanto, é uma ironia a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, em que disse que o trabalhador quer “menos direito e mais emprego”. 

Leia também: CPMI das fake news ouvirá general Santos Cruz na próxima terça

“O Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, tem proclamado algo óbvio que
somente uma oposição irresponsável insiste em não ver. Diz o Sr. Presidente o
seguinte: Quanto menos direitos, mais empregos”, ironiza o deputado

“Inferindo, assim, que para que possamos alcançar o pleno emprego, urge eliminar
direitos trabalhistas, concedidos por mandatários populistas e distanciados dos valores
maiores que devem orientar a economia, em homenagem ao futuro do Brasil e em
obediência aos melhores ensinamentos que podemos extrair da Bíblia”, completa. 

De acordo com o texto, o projeto destina-se a criar a Política de Pleno Emprego (PPE), que torna “urgente a redução progressiva, até a eliminação, dos direitos trabalhistas e previdenciários” com um prazo de três a quatro anos. 

“Enfim, se ao trabalhador não for conferido nenhum direito, teremos o pleno emprego,
que é o desejável por todos aqueles que não suportam mais ver o sofrimento imposto ao
povo brasileiro”, diz o deputado. 

Entre as metas citadas pelo parlamentar, estão a jornada diária de trabalho estendida para até 24 horas e até a eliminação do salário. “Em caso de doença ou acidente de trabalho, poderá o empregador deixar o trabalhador na rua, na praça ou em qualquer logradouro próximo à sede da empresa”, diz um trecho do projeto.

“A critério do empregador, o trabalhador poderá fazer a sua refeição, ou quaisquer
outras atividades diversas de suas atribuições, inclusive as destinadas à satisfação de
necessidades fisiológicas, durante o cumprimento e no mesmo local onde cumpre suas
tarefas laborais”, diz outro trecho do texto. 

Leia também: Gleisi critica placa do Aliança pelo Brasil: “É a política deles para os pobres”

Na justificativa da proposta, Ramos ainda faz piada com o slogan da campanha de Bolsonaro , “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. “Quanto maior for a dominação, a supressão de todos os direitos e garantias individuais e coletivas e, o conformismo, mais cedo todos estaremos unidos, gritando, nos campos e nas cidades: Brasil abaixo de tudo e o mito acima de todos”, conclui. 

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Proposta estende a motorista de aplicativo isenção tributária garantida a taxista

Publicado

Motoristas autônomos que dirigem para aplicativos de transporte como Uber, Cabify, 99 e afins poderão receber isenções tributárias de IPI, na aquisição de veículos, e de IOF, nas operações de financiamento. É o que determina o Projeto de Lei (PL) 4.437/2019, que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A iniciativa, do ex-senador Siqueira Campos, aguarda designação de relator.

O texto propõe alteração nas Leis 8.383, de 1991, 8.989, de 1995, e 12.587, de 2012, para permitir que esses profissionais tenham os mesmos direitos de que se beneficiam seus concorrentes, os taxistas. A proposta prevê também que os carros possam transitar em vias especiais destinadas ao táxi e usar vagas em estacionamentos públicos e privados. O projeto estabelece ainda que, para ter direito aos benefícios da lei, o motorista precisa comprovar a propriedade do veículo e estar devidamente cadastrado nas plataformas dos aplicativos há, no mínimo, dois anos.

Para o autor da matéria, a iniciativa é justa, já que garante os mesmos direitos aos que já têm os mesmos deveres. Ele esclarece que a Lei 13.640, de 2018, criou importante marco regulatório sobre a exploração dos serviços de motoristas de plataforma, com a intenção de coibir o transporte ilegal de passageiros, garantindo maior segurança aos usuários.

Segundo ele, há que se considerar o tempo que os motoristas autônomos de aplicativos prestam serviços idênticos aos prestados pelos taxistas, sem obter, entretanto, os mesmos benefícios tributários — o que, na opinião do parlamentar, fere a isonomia. O aplicativo de transporte, continua o autor, vem promovendo uma revolução nas cidades, contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana, além da geração de emprego e renda para muitas famílias.

“Essas plataformas servem como meio de acesso ou de complementação da renda para milhões de brasileiros num cenário em que o mercado de trabalho ainda sofre forte ônus regulatório. Por outro lado, usuários dessas plataformas são beneficiados pela competição entre diversos meios de transporte disponíveis, que competem entre si para oferecer o melhor serviço pelo menor preço”, explica.

Após deliberação na CAS, a matéria seguirá para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão final.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

CRE analisa projeto que endurece regras para uso de aviões da FAB

Publicado

O uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) poderá ter regras mais rígidas. Um projeto de lei do senador Lasier Martins (Podemos-RS) impõe normas estritas para o transporte de autoridades e seus acompanhantes em aviões da administração pública federal, restringindo a utilização dessas aeronaves ao desempenho de atividades próprias do serviço público e a missões oficiais. O PLS 592/2015 traz regras sobre registros, publicação de relatórios e justificativas de solicitação, além de prever penalidades para quem descumprir as normas.

— Minha intenção é impedir excessos por parte de autoridades dos três Poderes nessa questão, para usos pouco ou nada justificáveis e até transportando pessoas alheias à missão oficial — explica Lasier.

Pelo projeto, estarão autorizados a usar os aviões da União, para missões oficiais, o presidente e o vice-presidente da República e os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF). Também estarão autorizados os ministros de Estado e demais ocupantes de cargo público com prerrogativas de ministro, além dos comandantes das Forças Armadas. O ministro da Defesa (ou o comandante da Aeronáutica, se o ministro lhe delegar a decisão) poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais e estrangeiras. A aeronave deverá, sempre que possível, ser compartilhada por mais de uma autoridade.

Lasier informa que a regulamentação da lei trará as definições de autorização para o voo do acompanhante da autoridade, desde que seja seu cônjuge ou companheiro, ou pessoa por ela indicada em viagem a serviço e atividades públicas, além das hipóteses em que será permitida a utilização do transporte aéreo para outras autoridades nacionais e estrangeiras. Pelo projeto, quem infringir as regras sofrerá penalidades administrativas, cíveis e penais e terá de ressarcir as despesas com o voo, considerando os custos de mercado da aeronave utilizada e do trajeto percorrido.

Dinheiro público

A matéria está pronta para ser votada na Comissão de Relações Exteriores (CRE). O relator, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou apenas emendas de redação, para aperfeiçoar o texto. Ele registra que a proposição representa um importante aperfeiçoamento para a utilização de bens públicos, pois compreende “louvável preocupação, alicerçada na busca da economia e da seriedade nos gastos públicos”. Para o relator, o projeto trata de assegurar ao cidadão contribuinte que o dinheiro público está sendo utilizado de maneira adequada, no tema objeto da proposição.

O projeto é inspirado em uma proposta de 2010, do ex-senador Pedro Simon. Se aprovada na CRE, a matéria seguirá para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde vai tramitar em caráter terminativo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento MT

Momento Nacional

Momento Esportes

Momento Entretenimento

Mais Lidas da Semana