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Desafios, todo profissional precisa!

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Como estão suas metas? Já parou para desenhá-las?

As metas são muito importantes para as empresas e para as pessoas, pois são elas que levarão ambas a se movimentarem com maior compromisso ativo de realizá-las.

Afirmo que uma empresa com metas claras sobre qual caminho se deva seguir gera mais segurança à equipe.

Cuidado se você ainda não pensou sobre as metas do seu negócio, ou sendo você o gestor, se ainda não repassou as metas da empresa à sua equipe. Esse é um dos grandes erros que muitos cometem. Afinal, o que move todo ser humano são os desafios. Aqueles que não têm desafios acabam conduzindo seu trabalho geralmente em um piloto automático passivo, repetitivo e desmotivado, ficando à deriva aguardando uma boa perspectiva do mercado.

Motivação, como o próprio nome diz, está diretamente ligado ao motivo para agir.

Certa vez eu acompanhava um diretor proprietário no processo de feedback e apresentação das metas individuais à sua equipe de gerentes. Quando chegou a vez do gerente sênior Fernando, o diretor proprietário me disse:

– Agora, se você quiser sair tá liberada. Não tenho nada a falar para o Fernando, ele está pronto.

Quando fui questioná-lo, logo fui interrompida por Fernando que batia na porta e pelo diretor que rapidamente convidou-o a entrar sem que eu pudesse concluir.

Ali, ao contrário do sugerido, permaneci na sala observando o desenrolar da situação. Naquele momento diferente de todos os outros nove feedbacks e apresentação de metas o diretor disse:

– Parabéns, Fernando! O que eu tenho a falar para você é que hoje você é meu melhor gerente! Eu diria até que você hoje é o mais preparado para ocupar o meu lugar, isso se ele estivesse vago é claro – concluiu soltando uma gargalhada. – Agora vamos falar de futebol…

Mas antes que pudesse seguir, Fernando, o gerente, o interrompe:

– Legal, chefe! Mas, e os desafios…

– Relaxa Fernando, você está ótimo, não tenho nem o que falar, o desafio é seguir fazendo o que você já faz.

Fernando ficou em silêncio por uns segundos e logo embarcou no assunto sobre o campeonato até se despedirem e sair dali.

Naquele momento, quando novamente eu me encontrei a sós com o diretor disse:

– Você acabou de perder o seu melhor gerente!

Após três meses, Fernando, para a frustração do diretor proprietário, pediu sua demissão à empresa.

O que aconteceu com aquele potencial incrível pronto para ocupar o lugar do diretor? Viu-se sem desafios, estático e, assim, diante de novas possibilidades de crescimento apresentadas pelo concorrente, não pensou duas vezes e aceitou a proposta.

Alguns devem estar pensando que a proposta que estou a apresentar aqui era financeira. Não, não era, o salário ofertado foi o mesmo, mas os desafios representavam crescimento profissional para Fernando.

Com esse exemplo, quero alertar você, líder, sua equipe precisa se sentir contribuindo, mas também crescendo profissionalmente.

Dessa forma, estabeleça e clarifique as metas, e desafie a sua equipe!

Todo ser humano precisa disso!

Cynthia Lemos é Psicóloga Empresarial e Coach na Grandy Desenvolvimento Humano. Especialista no Desenvolvimento de Líderes e Empresas tem a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos. Email: [email protected]

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8

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Viver bem com pouco

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            Este artigo certamente vai despertar muito incômodo. Mas julgo-o necessário neste momento de transformação que estamos vivendo. O título deveria trazer a palavra minimalismo. Mas achei melhor conversar sobre ela ao longo do texto.

            A pandemia do covid19 está transformando o modo de viver de todo mundo em todo o mundo. Fatores garantidos como o trabalho, o emprego, a economia, a política, a educação, a saúde, as políticas pessoais e públicas, estão rapidamente entrando em cheque.

            O minimalismo significa ter apenas cinco camisetas brancas, dois jeans e um sapato. Também não é jogar todos seus pertences fora e viver isolado. Então, não se assuste: ser minimalista diz muito mais sobre a maneira que você enxerga a vida e sua relação com os bens materiais. Tem a ver com a felicidade. Falo da felicidade individual.

            Vamos aos fatos. Trabalhamos muito, pra ter bens e atender a algumas carências pessoais. O home office está trazendo o minimalismo de maneira indireta. Viver em casa, acordar cedo sem pressa delirante, tomar café calmamente. Não precisar se produzir pra sair. Maquiar, fazer a barba, penteado, sapato de salto, roupas combinando, etc.etc. O ambiente confinado do trabalho. O ambiente conflituoso das convivências coletivas…

            Conversei com amigos e amigas. Por isso nasceu este artigo. A angústia e ao mesmo tempo a alegria de poderem viver de maneira mais simples, sem prejuízo da sensação de felicidade. Um amigo, empresário rico de família, disse-me ontem: “estou em home office e descobri que a felicidade está muito mais em ver o por do sol, do que passar pela garagem e ver meus carrões, ou olhar no armário tanta roupa de marca”.

            Minha irmã, Nice, que mora em Brasília, disse-me que tomar o café da manhã com calma é uma benção. E que tem vestidos e sapatos demais. No home office, usa apenas uma sandália, short e camiseta, cabelo preso, sem maquiagem. Almoça calma e cochila depois do almoço.  E disse-me uma coisa de arrepiar. Ver o por do sol todos os dias tornou-se obrigação de vida. Não dá mais pra não ver.

            Pessoalmente, em quarentena em Acorizal, Carmem e eu vivemos minimalistas. E olhamos o por do sol todos os dias. Felizes!

            O liquidificador da pandemia, depois a batedeira. O resultado será o bolo do futuro. Ninguém sabe como será depois que sair do forno. Mas nunca mais será como antes.

            Especialmente, será minimalista.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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Não sei o que dizer

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            Entrei pela primeira vez numa redação em 3 de fevereiro de 1973, no Jornal de Brasília, em Brasília. De lá pra cá já se passaram mais de 47 anos diariamente ali na velha máquina de escrever ou no computador. Milhares e milhares de páginas. Comecei a escrever artigos diariamente em 29 de junho de 1990, no jornal A Gazeta. Lá se vão 30 anos, completos ontem. Durante 26 anos escrevi diariamente. Hoje, uma vez por semana. Mas escrevo também pra uma série de sites da capital e do interior.

            Conto isso, porque quero fazer um desabafo. Nunca tive dificuldades pra escrever. Sempre li muito. Isso ajuda a dar norte aos temas. Mais um banco de viagens muito grande. Muitas entrevistas conceituais ao longo desses anos. Só em Mato Grosso são 44 anos. Dirigi muitos veículos de comunicação. Etc.etc.

            Porém, neste momento, não sei o que escrever!

            Por mais que uma série de assuntos pareça nos atropelar, pouco enxergo de útil neles. Ah. O vírus. Difícil porque está politizado e mergulhado no campo das incompetências públicas e privadas. Ah. A política. Nunca esteve em nível tão baixo. Ah. O futuro. Nunca esteve tão escuro como agora. Ah. Falar das pessoas. Nunca estiveram tão perdidas como agora. Ah. A juventude. Nunca esteve tão perdida como agora. Com a imensa responsabilidade de construir o seu futuro e o da humanidade, mas temos tão pouco a lhe ensinar.

            Puxa vida! Escrever o que, então? Juro que não sei. Em tempos de guerras formais, surgem líderes que conduzem o povo até as coisas se arrumarem. Hoje não se vê no mundo esse tipo de líder. Mesmo vivendo uma guerra. Mas é uma guerra estranha. De nós contra nós mesmos. Pra isso não tem líder que seja capaz de liderar.

            Encerro. Não virá mais de fora o sentido que deverá nos guiar. Virá de dentro de nós. Mas é preciso que se encerre essa fase política pra que tenhamos a consciência de que nada de fora nos ajudará. Cada um será o mestre de si mesmo. Sem cartilhas, sem manuais e sem líderes.  Ditado chinês diz: “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Só nós mesmos!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]     www.onofreribeiro.com.br

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